segunda-feira, setembro 28, 2020
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É tijolo, é pedra, é rojão, é o fim do caminho.

BOTECO
DO FLA – Chegada tranquila à aprazível Porto Alegre… Pelo menos até a parte
do aeroporto. No caminho até o estádio, aquela transição mental indicando um
“ih… Dá pra ganhar”.

Na
porta da belíssima Arena do Grêmio, ainda com portões fechados, um pequeno
grupo de uns 30 rubro-negros aguardava a abertura dos mesmos. Ainda sem
policiamento, eu e minha maldita boca de cemitério proferimos a senha para o início
do caos – No Olímpico era um inferno. Aqui foi tranquilo em todas as vezes –
Bastou. Uma garrafa estilhaçou do outro lado da rua. Ainda tentei argumentar
pra mim mesmo que era algo isolado, não necessariamente um ato de violência…
Eu
estava errado. Não demorou muito para mais Objetos Voadores Bem Identificados
cruzarem a rua em nossa direção. Pedras, mais pedras… Ainda outras pedras…
E para dar um molho especial, um rojão e um tijolo. Pânico. Mulheres e crianças
faziam parte do pequeno amontoado-alvo, presos entre a linha de tiro, os
portões fechados, e um segurança de semblante tranquilo ladainhando passivo –
Calma! Foram buscar a chave.
Se foi
lamentável o ato de uma pequena dezena de vândalos, foi sorte serem do segundo
ou terceiro escalão na hierarquia dos caras maus. Arremessaram tudo de longe.
Fossem uns mais cascudos, cercariam mais de perto para atirar os trecos e/ou
até invadiriam o local. No lugar de alguns poucos ferimentos leves, poderíamos
estar vivendo uma semana de mais e mais debates inúteis sobre vidas perdidas
pela violência nos estádios. Bem… A polícia chegou e tudo ficou só nisso.
Pelo menos que eu saiba. Já em segurança dentro da Arena, dava pra perceber ao
longe um ou outro corre-corre nas imediações do estádio.
E
falando em violência, vamos ao jogo.
Não
que perder para o Grêmio lá seja algo fora de propósito, mesmo porque a última
vitória nossa contra o tricolor lá foi em 1994. Mas essa sequência bizarra e
interminável de resultados negativos é uma afronta das mais agressivas às
tradições do Manto Sagrado. Como ela vem emoldurada por aquele bom período de
vitórias de logo quando o Oswaldo chegou, torna-se ainda mais brutal.
Temos
a sensação, até levemente comemorada nas redes sociais e por alguns na
arquibancada, de um domínio nosso na primeira etapa. Sei lá se ando ranzinza
demais, mas outra vez achei que foi uma Superioridade Arame Liso. Toca a bola
pra lá, toca a bola pra cá, cerca a área adversária, faz uns cruzamentos sem
mira na área dos caras, e nada daquele volume de jogo que indique que o gol
pode mesmo acontecer a qualquer momento. Não foi mesmo ruim o nosso primeiro
tempo. O único problema é que também não foi Bom com letra maiúscula.
Desempenho assim é perigoso. Não resolve nada e faz a comissão técnica/diretoria
repetir o Mantra “Estamos no caminho certo”, fatalmente o trajeto
mais curto para outra temporada de meio de tabela em 2016.
Questão
de tempo mesmo foi o claro projeto do Grêmio, esperando a gente dar o nosso
tradicional mole. E isso veio logo no começo da segunda etapa. Gol com direito
a drible no goleiro e passe açucarado dentro da nossa área. Uma confusão
defensiva já habitual da nossa parte.
Faniquito
do Guerrero também já é tradição. Fez birra, bateu o pé, gesticulou, deve ter
chamado a mãe do juizão de bonita e foi pro vestiário mais cedo. Uma tripla
utilidade. Não estava fazendo nada em campo, mais tempo pra ajeitar o cabelo
para a viagem de volta e, de quebra, poder acompanhar melhor o massacre do
Corinthians, que decretou de vez pra onde irá a Taça esse ano.
O
maior destaque no segundo tempo foi uma coisa meio constrangedora. Quando o
Thiago Santos entrou e começou a CORRER de forma empenhada, passou uma certa
estranheza. Mais ou menos como encontrar um morango dentro de uma canja ou algo
assim. Todos ao meu redor concordaram de que ver alguém parecendo realmente
interessado no jogo virou raridade. Com o perdão pela grosseria, mas um amigo
meu proferiu a sentença: “Essa equipe é o retrato da diretoria. Ninguém
tem culhão”. Já deixando claro que não vejo diferença entre os Smurfs
Verdes ou Azuis. São um mal necessário. Sem alegrias em campo e com talentos
contábeis ímpares. Um mal necessário. 
Nem vi
o segundo e belo gol. Comprei a passagem meses antes e esqueci o horário de
verão. Os gritos de gol ecoaram eu ainda estava na Arena, mas já na correria
para o aeroporto, com direito a bullying de um taxista gremista. Avião para São
Paulo (???!!!) e busão pro Rio. Tava mais em conta. Coisas da vida idiota que
levamos na Fla Mochila.
Agora
é cumprir tabela e esperar 2016. Torno a dizer que a chapa vencedora irá nos
prometer um mundo de sonhos em campo… Assim que 2019 chegar. Espero queimar a
língua. Espero.
Sorín

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