segunda-feira, setembro 28, 2020
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Derrota do Flamengo é repetição do filme de um ‘time mudo’.

Foto: Gustavo Rotstein/GloboEsporte.com

GLOBO
ESPORTE:
Mesmo chegando ao quinto mês de trabalho, o Flamengo ainda é um time
em construção. As mudanças de peças e do esquema impostos neste domingo pelo
interino Jayme de Almeida surtiram efeito em parte, já que, mesmo assim, houve
derrota por 1 a 0 para o Grêmio. Mas uma observação dos 90 minutos à beira do
gramado da Arena deixou claro que a evolução da equipe precisa ir além de
ajustes táticos. O Flamengo pouco se comunica em campo.

São 11
jogadores em busca da vitória, mas a escalação do Flamengo que fala pode se
resumir a três ou quatro atletas. E todos eles do sistema defensivo. Um dos
jogadores mais reservados do elenco, o capitão do Juan é dos que tentam ajustar
o posicionamento na base da conversa. Paulo Victor e Márcio Araújo também
utilizam esse recurso. Reserva contra o Grêmio, Willian Arão entrou no segundo
tempo e tentou a levar o time ao empate passando instruções.
Mas
quando se trata do sistema ofensivo, quase não se viu conversa entre os
jogadores. “Pilhado”, Everton tentava inflamar seus companheiros e pedia bolas.
No comando do ataque, Guerrero dialogava mais com Fred e Geromel, os zagueiros
adversários, cada um explicando faltas cometidas e sofridas. Com seus próprios
companheiros, o peruano mais reclamava. Silenciosamente lamentava passes que
não chegavam e com gestos discretos pedia a bola onde queria. Em sua melhor
chance no primeiro tempo, Guerrero escorou de cabeça um cruzamento e depois
avisou a Rodinei que preferia por baixo.
No
segundo tempo, entretanto, pouco adiantou a tentativa, na base da conversa, de
ajustar o posicionamento defensivo após a saída de Bobô para a entrada de
Everton. Sem um centroavante fixo, o Grêmio passou a ter mais mobilidade e
pressionou. Primeiro esbarrou nas boas defesas de Paulo Victor. Mas não demorou
muito até marcar o gol, do zagueiro Fred, de cabeça, após cobrança de
escanteio. Em meio às cabeças baixas, Jorge tentava transmitir ânimo aos
companheiros, mas sem encontrar eco. Um exemplo de que as vozes não reverberam
no time do Flamengo, algo para o qual Juan já alertou.
– O
time tem outras lideranças, mas pode conversar mais. Isso a gente também tem
conversado internamente, principalmente em relação se cobrar mais dentro de
campo. Têm jogadores assim. Sempre gosto de falar que o time precisa de várias
lideranças. Só jogadores calmos, como eu sou, não adianta. Têm outros jogadores
que puxam de outra linha. O grupo também foi feito esse ano, precisa de
jogadores que se soltem mais nesse aspecto – disse o capitão, em entrevista na
última sexta-feira.

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