É preciso respeitar a história e filosofia dos Clubes.

Guerrero comemorando gol pelo Flamengo – Foto: Divulgação

CHUTEIRA
FC
: Seja para treinadores, jogadores ou qualquer outra área do clube.

Não
podemos passar por alguém nem imaginar quem é aquela pessoa. É dever de casa
também o clube apresentar sua história a quem está chegando. É importante ao
envolvido saber o pedaço de história que ele está caminhando em cima.
Hoje
no Brasil temos alguns exemplos claros disso. Renato nasceu no Grêmio,
Pachequinho no Coritiba, Eduardo Baptista frequentava o Atlético Paranaense com
seu pai em sua adolescência, Cuca já foi atleta do Palmeiras, Milton Mendes
jogou no Vasco, o mesmo com Abel no Flu, Jair no Botafogo conhece essa rica
história desde o ventre de sua mãe, Rogério Ceni provavelmente se confunda
quando pedem seu endereço.
Mas,
em minha opinião, isso se torna mais relevante a partir do momento que você
conhece a história e a respeita.

Na sua
maioria os clubes têm histórias bem definidas e quebrar paradigmas muitas vezes
se torna complicado.
Vivi
isso na pele.
No
Palmeiras participei de um grupo campeão da América. Mas éramos criticados pela
nossa forma de jogar. Tínhamos um time forte tecnicamente falando e mentalmente
aprendemos a sofrer. Porque o Felipao por convicção preferia o pragmatismo do 1
a 0 e se proteger, do que buscar o 2 a 0 e assim correr algum risco.
Hoje
passados alguns anos sabemos que estamos na história do clube, mas vencemos sem
jogar naquilo que o palmeirense gosta. Culpa de Ademir da Guia e companhia que
ensinaram os palmeirenses a cantar e vibrar com equipes mais ofensivas.
Quebramos um paradigma, mas sempre terá um que levantará essa bandeira.
No
Flamengo com 10 minutos de clube fui chamado de lado por um torcedor que me
disse de maneira muito rude.

“Isso
aqui é Flamengo. E você não tem a cara desse clube”. Meses depois um diretor
chamado Oaquin me disse o mesmo. “Alex, você é bom jogador. Mas não entendeu o
que significa o Flamengo”.
Aí fiz
várias questões a ele em cima do que dizem ser a mística rubro negra. Queria
aprender de dentro o que significava o: “isso aqui é Flamengo”. Aí entendi que
o período do Zico tinha oferecido isso ao clube.

Infelizmente
por todo o descompromisso do clube e meu também não pude vivenciar essa
mística.
Hoje
Mano Menezes vive isso no Cruzeiro. O cruzeirense prefere a derrota com
proposição de jogo do que ficar jogando de forma reativa. Esperar o adversário
agir e em cima dessa ação, fazemos nosso jogo. É uma forma de atuar e eu
respeito muito isso.
Mas
para quem tem como referência Tostão e Dirceu Lopes fica complicado de se
entender e aceitar. Pode se ganhar assim? Pode! Já vimos vários casos assim (no
próprio Cruzeiro). Mas Mano encontra uma parede chamada Filosofia. E a do
Cruzeiro é bem definida. O torcedor sente que seu sentimento pela sua história
está sendo usurpado quando olha seu time apenas reagir.
Por
mais que queiramos fazer cópias, ou adaptações, existem um peso enorme em cima
do que o avô passou para o pai, que passa para o filho e aí estão na
arquibancada. Brigar contra tradição é sempre muito complicado.
Minha
dica a todos que chegam em um clube do qual conhecem pouco é perguntar muito e
se cercar de história e tradição. Não ganha jogos e campeonatos, mas ajuda
muito não hora de absorver e entender o posicionamento do torcedor. Respeitar a
história e filosofia do clube é o primeiro passo para ter um caminho limpo. Já
existem vários obstáculos ao longo de um caminho. Se colocarmos mais um, fica
cada vez mais duro caminhar.
Viva
as diferenças! Viva aquele que entende o passado e consegue caminhar bem, mesmo
que suas convicções sejam antagônicas a aquele rico passado no qual caminha
hoje!
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