quarta-feira, setembro 23, 2020
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Diego foi um golaço do Flamengo.

Foto: Divulgação

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DO MENON
: A festa da torcida do Flamengo – totalmente desproporcional em
relação ao currículo e ao momento de Diego – é a certeza de que a contratação
foi corretíssima. O torcedor está feliz, alucinadamente feliz, irracionalmente
feliz e essa felicidade insana é o que se busca com o futebol.

Está
feliz por ver seu time mais forte e por ver seu clube agindo de acordo com sua
grandeza. É muito importante um gigante como o Flamengo mostrar ousadia e não
se limitar a soluções caseiras e baratas, que, muitas vezes, pouco solucionam.
Estamos
tão acostumados com a mediocridade que nos é imposta que nos assustamos quando
ela é rompida. E a palavra loucura é a primeira a chegar. Loucura, só se fora
da torcida. A contratação da Diego teve muito de planejamento. Ele colaborou,
conseguiu a rescisão de seu contrato – o que não é uma atitude bacana – e
tornou tudo mais fácil. O Flamengo está gastando para pagar seus salários. Nada
foi gasto para conseguir o vínculo.
A
chegada de Diego é importante para o futebol brasileiro, apesar de não romper o
círculo vicioso que vivemos. Nós somos o país que vendemos o irreverente garoto
Diego aos 19 anos e contratamos o circunspecto senhor Diego Ribas aos 31.
Também buscamos na América do Sul os craques que a Europa não quis.
A
diferença é que Diego tem pinta de referencia e não de coadjuvante. Não importa
que não o tenha sido nos últimos tempos, mas deu toda a pinta de que se tornou
um jogador responsável e com os pés no chão. Ficou emocionado pela idolatria
mas não embarcou nela. Não falou em salvação, tampouco em seleção.
Falou
em Flamengo e assumiu a missão de conduzir o clube a um porto glorioso.  Mais brilhante do que seguro.
A
segunda diferença foi justamente a idolatria. A torcida do Flamengo o tratou
como um gigante do futebol. Difícil acreditar que todos aqueles rubro-negros
soubessem onde estava Diego, difícil acreditar que tenham acompanhado a carreira
dele na Europa ou mesmo no Santos. Na verdade, estavam comemorando a carência
de um ídolo. E a possibilidade concreta de tê-lo agora.
Diego
acendeu o rastilho de pólvora da insanidade. Que maravilha. O futebol vive
disso. O futebol de um clube popular necessita respirar essa paixão que andava
tão distante.
Dizem
que contratação certa é a que deu certo.
Diego
já deu certo. Afinal, a função do ídolo não é deixar seu povo feliz?
Insanamente feliz?

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