De Limeira, Lelê e a sua ascensão gradativa no Flamengo.

Por: Fla hoje

Foto: Divulgação

GARRAFÃO RUBRO-NEGRO: Por Enéas Lima

DNA de basqueteiro, Lelê foi um dos jovens talentos que o Flamengo
fez a aposta no início dessa temporada para agregar valor técnico e
rejuvenescer o seu plantel.  Com o
basquete lapidado nas categorias de base em Limeira e filho do ex-jogador Telmo
Oliveira, o jovem Lelê aos poucos vem conquistado seu espaço dentro do elenco e
ganhado elogios por parte dos torcedores por suas características visíveis em
quadra – disciplina tática e disposição.

O
Garrafão Rubro-Negro conversou com Lelê, seus familiares e seu técnico em
Limeira para abordar como foi a formação desse jovem talento que vem ajudando o
time rubro-negro na campanha do Novo Basquete Brasil.
Com
cada vez mais minutos em quadra no NBB, o ala Lelê descreveu o seu momento no
basquete do Flamengo.
“O
momento que estou vivendo é muito bom, tendo oportunidade de começar jogando os
últimos jogos. Isso faz com que eu sempre busque o melhor a cada jogo, vendo o
que eu posso fazer para ajudar o time, me adaptando cada vez mais. Mas isso vem
muito da confiança passada pela comissão técnica, e dos jogadores mais
experientes, que estão sempre me ajudando dentro de quadra. E espero pode
continuar contribuindo como estou, e sempre mais. ”
Telmo
Oliveira destaca quando o filho começou a gostar da prática pelo basquete.
“Acredito
que ele começou a gostar do basquete desde a barriga da mãe, que me acompanhava
aos jogos, até um dia antes dele nascer. No seu primeiro aniversário, ele teve
duas festas comemorativas, uma em Londrina onde eu jogava, e uma em Limeira, e
em seus presentes somando, ganhou 7 cestinhas de basquete, e espalhamos essas
cestinhas pela casa, e a partir daí, nunca mais o vi sem bola de basquete em
suas mãos. Sempre que perguntavam a ele, o que ele queria ser, a resposta vinha
de imediato, jogador de basquete. Quando maior, com 6 anos, já estava fazendo
escolinhas isso com 6 anos, tínhamos no fundo de casa uma tabela, ele estudava
de manhã, e antes de ir para à aula, ia dar seus arremessos. Com tudo, sabia
que não tinha como mudar, seria um jogador. Foi para mim uma emoção muito
grande, ele seguir o mesmo gosto por este esporte, foi prazeroso demais”
Consagrado
em Limeira, Telmo relembra como foi o início da carreira de Lelê na base da
equipe paulista e a experiência do filho nos EUA, no Estado de Iowa.
“O
Lelê jogou todas as categorias de base em Limeira, sempre em todas as
categorias recebeu um reconhecimento, ou ganhando como melhor jogador, estando
entre a seleção de ouro, melhor do Estado, entre outros. Quando resolveu ir
jogar nos Estados Unidos, foi doloroso para nós, uma vez que nunca tínhamos
ficado longe dele, mas era seu gosto, e nunca dissemos não por qualquer decisão
tomada por ele, mesmo quando ele nos disse: Não vou mais voltar, quero jogar no
Flamengo”.
Telmo
fala da importância do apoio familiar nesse atual momento de Lelê no clube da
Gávea.
“Estamos
muito orgulhosos dele, afinal, ele está no melhor time do Brasil, e quando ele
foi, a única coisa que eu disse foi para ele foi: Olha para aonde você está
indo moleque, honre a escolha que você fez. Quanto ao desempenho dele no time,
acredito que além do seu esforço e vontade, tem uma comissão técnica, o Rodrigo
Silva (Sub-22), o José Neto (adulto) e os demais, que acredita em seu trabalho.
Ele está muito feliz, havia muito tempo que não via ele assim. Ele nos liga
todos os dias, e fala muito bem dos jogadores, que além de estar entre eles,
dão muito apoio, explicam como fazer, como melhorar, e são divertidos. Isso só
nos dá muita alegria, nos orgulha. O irmão menor, joga e diz que é o Lelê, quer
a camisa do irmão, quer tênis autografado do irmão, é muito engraçado. A
família inteira se envolve, é espirituoso demais, todos cantam, desde avós até
os primos, tios, tias. ”
Roberta
do Carmo, mãe de Lelê, ressalta a formação dele como pessoa e como foi para ela
o período que o filho morou nos Estados Unidos.
“”O
Lelê sempre foi um menino de ouro, um filho exemplar, o filho que sempre
desejei ter. Quando foi aos Estados Unidos, tive uma grande dificuldade em
conviver com sua ausência, uma vez que ele nunca havia deixado Limeira, e
éramos muito ligados. Chorava todos os dias, não conseguia falar com ele
através do Skype, rapidamente falava ao telefone. O seu irmão menor até dizia:
Mamãe nunca quero ir para os Estados Unidos, você chora muito. Era até
engraçado. Mas sabia que era para seu crescimento. Quando foi para o Flamengo,
fiquei muito feliz, pois estava indo para um time grande. No começo achei que
iria jogar somente em sua categoria, mas quando o vi jogando no adulto e se
sobressaindo, fiquei extremamente orgulhosa. Acredito que ele entendendo a
oportunidade que a comissão técnica está oferecendo e poderá dar muitas
alegrias ao Flamengo.”
O
Garrafão Rubro-Negro conversou com Jece Leite, treinador de categorias de base,
que abordou como foi para ele treinar o Lelê em Limeira.
“”Conheço
o Lelê desde que ele foi concebido, conheço os pais antes de se casarem, eu o
vi crescer, desde bem novo ele já mostrava ter um bom e fácil arremesso, desde
as primeiras categorias já saltava bem e tinha um bom tempo de rebote e toco,
que os braços de mangueira também o ajudam, mas acima de tudo sempre se dedicou
aos treinos e escutava tudo com muita atenção e respeito.”
Nas
categorias de base de Limeira, Lelê usou a camisa 34, Jece Leite fala do
orgulho de ver a evolução atual do jovem jogador no Flamengo.
“Tudo
que está acontecendo com ele, eu esperava e torcia que pudesse acontecer um
dia, nunca pensei em que time isso poderia acontecer, e estar acontecendo no
Flamengo que vem sendo um papa títulos nos últimos anos mostra o tamanho do seu
merecimento, eu vejo o seu amadurecimento e crescimento de uma forma muito
gradual com altos e baixos até chegar no Flamengo onde ele foi obrigado a dar
um certo salto pois estava chegando em um clube de visibilidade, peso e
cobrança bem diferentes de suas experiências anteriores. E que vem sabendo
lidar com isso.”

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