sábado, setembro 26, 2020
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Em 2016, Flamengo investirá mais R$ 27 milhões no Futebol.

GLOBO
ESPORTE – Enquanto o departamento de futebol do Flamengo traça o planejamento e
analisa peças para a próxima temporada, a área de finanças do clube trabalha
para fechar os números do orçamento para 2016. E o clima é de otimismo setor. O
Rubro-Negro espera um crescimento de 18% da receita bruta, com uma arrecadação
de R$ 425 milhões. Para o principal departamento, o futebol, a projeção aponta
uma verba de 182 milhões para gastos gerais. O montante para contratações vai
partir de R$ 20 milhões – podendo aumentar caso algum jogador seja negociado.
Cabe ressaltar que os números ainda são preliminares e ainda carecem de
aprovação do Conselho Administrativo do clube.
O
crescimento da receita é proveniente principalmente do aumento de R$ 70 milhões
na verba cota de TV, que vai atingir o valor de R$ 182 milhões em 2016. Há
também grande otimismo com o programa sócio-torcedor. O Fla espera um salto de
59 para 80 mil sócios no próximo ano e uma arrecadação neste quesito de R$ 41,5
milhões.
– Vamos
ter um aumento grande na cota de televisão. Daí vem boa parte do nosso
otimismo. Mais R$ 70 milhões, e isso já está acordado. É um valor relevante. O
ano é desafiador para todo o brasileiro, diante do contexto econômico. Apesar
disso, o Flamengo hoje tem condições maiores do que os rivais. Se o ano é
desafiador para o Flamengo, imagina para os outros. O Flamengo tem a maior
torcida, tem uma dívida quase equacionada. Num critério relativo, eu acho que
vai ser um ano ótimo – disse o vice de finanças do Fla, Cláudio Pracownik.
As
projeções apresentadas neste relatório preliminar são baseadas em previsões
base, ou seja, sem otimismo ou pessimismo exagerado. O crescimento de orçamento
para a pasta do futebol vai acompanhar o aumento de receita. Ou seja, pouco menos
de 18% de avanço. Ao todo, o departamento terá R$ 182 milhões para gastos com
folha salarial (R$ 100 mi), direitos de imagem e despesas com jogos. A pasta
deve este ano fechar com um gasto de R$ 155 milhões. Portanto, o Fla terá mais
R$ 27 milhões para utilizar com futebol na próxima temporada.
A
verba para contratações deve ganhar um significativo aumento, acima da margem
de aumento de receita. Este ano, a pasta gastou todo o orçamento de R$ 12
milhões com a aquisição de Guerrero – Marcelo Cirino, inicialmente, teve a sua
aquisição custeada por investidores. Para 2016, porém, o montante deve ser de
R$ 20 milhões, crescimento de 66% em relação a 2015. O valor leva em
consideração que o clube receberá no próximo a indenização de € 3 milhões (R$
12,7 milhões na cotação atual) pela venda de Hernane ao Al-Nassr, da Arábi
Saudita. Este valor ainda poderá sofrer acréscimos com venda de atletas, uma
vez que toda a arrecadação com negociações é revertida para contratações. Vale
lembrar que o clube vê com bons olhos as vendas de Everton, Paulinho e Marcelo
Cirino, todos envolvidos em ato de indisciplina.
Receita com patrocinadores estável
O
único número que é visto com cautela pelo Flamengo é a arrecadação com
patrocinadores. A crise financeira que vive o país obrigou o Rubro-Negro a
projetar apenas uma manutenção na receita com patrocinadores: R$ 95 milhões. O
clube tem hoje quatro investidores. Destes, apenas a Adidas tem contrato longo:
até 2023. Caixa Econômica Federal (master) e Jeep expiram no fim do ano. Por
fim, o vínculo da Tim termina em março de 2016.
Nenhum
patrocinador com contrato perto do fim acertou a renovação até o momento. A
Caixa já abriu conversas, mas os valores ainda não foram acertados. Quanto aos
outros, o Fla mantém o otimismo com possíveis renovações.

Nosso cenário base é de manutenção dos valores atuais que temos. Claro que sempre
estamos querendo melhorar, crescer os números dos investidores. Mas o cenário
econômico que está aí e não é dos melhores. Pretendemos manter. É um dinheiro
bom. Este valor me permite investir. Todos estão conversando. Ninguém acenou
para um encerramento de parceria. Temos outros nomes interessados também –
afirmou Pracownik.
Base: benefício indireto
O
investimento com o futebol de base ficará praticamente estável. Pouco mais de
R$ 300 mil de crescimento, totalizando R$ 9 milhões para o próximo ano.
Entretanto, o grande “benefício” das categorias inferiores será o
investimento com a conclusão do módulo profissional do centro de treinamento –
viabilizado com o alívio de caixa com a inclusão no Profut. A estrutura
provisória atualmente utilizada pelo time principal ficará para a base até o
fim das obras gerais do Ninho do Urubu.
Apesar
do crescimento tímido em montante financeiro, o Flamengo trabalha com a meta de
ter 30% do elenco profissional oriundo da base na próxima temporada. O
benefício neste caso é duplo: o clube deixa de despender valores com
negociações e ainda tem um alto lucro de venda.
– A base
terá o atendimento do módulo que hoje é profissional. Vamos ter um cenário mais
positivo para a base do Flamengo no próximo ano. Nós compreendemos a
importância da base no futuro do Flamengo. Planejamos ter 30% do time
profissional formado com jogadores formados no clube – finalizou o vice de
finanças.

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