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Domenec e o imediatismo no futebol brasileiro

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Desde que Domenec Torrent foi contratado pelo Flamengo, mídia e torcedores tiveram grande expectativa e interesse em entender até que ponto Jorge Jesus teria sido um “tiro único e certeiro” ou não, diante de tanta pressa para se fazer essa análise, fomos “premiados” com muito imediatismo.

E elas não se limitaram apenas ao torcedor, naturalmente irracional, mas também a imprensa. Comentários maldosos como ao comparar o nome do novo treinador a conhaque ou o chamar de eterno auxiliar mostram a total falta de paciência de nosso futebol, e a forma ignorante com que lidamos trabalhos feitos nele.

Muitas pessoas se perguntam se grandes treinadores estrangeiros teriam vida longa no Brasil. E a resposta é óbvia, não! Sequer Guardiola teria tempo para trabalhar no futebol brasileiro. Não porque ele não teria capacidade de pegar um Goiás e fazer grande trabalho, e sim porque o brasileiro é imediatista e jamais esperaria para que se trabalho desse frutos.

Todos aqueles grandes clubes europeus, jogando o “fino da bola”, fazem trabalhos de anos. E voltando ao Flamengo, acreditávamos com total imediatismo que Domenec chegaria numa quarta, encontraria e entenderia o time de Jesus e os jogadores, e já no domingo mostraria grande serviço. Uma loucura, sandice essa que fez torcedores e jornalistas pedirem sua cabeça precocemente.

O futebol de alto nível europeu é trabalho de longo prazo, de filosofia tática, estilo de jogo. Diferentemente dos trabalhos motivacionais dos treinadores tupiniquins. Logo, precisamos de calma, racionalidade. Aos poucos, Dome vai mostrando sua cara, a torcida se alegra, muda de opinião e parte da imprensa se desespera. Tudo exatamente como foi quando Jesus chegou.

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