Eles jogam e pressionam árbitros em Fla x Vasco.

Por: Fla hoje

UOL – Virou
rotina nos últimos encontros. Basta Flamengo e Vasco entrarem em campo para as
polêmicas dominarem o espetáculo e os árbitros se transformarem nos alvos
prediletos dos jogadores. A primeira partida da semifinal do Campeonato Carioca
foi exemplo fiel do panorama. Rivalidade, entradas violentas e as mais variadas
reclamações contra a arbitragem.

Pelo
lado rubro-negro, Wallace e Alecsandro abordam o que é possível com árbitros e
auxiliares. No Cruzmaltino, Guiñazu e Rodrigo não poupam comentários. Atletas e
técnicos reconhecem os momentos de revolta durante os jogos, mas o quarteto se
destaca pela forma e frequência das contestações.
Gritos
cara a cara, xingamentos e até empurrões foram vistos recentemente. Apesar da
liderança nos clubes, os atletas preocupam os torcedores com as atitudes,
principalmente depois dos erros de arbitragem que acirraram os ânimos e
aumentaram consideravelmente a rivalidade.
Um
exemplo do panorama ocorreu quando o flamenguista Jonas não foi expulso pelo
árbitro João Batista de Arruda após falta violenta no vascaíno Gilberto. O
volante Guiñazu foi o primeiro a partir para cima do juiz. Em seguida, todos os
personagens o cercaram com reclamações e respostas em tom agressivo.
Logo
após o empate por 0 a 0 na primeira semifinal, o técnico rubro-negro Vanderlei
Luxemburgo, conhecido contestador das arbitragens, admitiu a pressão dos
jogadores e considerou que a atitude faz parte do futebol mesmo com o
destempero observado.
“O
Guiñazu começa na cabeça do árbitro, eu fico quieto. Será que ele vai dar o
cartão? O Alecsandro também vai ao árbitro toda a hora. São coisas que
acontecem para ficarmos atentos. Não gostaria de fazer pressão no árbitro, mas
vão o Guiñazu e o Rodrigo direto. Preciso ter o Alecsandro e outros. São coisas
que fazem parte do futebol brasileiro”, comentou Luxa.
Seja
qual for o lance polêmico. Em segundos, Alecsandro, Wallace, Guiñazu e Rodrigo
cercam o árbitro e o pressionam. A expectativa é a de que a conhecida postura
seja repetida no domingo, às 16h, no Maracanã, quando os eternos rivais decidem
a vaga na final do Campeonato Carioca.
Porém,
em caso de novas cenas do repertório, o árbitro Rodrigo Nunes de Sá tem uma
determinação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para colocar
“ordem na casa”. Nos bastidores dos clubes, praticamente todos os
profissionais acreditam que o confronto não terminará com os 22 atletas.
“Os
jogadores que reclamam são conhecidos pela liderança nos clubes. Eles saem na
frente nessas questões. Cabe ao árbitro tomar a decisão correta em decorrência
das reclamações e gestos. É diferente de uma interpretação. A questão
disciplinar precisa ser cumprida. Qualquer atitude é passível de advertência
verbal, cartões amarelo ou vermelho”, explicou o ex-árbitro e comentarista
da TV Globo, Renato Marsiglia.

“A
CBF exigiu maior rigidez aos árbitros. É intolerância contra a indisciplina. A
proposta também está em curso na Europa. Os árbitros estão protegidos pela
determinação. Ficou claro que o profissional que não cumpri-la será excluído
das escalas. A situação não vinha sendo tratada adequadamente. Até por isso
vimos tudo aquilo na primeira semifinal”, encerrou.

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