quinta-feira, outubro 1, 2020
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Dez na bola.

Foto: Divulgação

BUTECO
DO FLAMENGO
: Quando o árbitro apitou o final do baile Brasil 0 x 2 Holanda,
valendo pela semifinal da Copa do Mundo de 1974, um atônito treinador Zagallo
manifestou-se surpreendido com a forma de jogar do adversário, pois os
bambambãs do futebol tricampeão mundial, arrogantemente, não se deram o mínimo
trabalho de pesquisar como a Laranja vinha atuando;

O
futebol ganhou mais uma estrela fulgurante. Eu que já torcia por um grande time
rubro-negro que ganhava tudo, passei a torcer também por uma seleção que jogava
tudo e mais um pouco, porém, nada ganhou em dimensões interplanetárias, além da
admiração eterna dos amantes da bola;
​A
partida para o andar de cima do craque holandês Johan Crujff reavivou em minhas
lembranças uma grande foto publicada no antigo Jornal do Brasil e por anos
guardada em meus arquivos, na qual os dez jogadores de linha da inesquecível
seleção holandesa cercavam um solitário Dirceu para tomar-lhe a bola, no meio
de campo, e sair num contra-ataque, geralmente fatal, pra cima da desesperada
defesa brasileira, numa partida valendo vaga na final de mais uma Copa;
Naquele
jogo, a Laranja Mecânica habilitou-se a disputar a Taça de Ouro com a Alemanha
Ocidental, outro grande time de futebol, pragmático, de resultados e eficiente
sob o comando do cracaço Franz Beckembauer. A Holanda perdeu a final, mas
encantou o mundo com seu carroussel, esquema compactado, sem posições fixas,
com toques de bola rápidos e precisos, e de lá para cá esse jogo de bola nunca
mais foi igual ao praticado anteriormente, mesmo quando Crujff saiu de campo
para sentar-se fora dele, inicialmente, dirigindo o Ajax;
Às
vezes, arrumando a papelada, eu me deparava sem querer com a cena envolvendo o
jogador brasileiro e os dez adversários. Sorria admirado, mas agora a procuro,
preciso encontrá-la e não acho. Creio que foi perdida em algum ponto do meu
caminho. Recorri, então, ao acervo digital do JB para recuperar o momento para
sempre presente e não o encontrei. Como um carma contra os históricos
adversários hermanos, consegui copiar as que ilustram esse texto, ocorridas
também em 1974, da mesma forma, variando a quantidade de adversários cercados
pelos mesmos dez holandeses;
Do
Ajax para o Barcelona, onde o gênio comandou a equipe catalã composta por
Romário, Stoichkov, Guardiola e Koeman e de lá para os dias de hoje, traduzido
por uma simples expressão “Toque e posse de bola”, num momento em que
Muricy Ramalho tenta implantar semelhante filosofia no Mais-Querido;
Mas é
aí que a porca torce literalmente o rabo. Para fazer a bola chegar no fundo da
rede, a caprichosa “posse de bola” exige disciplina tática, talento e
boa finalização, recursos escassos no elenco do Flamengo como temos visto e
revisto há algum tempo;
No
último jogo, perdido para o Volta Redonda, a posse ficou em torno dos
improducentes 70%, refletidos em toques para os lados e para trás. A bola era
nossa, mas o tempo passava em favor do Voltaço, que buscava apenas uma
oportunidade para transformá-la em gol, o que aconteceu no final da lacônica
partida;
Hoje
pegamos o Vasco em Brasília, tradicional e maior rival do Flamengo,
restando-nos como alternativa vencer ou vencer para evitar dar volume a uma
possível crise logo no início do ano, afinal o Estadual está decadente e não
leva a lugar algum mas, infelizmente, derruba treinadores;
Creio
numa vitória redentora. Para que tal aconteça apenas peço que o time entre em
campo focado em cada lance, com vontade rubro-negra e dispute cada bola como se
fosse a última da vida de cada jogador;
Rumo à
vitória!
SRN!
Carlos
Mouta

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