sábado, setembro 19, 2020
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Corintianos se divide entre vaiar, ou não, Guerrero.

FOLHA
DE SÃO PAULO – Autor do gol do título do Mundial de Clubes de 2012, o atacante
Guerrero, 31, deverá ser ignorado ou vaiado em seu primeiro reencontro com o
Corinthians, marcado para este domingo (25), às 17h, no Itaquerão, pela 32ª
rodada do Campeonato Brasileiro.
Pelo
menos essas são as manifestações até agora da grande maioria da torcida
corintiana nas redes sociais.
“Vou
vaiar, não por ele estar jogando no ‘Failmengo’, mas por não ter palavra, por
iludir +30 milhões de torcedores, por deixar a gente na mão, por preferir o
dinheiro ao amor de uma torcida”, escreveu um internauta em sua conta no
Twitter. “Lógico que vou vaiar, mercenário e burro além de tudo, tem que
levar vaia mesmo”, escreveu outro torcedor corintiano.

outros torcedores acham que o peruano tem que ser ignorado no Itaquerão.
“Acho que vaiar ele é dar uma audiência e importância que ele não
merece… O ideal seria ignorá-lo por completo”.
“Tem
que vaiar até ele sair surdo da arena”, escreveu outro torcedor.
Guerrero
não será o primeiro ídolo vaiado pela torcida corintiana. Em 2000, o volante
Rincón trocou o Corinthians pelo Santos. O pré-contrato do jogador com o time
da Baixada Santista foi assinado horas antes da final do Mundial de Clubes da
Fifa. Na oportunidade, o Santos fez uma proposta 66,6% maior.
Em seu
primeiro jogo contra o Corinthians, Rincón foi recebido negativamente.
Torcedores distribuíram reproduções de notas de um dólar. No lugar onde deveria
aparecer a figura do ex-presidente norte-americano George Washington foi
estampado um retrato de Rincón, acima a inscrição “Rincón
Mercenário”.
Nas
laterais da nota, os dizeres “Judas da Fiel”. No verso da cédula,
mais xingamento: “Mercenário. Dinheiro não é tudo. A Fiel Torcida não
perdoa traição”.
Centenas
de moedas foram atiradas no campo. Ao final do jogo, a pista de atletismo do
Morumbi, que circunda o gramado, cintilava com o brilho delas.
Guerrero
deixou o Corinthians em maio -quase dois meses antes do término do seu contrato
com o clube. Poucos dias depois, foi anunciado como novo reforço do Flamengo.
Na
oportunidade, o jogador alegou que saiu antes do fim de seu vínculo após um
acordo com a diretoria alvinegra.
Roberto
de Andrade, presidente corintiano, alegou que o clube não tinha condições de
renovar em virtude do que o peruano estava pedindo. O clube devia salários
atrasados, o que só foi resolvido na semana passada, quando departamento
financeiro conseguiu quitar todas as dívidas com dinheiro da Rede Globo, que
veio do novo contrato do Campeonato Paulista.
Além
de Guerrero, o atacante Emerson Sheik também vai reencontrar o Corinthians.
Autor dos gols do título da Libertadores na final contra o Boca Juniors, o
jogador deixou o clube alvinegro após a diretoria decidir não renovar seu
contrato.
Na sua
despedida, o jogador foi homenageado pelo clube com uma placa comemorativa antes
da partida contra o Internacional. Emerson abraçou longamente o técnico Tite,
dirigiu-se às arquibancadas e estendeu a mão a alguns torcedores -mas não
chegou a dar uma volta olímpica no gramado, como previsto.
CASAGRANDE E MARCELINHO
Apesar
de criticar Rincón, a torcida corintiana não costuma vaiar seus ídolos.
Casagrande e Marcelinho Carioca tiveram recepções calorosas quando enfrentam o
clube.
Em
1993, quando vestia a camisa do Flamengo, Casagrande foi ovacionado pela
torcida, que cantou:

“Doutor, eu não me engano, o Casagrande é
corintiano” e “Volta, Casão, teu lugar é no timão”.

Após o
jogo, o ex-atacante confessou que esperava ser xingado e até vaiado. Segundo
ele, a recepção da torcida o derrubou psicologicamente.

Marcelinho enfrentou o Corinthians pela primeira vez após sua saída quando
defendia o Brasiliense. Ao coro de “uh! Marcelinho” e “doutor,
eu não me engano, o Marcelinho é corintiano”, ele foi mais ovacionado que
o argentino Tevez.
A
Gaviões da Fiel, maior organizada do Corinthians, homenageou Marcelinho com uma
placa e uma camisa da torcida, que ele beijou.
Ao
final do jogo, Marcelinho foi ao alambrado agradecer o carinho da torcida.

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