quinta-feira, setembro 24, 2020
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Ederson não curte noitada e é estudioso, diz irmão.

Globo
Esporte – Desenvolto e bem articulado em sua apresentação pelo Flamengo,
Ederson mostrou ser intelectualmente um ponto fora da curva dentro da categoria
dos jogadores de futebol. Recorreu até à lei da atração, conceito que trata o
pensamento como mola mestra do direcionamento da vida das pessoas, para repelir
as graves lesões sofridas nas duas coxas (uma em cada). Emerson Campos, irmão
do novo camisa 10 da Gávea, explica a facilidade com as palavras. Segundo ele,
o flamenguista de Parapuã (SP) nunca temeu os livros. Apaixonado por pesca,
gosto compartilhado com a celebridade da família, Emerson garante que os
torcedores certificarão de que o perfil traçado por ele em relação ao atleta
não se trata de papo de pescador.
– Na
nossa infância, sempre gostamos muito de pescar. Pescamos até hoje. A gente
procurava aqui na nossa região uns laguinhos pra gente pescar. Mas o Ederson
sempre foi um menino muito tranquilo, sempre foi muito estudioso. Não foi
daqueles meninos que não gostavam de ir para a escola, sempre gostou de
estudar. Não era um cara CDF, não. Mas não era como eu, que minha mãe tinha que
pegar no meu pé. Ele sempre tirava 10, 9, mas não CDF. Era um cara que gostava
de ir às aulas – revelou Emerson.
Apesar
do hobby por fisgar peixes, geralmente realizado no Rio Paraná, tratado como
Paranazão pelo parapuenses, o principal objetivo de Ederson sempre foi a bola,
garante o irmão.

Sempre teve um foco do que queria, tanto que quando foi para o Rio Grande do
Sul (jogar pelo RS Futebol, clube-empresa criado por Paulo César Carpegiani)
ficou muitos anos sem passar Ano Novo e Natal conosco. Ele se dedicava bastante
a isso. Quando jogava aqui na região, sempre se destacou e fez muitos gols. Ele
jogava nas escolinhas de futebol daqui e logo depois foi para Marília (no
Paraná). Aí o Carpegiani o descobriu e ficou louco com ele. O interessante é que
o Carpegiani estava fazendo o clube dele ainda e era técnico do Atlético-PR.
Ele o deixava treinando no Atlético enquanto o clube dele ia ficando pronto. Os
caras do Atlético gostaram dele, mas o Carpegiani falou, esse menino é meu
(risos). O  levou para o clube dele junto
com Thiago Silva e Naldo – contou Emerson, que também foi meia do RS, porém nem
se atreve a dizer que foi melhor do que o irmão, a quem trata como
“diferente demais”.
Ainda
em relação à boa oratória, Emerson afirma que, mesmo tendo deixado Parapuã
pré-adolescente, Ederson concluiu os estudos e, posteriormente, mostrou interesse
por dominar línguas. Na França, aprendeu a língua local e o italiano,
estimulado pela esposa Patrizia Pighini, nascida no país da Bota.
– Ele
acabou (o segundo grau), estudava até na mesma escola que o Thiago Silva,
porque o Carpegiani gostava que os atletas estudassem. Eles exigiam estudo, mas
o Ederson era muito preocupado com isso. Tanto é que chegou na França e logo
aprendeu o francês, chegou à Itália já falando italiano. Fala italiano
perfeitamente, francês e espanhol. Se interessa por outros assuntos que não o
futebol. Até brinquei que ele derraparia no português, porque há anos ele não
dava uma coletiva em português, mas não aconteceu.
Pagode
e sertanejo, muito populares entre os atletas, também agradam a Ederson, mas
noitada não é um hábito do 10 rubro-negro. É o que assegura Emerson.

Vocês nunca verão Ederson numa balada. É um cara bem família, centrado,
sossegado. Se cuida muito, é atleta mesmo, bem profissional. Acho que a grande
fase dele seria quando foi para a seleção brasileira. Era o camisa 10 do Lyon
num time que tinha Juninho Pernambucano, Fred e Karin Benzema. Era um timaço,
chegaram à semifinal da Champions League com o Ederson arrebentando. Foi para a
Seleção, mas infelizmente aconteceu aquilo (lesão).

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