domingo, setembro 27, 2020
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Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
BUTECO DO FLAMENGO: “Tem que ser selado, registrado,
carimbado
Avaliado, rotulado se quiser voar!”
Raul Seixas
Coloca
o calção, veste a meia, põe as chuteiras. O aquecimento foi feito. Jogo.
Scouts, números, GPS’s, cameras 1, 2, 3…comentaristas, narradores, torcedores
na internet, na rádio, nas esquinas. Seu nome na boca do povo e todos seus
movimentos em campo espalhados em footstats, squawkas, whoscoreds, e outros
aplicativos de análise. É mapa de calor, número de passes certos, errados,
finalizações, velocidade, é o mundo do video game transplantado pro jogo.
Analistas, estudiosos, técnicos programando novas abordagens e cálculos
diferenciados. O jogador é sondado, avaliado, remexido, disposto em planilhas
para que alguém soberano diga “Não serve”, sem jamais ter assistido
uma partida. O jogador sabe disso. Recebe informações em seus tablets. Talvez
com indicações em vermelho dizendo onde “está mal”. Bom para começar
a semana.
O
técnico olha torto. Tem experiência de jogo. Preciso saber o mapa de calor de
um jogador que não me obedece? Se pergunta. Precisa. Porque o jogador para
entrar no “Mundo” de negociações precisa ter seus índices expostos. O
treinador precisa “conhecer”. Precisa apreender com as informações
que o sistema retorna, com que o analista diz, que estuda mil cameras,
posicionamentos, chutes e direção, o que o software diz.
Futebol
científico, especializado. Fisiologia de alto nível. Equipamentos hiperbáricos,
intergaláticos, de forma, resistência, recuperação, análise físico motora. Treinamentos
especializados para operá-los, para trabalho de preparadores físicos e
conhecimento de comissão técnica.
Alimentação
balanceada, controlada, sem snacks, sem fast-food, sem refrigerante, águas,
sucos, verduras, hora certa para isto e aquilo. O atleta é uma instalação, uma
obra de alto nível. Músculos monitorados, articulações, pisadas, análise de
força.
Computadores,
armazenamento em cloud, estudos, reuniões, equipamentos complexos de medições.
Centro de Treinamento implementando-se já com a cultura necessária de uso ótimo
do fisiologismo de última ponta.
Jogadores
caros, monitorados. Estrutura cara. Tudo tem preço alto. Delegações, comissões
técnicas, jogadores. Futebol profissionalizando ao extremo.
E do
outro lado, entidades amadoras e abjetas como CBF e FERJ.
Flavio
H Souza

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