terça-feira, setembro 29, 2020
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Cotas: Até o Barcelona defende o fim da ‘espanholização’.

UOL – Principal
fonte de receita dos clubes em todo o mundo, as cotas de direitos de
transmissão são assuntos recorrentes no debate sobre os rumos de futebol. E
curiosamente, até quem se beneficia na divisão da verba de TV já começa a
defender que tal distribuição seja repensada.
Principal
beneficiado no futebol espanhol – ao lado do Real Madrid – e citado de maneira
recorrente como exemplo da polarização criticada até por clubes brasileiros que
reivindicam uma nova distribuição, o Barcelona entende que o modelo atual
precisa ser modificado.
“Está
claro para nós que as coisas não estão ocorrendo da melhor maneira. Os clubes
menores estão quase acabando, não têm qualquer poder de compra, não conseguem
se reforçar e crescer. Isso prejudica o campeonato. Lá na frente, pode nos
atrapalhar. Um campeonato fraco passa a valer menos. Precisamos estudar.
Barcelona e [Real] Madrid, pelas marcas que têm, devem receber mais. Mas essa
diferença precisa diminuir”, comentou o diretor comercial e de marketing
do clube catalão, Laurent Colette.
E a
diferença citada pelo dirigente realmente assusta. Enquanto Barcelona e Real
embolsam mais de 140 milhões de euros por temporada das TVs, o terceiro clube
que mais lucra recebe aproximadamente 90 milhões de euros a menos – cerca de 50
milhões de euros por ano.
“Acho
que essa ideia de repensar a distribuição vale para o mundo todo. E para o
Brasil também. Precisa ser algo dentro da proporcionalidade das marcas, mas
justo. Não adianta ter dois ou três clubes dominando”, completou Laurent
Colette.
No
Brasil, a diferença é menor, com Corinthians e Flamengo dominando pouco menos
de 20% da verba total distribuída pela TV Globo. Ainda assim, a
“espanholização” é questionada por rivais, que endossam o discurso do
dirigente catalão e pedem uma nova divisão.
A
ideia do cartola especializado em receitas é que as distribuições repitam algo
como o que ocorre na Inglaterra. Enquanto Liverpool, Manchester City, United,
Arsenal, Chelsea e Tottenham ficam com cerca de 115 milhões de euros cada, os
últimos do “ranking” não ficam com menos de 75 milhões de euros.
No
Brasil, atualmente, Corinthians e Flamengo ficam com cerca de R$ 110 milhões
por ano cada, enquanto São Paulo, Palmeiras e Vasco recebem entre 70 e 80
milhões. A partir de 2016, o contrato que valerá até 2018 aumentará a criticada
“espanholização”, pagando R$ 170 milhões aos dois primeiros e cerca
de R$ 100 milhões aos outros citados.

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