segunda-feira, setembro 28, 2020
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Do time ao presidente: Tá faltando futebol ao Flamengo.

Foto: Gazeta Press

ESPN
FC
: Por Marcos Almeida

Perder
é uma desgraça, sempre. O time pode estar lutando contra o Z-4 e ter pela
frente a Alemanha do Khedira que a derrota ainda assim surpreenderá. Oras, era
a chance de reafirmar ao mundo a força da camisa do Flamengo.
Foram
10 rodadas, 8 vitórias e 26 pontos, até que o Mengo voltasse a ser derrotado. O
futebol jogado no Beira-Rio não foi abaixo do que vinha sendo apresentado pela
equipe do Flamengo. Alerta ligado: precisamos jogar mais bola.
O
diferencial, dessa vez, esteve no outro lado do embate. Enfrentamos um time
similar a diversos Flamengos do século 21. Grande, com alguns bons jogadores,
em casa, desesperado para não cair. E com o incentivo a mais de ter pela frente
um postulante ao título.
Maiúscula
vitória do Internacional, que pode não ter tido a bola, mas sempre esteve mais
próximo do gol que nós. O Flamengo foi melhor enquanto Diego teve liberdade
para jogar e ainda assim poderia ter sofrido o 1 a 0 logo no começo, não fosse
a defesaça de Alex Muralha com o ombro. A bola era nossa, e só. Nenhuma chance
aguda, nada. Ainda no primeiro tempo, Celso Roth reforçou a marcação em Diego.
Inter equilibrou a parada, para na etapa complementar vir a ser o melhor
conjunto em campo.
Souberam
esperar o Flamengo tomar as ações, souberam nos aniquilar nos contra-ataques.
Muitos deles ocasionados pelo ponto fraco rubro-negro na partida: o passe.
Nesse quesito, estivemos abaixo da média recente. Impressionante a quantidade
de passes fáceis errados por nossos jogadores. Por todos eles, ninguém se
salvou. O gol da derrota surgiu em um passe equivocado e desesperado de Diego
para um desatento Willian Arão, em cobrança curta e rápida. Era falta para o
Flamengo, demos um gol ao Internacional.
Fica
complicado avaliar quem foi melhor e quem foi pior em um time no qual todos
erravam passes simples. O destaque positivo fica com Alex Muralha, autor de uma
grande e outras boas defesas; sem chance de impedir qualquer um dos gols.
Senti
falta de Mancuello. Talvez pouco fosse mudar, mas Alan Patrick vem de maus
jogos e – de novo – não rendeu. A substituição precoce do lesionado Éverton
também pode ter atrapalhado os planos de Zé Ricardo para uma circunstancial
emergência.
Perdemos.
É chato, é ruim, frustra, desanima, mas não pode passar pela cabeça de ninguém
entregar os pontos. Falando em pontos, a 7 rodadas do fim, estamos a 4 do
líder. A bem da verdade, 4 e 3 são a mesma coisa: dois jogos de distância. Não
vamos superar o saldo de gols do Palmeiras.
O
empate nesse domingo teria nos deixado na mesmíssima situação, em termos
desportivos. Em termos psicológicos, não. “Aproveitemos” a derrota para dar uma
chacoalhada, para resgatar o futebol que nos trouxe à briga pelo título.
Futebol que teve em seu ápice o segundo tempo contra a Chapecoense, na Arena
Condá. 4-4-2, como manda o manual, com losango no meio. Márcio Araújo, Willian
Arão, Mancuello e Diego; Guerrero e Leandro Damião.
Obviamente,
Zé Ricardo manja bem mais do que eu. Mas ficou claro que está faltando jogar
bola. E aquela formação jogou mais que qualquer outra do atual elenco do
Flamengo. É tempo de mudar, de melhorar o futebol, para que ainda seja tempo de
ser campeão.
Sobre Bandeiras e Nobres
A
corrida pelo título continua e deve premiar um dos novos modelos de gestão do
futebol brasileiro. O modelo do “gestor profissional” que leva sua ambição e
capacidade ao clube do coração. Aqui e lá há semelhanças. Avanço nas finanças,
contas em dia e falta de “cacoete” com o futebol.
O
Palmeiras de “Alexandre Mittos” e suas dezenas de contratações investiu no
técnico bicampeão brasileiro que só consegue armar um time. Pagou o preço em
uma vexatória Libertadores e entrou nos trilhos sob a batuta de um treinador
que sabe usar as peças que tem.
O
Flamengo das CNDs confiou no “rei dos pontos corridos”, que não faz um bom
trabalho desde 2010. Teve de passar por um primeiro semestre desastroso para
apostar no treinador da base, corretor de muitas das falhas. Atingiu o status
de candidato ao título, em uma certeira ação da diretoria, responsável pela
vinda de Diego, o craque que o time não tinha.
Nos
dois casos, deu certo. Em nenhum, foi como o planejado. Isso porque tanto
Eduardo Bandeira de Mello quanto Paulo Nobre não são totalmente habituados ao
futebol. Ao menos não demonstram ser, por palavras e ações.
A
briga nos microfones está vergonhosa. Falam de um jeito como se tivessem
nascido ontem as polêmicas de arbitragem e a rivalidade no futebol. Futebol,
meus queridos, é isso. Por mais que presidam um Clube de Regatas e uma
Sociedade Esportiva, o que realmente interessa é o futebol. E ele funciona
assim.
“Aaah,
mas o Nobre falou um monte e a arbitragem beneficiou o Palmeiras contra o
Figueirense”
– Flamengo 2×2 São Paulo – Dominamos o jogo e
perdemos um pênalti no último lance.
– Flamengo 1×2 Fluminense – Massacramos e
demos 2 gols a eles, que nem a campo foram.
– Botafogo 3×3 Flamengo – Abrimos 3×1 e
levamos 2 gols em 3 minutos.
– Santos 0x0 Flamengo – Jogamos com maioria
nas arquibancadas diante de um time sem seus 5 principais jogadores.
Perdemos
entre 7 e 9 pontos aí. Se tivéssemos os conquistado, alguém estaria tão
preocupado com a arbitragem?

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