quinta-feira, outubro 1, 2020
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É dia de MMA em Flamengo x Vasco.

O Dia
– Os caras bons de porrada pedem paz. E futebol, principalmente. Acostumados a
agressividade do octógono, os lutadores de MMA Rogério Minotouro e Rafael
Feijão se sentiram incomodados com as cenas de violência da primeira partida da
semifinal do Carioca, no domingo passado, e exigem habilidade — e gols — de
Flamengo e Vasco, hoje, às 16h, no Maracanã. Novo empate levará o Rubro-Negro à
decisão. Os vascaínos, porém, acreditam no lema de ‘time da virada’ para pôr
fim ao jejum de 12 anos sem conquistas no Rio.

Na
opinião dos meio-pesados do UFC, esporte é espetáculo e quem treina duro deve
dar exemplo. E até para trocar pontapés, como os que ocorreram no 0 a 0, é
preciso preparo e, principalmente, respeito ao adversário.
“Esse
jogo truncado vai favorecer novo empate e deixar o Flamengo em vantagem. Está
na hora de jogar mais e esquecer a violência. Deixa a luta para o octógono e
tenta fazer o futebol-arte aparecer, que é importante para a gente”, comentou o
vascaíno Minotouro, 38 anos, faixa-preta de jiu-jítsu e medalha de bronze no
boxe no Pan do Rio, em 2007.
Dono
de uma troca de golpes agressiva, o ex-campeão do Strikeforce Rafael Feijão
Cavalcante, 35 anos, está acostumado a dar show e quer ver seu time empolgando.
“Vamos liberar o futebol-arte, torcer, gritar e deixar a emoção fluir. E só
isso. Sem violência. Quando quiser assistir algo mais agressivo, vamos para o
MMA, galera”, disse Feijão. E completou em tom de crítica: “A violência limitou
os dois times na última partida e, se o Vasco não correr atrás, vai dar
Flamengo. Tem que haver competitividade, mas tudo tem limite.”
Os
dois sempre ouviram que o MMA é um esporte sangrento, mas, pasmem, não jogam
futebol para evitar lesões. Parece irônico, mas é a realidade do atleta de alto
rendimento. Dentro do ringue há o respeito e o profissionalismo. Todos estão preparados
para atacar e defender.
“O
lutador passa por isso todos os dias. O jogador, não. Causam mais lesões
gravíssimas no futebol do que no MMA”, analisou Rafael Feijão. Minotouro pede a
palavra e acrescenta: “No futebol, é diferente. Eles estão se preparando para
um partida e quando chega na hora tem uma luta? Está errado”.
O PASSADO NÃO CONDENA
O
baiano Rogério se tornou vascaíno por causa de um gol de Roberto Dinamite sobre
o Flamengo na década de 1980. Mas foi um outro atacante que o encantou. “A
geração do Romário com o Geovani marcou minha infância. Romário foi um dos
melhores de todos os tempos”, derrete-se.

Por
influência dos primos, o paulista Feijão se viu flamenguista, na década de 90.
Ele contrariou a vontade do pai santista e não se arrepende. “Meu pai reclamou,
mas não tinha jeito. Passava as férias com meus primos e, quando percebi, já
era rubro-negro”, conta, sorrindo. A torcida é para que o melhor vença, mas na
amizade será sempre empate.

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