domingo, setembro 27, 2020
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Dois tempos, dois Flamengos.

Diego e jogadores do Flamengo comemorando gol – Foto: Marcello Zambrana/Gazeta Press

ESPN
FC
: Por Marcos Almeida

Alô,
meus queridos! As férias acabaram, tô aqui de novo com o Nosso Flamengo e a
vida voltou ao normal. Em todos os aspectos. Mengão ganhou! Essa história de
duas partidas seguidas sem vitória sai pra lá.
3 a 0
Mengo, em um jogo de 2 tempos distintos. Tá certo que vencemos ambos, mas que o
Flamengo dos primeiros 45 minutos não se repita num futuro próximo. O mais
sensato seria dizer que foi o Santa Cruz que perdeu o primeiro tempo.
Um
Pacaembu diferente do que se viu no Fla-Flu e na vitória sobre o Figueirense.
Estádio cheio, não lotado. Torcida calada, mais preocupada em vaiar Léo Moura
do que empurrar o Fla na direção da vitória. Em campo, o time refletia as
arquibancadas. Desnorteado, apático, passivo. Sorte que do outro lado era o
vice-lanterna. Keno teve a chance de abrir o placar, em um dos tradicionais
vacilos de Réver. Paulo Victor salvou. No contra-ataque, 1 a 0 Mengo. Choro de
Felipe Vizeu. De volta ao palco do título da Copa São Paulo, de volta à rede.
Isso
aos 6 minutos. E nada mais de relevante aconteceu na primeira etapa. Eles foram
melhores, nós somos mais time. Só não estávamos sendo “nós”.
Prova
disso são as confusões ocorridas na arquibancada amarela entre o fim do
primeiro tempo e o intervalo. No mar de vozes caladas, houve ímpeto para sair
na mão. Ímpeto maior só o do policial militar, que – para apartar – chegou com
o pé na cabeça de um homem. Quebrou-se o silêncio. Os que não cantavam, agora
abriam a boca… Para rir da cena. Definitivamente, o que estava faltando no
Pacaembu era Flamengo. Ser Flamengo.
O
“bem” provido pelo corre-corre foi deixar os torcedores mais próximos uns dos
outros. Era hora do necessário choque de realidade. Rubro-negrismo despertado,
e o Flacaembu entrava em cena novamente.
Nos
braços e brados da Nação, o time do Flamengo voltou para os minutos derradeiros
da partida. O futebol melhorou; não tanto – é verdade. O suficiente para o
Mengo mandar no jogo e ampliar com Willian Arão, aos 11 minutos. Festa em
campo; fora dele. Nossa gana pelo hepta ardia novamente. Marcelo Cirino fechou
a conta, e desabou.
Futebol
faz isso. Escreve, apaga e modifica milhões de histórias. Histórias que nunca
estarão sozinhas. Trajetórias que se cruzam, impulsionam, atrapalham. Cirino teve
seus motivos para chorar, Vizeu também. Assim como cada um de nós tem os
próprios.
Nem o
do primeiro tempo contra o Santa Cruz, nem o que se contentou com um ponto
diante do São Paulo no Morumbi. Sejamos o Flamengo do segundo tempo desse
domingo. O Flamengo que quer e acredita no heptacampeonato. Sigamos compondo as
histórias de nossas vidas, esbarrando-as no sonho e na luta por um mundo com
menos cores. Apenas rubro-negro está de excelente tamanho.
Pra
não dizer que não falei das flores
Melhor
partida de Chiquinho vestindo o Manto Sagrado.
Abraços.

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