domingo, setembro 27, 2020
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Diego, o maestro Rubro-Negro.

Diego Ribas, no Atlético de Madrid – Foto: Shaun Botterill/Getty Images

GOAL: Por
Raísa Simplicio | @simpraisa

A
diretoria rubro-negra não sossegou até contratar um camisa 10, depois de tanto
procurar o clube acertou a chegada do meia Diego, revelado nas categorias de
base do Santos e que estava defendendo o Fenerbahçe da Turquia.
Mas
muitos devem estar se perguntando agora “mas e o Ederson?”. Apesar de
vestir a camisa 10, ele não é um meia armador nato, por muitas vezes é escalado
mais adiantado ou pela ponta esquerda.
No
elenco o jogador que mais se aproxima das características de Diego é Alan
Patrick, que mesmo fazendo bons jogos ainda não conseguiu ser uma unanimidade
na equipe.
Com a
chegada de Diego, o Flamengo ganha sim um reforço de peso no meio-campo, um
maestro que terá a responsabilidade de criar as jogadas e servir aos atacantes,
inclusive Paolo Guerrero.
Diego
reúne requisitos que estão em falta no futebol brasileiro, é um típico garçom e
bom finalizador também, além disso são quase 12 anos de experiência no futebol
europeu.
Com a
chegada do meia, Zé Ricardo ganhará um grande reforço para o meio-campo e
Guerrero enfim terá com quem dividir as responsabilidades no Flamengo.
Com
salário tão alto quanto o do peruano e até mais títulos no currículo, o novo
reforço servirá como uma espécie de alento para o camisa 9 que vive sendo
criticado pelo alto investimento e o pouco retorno.
A
partir do momento em que Diego entrar em campo pela primeira vez todas as
atenções estarão voltadas para ele e Guerrero pode se aproveitar disso para
jogar com mais tranquilidade.
Por
outro lado, com a chegada do meia a vida de Mancuello e Adryan ficam um pouco
mais complicadas.
O
argentino já não vinha tendo tantas oportunidades com o treinador, agora a
situação pode ficar ainda mais complicada pois terá que concorrer com Diego e
Alan Patrick.
Adryan
que acabou de retornar ao clube e seria aproveitado também pode ter
dificuldades já que é o último da fila.
Mas Zé
Ricardo também pode começar a considerar a possibilidade de abrir mão dos três
atacantes e atuar no bom e velho 4-4-2. Com dois meias e dois atacantes.
Se
optar por isso poderá utilizar melhor as peças que terá à disposição no
meio-campo. Mas também vale lembrar a quantidade de atacantes no elenco que
agora são: Gabriel, Marcelo Cirino, Everton, Leandro Damião, Paolo Guerrero,
Felipe Vizeu e Fernandinho.
Uma
dor de cabeça boa, como se diz na linguagem do futebol, daquelas que qualquer
técnico gostaria de ter.
Sem a
Copa do Brasil, o Flamengo terá pela frente além do Brasileirão a
Sul-Americana, competição que também dá direito a uma vaga na Copa Libertadores
da América.
Com o
investimento feito é quase que uma obrigação pra o Rubro-Negro conquistar uma
vaga na competição do ano que vem.

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