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Dirigente do Bahia reforça campanha contra ‘perda’ de torcedores para Flamengo: “É preciso reconhecer a história”

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Na última semana, uma polêmica envolvendo a dinâmica de torcidas por clubes nacionais voltou à tona, tratando-se da preferência de nordestinos por clubes de outras regiões – sobretudo do sudeste. Na partida entre Flamengo e Fortaleza, realizada na quarta-feira (16), o time cearense chegou a ironizar rubro-negros nascidos no Nordeste. Agora, foi a vez de Pedro Henriques, diretor executivo do Bahia, se manifestar sobre o assunto.

Através do Twitter, o dirigente do tricolo baiano reforçou a necessidade da campanha, segundo seu ponto de vista. Isso porque, de acordo com ele, é necessário que essas equipes recuperem o espaço regional, após a ‘colonização esportiva’. Henrique relembra, inclusive, a polêmica ocorrida no jogo Bahia x Flamengo, quando a equipe tricolor publicou que “nordestino retado torce pra time do seu estado”.

CONFIRA O QUE DISSE O DIRIGENTE DO BAHIA:

“Vivemos um período em que grupos minoritários conquistam espaço com pautas afirmativas. O Bahia, inclusive, vem se posicionando firmemente nesse sentido o que tem lhe rendido elogios da grande mídia.

O mesmo não acontece, contudo, quando times nordestinos se posicionam, de modo afirmativo, em favor daqueles que torcem para os clubes de sua região. São chamados até de preconceituosos e xenofóbicos (?!).

Para avaliar adequadamente a pauta “anti-mistos” e a afirmação “nordestino retado torce pra time do seu estado” é preciso conhecer e RECONHECER a história. Os nordestinos, especialmente do interior, não tinham acesso aos jogos dos clubes da região até a última década do século XX.

As TVs e, especialmente, as rádios, chegavam ao interior dos estados nordestinos com conteúdo esportivo voltado para os times de RJ e SP. Culturalmente, o que houve foi uma “colonização” esportiva.

Alguns clubes do Nordeste conseguiram se estruturar e buscam não apenas se consolidar na elite, mas também fazer campanhas competitivas. É natural, então, que busquem ampliar seus mercados. Converter torcedores é difícil, mas formar uma nova cultura a médio e longo prazo é algo palpável.

Assim, a campanha AFIRMATIVA para qur torcedores nordestinos abracem times da região é um ato de resistência cultural e viés mercadológico. Quem quiser criticar que fundamente seu ponto de vista e não parta para afirmações rasas com palavras “fortes”.

Dentre contrapontos pertinentes, concordo que é preciso cuidado na forma de abordar o tema, poque q o limiar entre se afirmar e ofender pode ser tênue. Mas reitero: ninguém quer mudar a torcida do outro, mas sim buscar maior penetração regional.”

Por: Coluna do Fla

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