sábado, setembro 19, 2020
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Cosme Rimoli faz pedido a Fla e Flu: “Não se dobrem.”

COSME
RIMOLI – “A coisa é da seguinte forma. As equipes que não disputarem o
campeonato, não recebem cota de televisão. E as equipes que disputarem com equipes
diferentes da equipe principal, recebem uma cota igual à menor cota que tem na
competição.”
Este
foi o resumo do presidente do Vasco da Gama, Eurico Miranda ao sair do Conselho
Arbitral, na sede da Federação Carioca. Os 12 clubes pequenos mais o Botafogo
e, claro, o Vasco decidiram. Aquelas equipes que não colocarem seus titulares
no torneio estadual receberão o mínimo, muito menos do que teriam direito.
A
medida tem endereço certo. Vale para Flamengo e Fluminense. Eduardo Bandeira de
Mello e Peter Siemsen prometeram disputar o torneio Sul-Minas-Rio e jogarem os
estaduais com atletas sub-23. Se fizerem isso, deixarão de embolsar R$ 4
milhões cada, reservados aos quatro grandes. A menor taxa seria de R$ 400 mil,
reservados aos clubes que sobem da Segunda Divisão.

Guerrero embolsa R$ 500 mil na Gávea. Fred, R$ 800 mil nas Laranjeiras.
O
dinheiro retirado das equipes que não colocarem seus titulares será distribuído
pelos demais clubes. Por isso, lógico, unanimidade na votação. Flamenguistas e
tricolores não tiveram representantes no Arbitral.
O
anúncio é uma declaração de guerra. Mas nada surpreende.
Será
mantido ainda o limite de inscrição de jogadores, apenas 28 ‘de linha’, mais
três goleiros. Só cinco jogadores sub-20 poderão atuar por cada clube.
No
Campeonato Carioca de 2015 foram adotadas duas práticas absurdas.
A
primeira foi a lei da mordaça.
Com
dinheiro, Federação Carioca tenta domar Bandeira de Mello e Siemsen. Passou da
hora de os presidentes virarem as costas para o atraso. E mostrar a força de
Flamengo e Fluminense para Rubinho e Eurico Miranda…
O
artigo 133 do Regulamento Geral de Competições da FERJ proibiu jogadores,
técnicos e membros da diretoria dos clubes de criticarem a organização do
Campeonato Carioca. Em caso de desrespeito, o clube do profissional que fez a
crítica seria multado em R$ 50 mil.
A Lei
da Mordaça determinava ainda que a multa seria dobrada a cada nova crítica. A
punição seria reduzida à metade se o presidente da agremiação publicasse, em
até 48 horas, um desmentido em seu site oficial.
Foi
criado também um doping estatístico. Todos sabem que partidas entre pequenos
cariocas invariavelmente dão prejuízo. O número de torcedores é ridículo. A
arrecadação é de dar pena.
O que
a Federação Carioca fez? Exigiu que todo borderô de jogo apresentasse no mínimo
25% dos ingressos como se tivessem sido vendidos. E seria acrescentada à
arrecadação a cota da televisão que cada equipe pequena recebeu da televisão.
Manipulação total dos números. Tentativa bizarra de disfarçar o fracasso, a
inutilidade, a insignificância da competição.
As
diretorias do Flamengo e do Fluminense já esperavam retaliação pela disputa do
Sul-Minas-Rio. Mas não que chegasse a esse nível. Bandeira de Mello e Siemsen
juram que não recuarão. Vão manter seus times para não ter problemas com a CBF
e seguirem disputando os torneios nacionais. Os clubes burocraticamente são
obrigados a disputar torneios de suas federações.
A
Globo até agora jura que não vai interferir. Não pode. “A cota é paga para
a Federação. É o arbitral que decide como será distribuída”, avisa Eurico
Miranda.
Toda
essa guerra só mostra de maneira mais evidente a sentença de morte dos
Estaduais.
Competições
que perderam o sentido com a valorização da Libertadores.
É um
martírio os clubes grandes brasileiros disputarem.
Trava
a pré-temporada e atrapalha a Libertadores.
Com
dinheiro, Federação Carioca tenta domar Bandeira de Mello e Siemsen. Passou da
hora de os presidentes virarem as costas para o atraso. E mostrar a força de
Flamengo e Fluminense para Rubinho e Eurico Miranda…
O
dinheiro é pouco e o torneio não leva a absolutamente nada.
A não
ser tentar fazer as Federações sobreviverem.
A
grande maioria dos clubes pequenos é de aluguel.
Os
jogadores são cedidos por empresários até o final do torneio.
O
nível é baixíssimo.
A
Folha revelou que 30% dos jogadores que disputaram o Campeonato Paulista de
2015 estão desempregados. São atletas que não conseguiram emprego em qualquer
outra equipe.
Acabou
também aquela história que estaduais são os celeiros de grandes revelações. Os
garotos mais talentosos deste país estão nas mãos dos empresários desde os 13,
14 anos. Tudo mudou.
Aqui a
média de público nos principais estaduais de 2015.
O
Paulista: 7.605 pagantes; o Mineiro, 5.377; o Gaúcho, 4.351; Catarinense,
3.562; Paranaense, 3.177.
Vale
destacar a mágica que aconteceu no Carioca. Em 2014, quando não havia a
obrigação dos pequenos apresentarem, no mínimo, 25% de público, a média foi de
2.828. Com a fórmula criada por Lopes, a média de 2015 subiu artificialmente
para 5.372. Uma enorme hipocrisia, que todos fecham os olhos. Porque, com
exceção dos clássicos, as arquibancadas seguiram vazias.
Presidentes
de Federações não querem perder poder. Dinheiro de televisão. Parte da
arrecadação dos jogos. Patrocínios. Se os Estaduais morrerem, as próprias
Federações perdem a razão de existir.
É
contra isso que Rubens Lopes luta.
Com
dinheiro, Federação Carioca tenta domar Bandeira de Mello e Siemsen. Passou da
hora de os presidentes virarem as costas para o atraso. E mostrar a força de
Flamengo e Fluminense para Rubinho e Eurico Miranda…
Mas
ele sabe que é uma questão de tempo.
Os
torneios estaduais como Copa do Nordeste, Sul-Minas-Rio, Rio-São Paulo, são
mais atraentes, dão mais audiência e mais lucrativos.
Basta
a dona do monopólio do futebol deste país, a Globo, perceber e o processo será
acelerado.
Mas a
emissora é comprometida com as federações há décadas.
Não é
fácil romper esse vínculo.
Mas
basta Bandeira de Mello e Siemsen continuarem firmes.
O dinheiro
perdido no Carioca será menos do que ganharão no interestadual.
Jogar
contra Cruzeiro, Inter, Atlético, Grêmio, Coritiba, Atlético Paranaense…
Mais o
Fla-Flu.
Sete
partidas teoricamente lucrativas.
Em vez
de três do Estadual.
Fora
Avaí, Figueirense, Criciúma, Chapecoense, América Mineiro.
Mais
interessantes que Bonsucesso, Barra Mansa, Macaé, Tigres do Brasil.
Está
na hora de Bandeira e Siemsen entrarem para a história.
Ter
coragem de enfrentar a tirania, o atraso.
Mudar
de vez o estúpido calendário brasileiro.
“O
torneio Sul-Minas-Rio não existe. É ficção.”
A
declaração é do presidente da Federação Carioca.
Pessoa
que tenta esconder o medo usando a arrogância.
Quem
são Rubens Lopes e Eurico Miranda?
Diante
da grandeza de Flamengo e Fluminense?
Cabe a
Bandeira de Mello e Siemsen mostrarem.
E os
colocarem nos seus lugares.
Não se
dobrarem à chantagem rasteira, indecente…

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