terça-feira, setembro 22, 2020
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Discreto na estreia, Cuéllar se reveza com Araújo no meio.

O volante Gustavo Cuéllar estreou de forma discreta na noite de quarta-feira,
em Cariacica-ES, na vitória por 1 a 0 sobre o América-MG. Esperava-se que
atuaria como “tapón”, como os colombianos se referem ao meio-campista
que tampa o setor defensivo. Mas o que se viu em campo foi uma troca de posição
constante com Márcio Araújo. Atuou
como um “doble 5”, expressão sul-americana utilizada para identificar
os dois volantes que ficam à frente dos zagueiros no esquema 4-2-3-1. Enquanto Márcio saía, Cuéllar ficava. E vice-versa.
Antes dos 10 minutos mostrou personalidade ao
arriscar de fora da área e com o pé esquerdo, que não é o bom. Tentou passes em
profundidade, mas não foi bem-sucedido. Em campo durante a totalidade da
partida, não tirou nenhum coelho da cartola, porém também não comprometeu. Seu
único erro mais sobressalente aconteceu na etapa final, quando foi sair jogando
dentro da área e quase entregou o ouro. Porém, na sequência da jogada, deu
combate na lateral, recuperou a bola e saiu jogando.
Muricy
Ramalho

deixou claro que no seu time volante joga. Por isso, a dissociação de primeiro
e segundo homem de meio-campo praticamente não existiu contra o América-MG.
Além de terem se revezado a todo tempo, a dupla Márcio Araújo/Cuéllar ficou com
a responsabilidade de melhorar o passe no setor, algo em que, segundo o
treinador, o time pecou contra o Vasco. Muricy só destacou que o gringo terá
mais liberdade para avançar.
– Eles têm toda liberdade para jogar, porque
volante hoje tem que jogar. Com eles dois, o passe ficou bom, melhorou
bastante. Quando um sai, o outro fica, mas ninguém fica preso. Volante tem que
jogar. Cuéllar um pouco mais solto,
né? Porque, com a qualidade dele, ele tem que sair um pouco mais. Mas os dois
têm liberdade para sair, ainda mais por dentro do campo. Não queria que nenhum
dos dois fizessem lado do campo, porque lá tinha o Gabriel e o Everton. Tinham
que armar o time por dentro do campo, e quando um tinha mais liberdade para
sair e o outro ficava.
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Questionado sobre a atuação individual do
colombiano de 23 anos, Muricy elogiou o segundo tempo do camisa 26 e mostrou
esperança em relação ao futuro dele no Flamengo.
– Acho que ele melhorou no segundo tempo. No
primeiro estava um pouco preso, mas é a primeira vez que está jogando com o
time, porque a gente não teve tempo de treinar os jogadores. A gente está
jogando e recuperando os atletas. Mesmo sem grande entrosamento, no segundo
tempo se soltou um pouco mais, passou bem, que é o forte dele passar bem. Pouco
a pouco vai se entrosando e é um jogador que vai ajudar bastante a gente.

Já regularizado para disputar o Campeonato
Carioca, Cuéllar pode jogar seu
primeiro clássico no próximo domingo, contra o Fluminense, em Brasília. O certo
é que Willian Arão é homem de
confiança de Muricy Ramalho. Cuéllar
e Márcio Araújo brigam pela outra
vaga no meio-campo rubro-negro. A bola rola no Mané Garrincha às 19h30.

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