sábado, setembro 19, 2020
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Em reunião com torcida do Flamengo, Sheik sai de fininho.

Foto: Diogo Dantas

EXTRA
GLOBO
: Se deixa a desejar na parte técnica em alguns jogos, o zagueiro Wallace
não vacila como capitão do Flamengo. Coube ao defensor encabeçar o grupo de
jogadores que bateu de frente com oito torcedores de organizadas que foram ao
Centro de Treinamento exprimir todo o descontentamento da torcida com a má fase
do time – já são quatro jogos sem vencer.

A
autorização para o encontro foi dada pelo diretor Rodrigo Caetano, que chamou
cinco jogadores. Wallace foi o porta-voz do grupo e não afinou quando
interpelado sobre corpo mole: “Aqui não tem sacanagem” avisou. A
irritação com alguns jogadores, porém, foi exposta. O principal deles foi
Márcio Araújo, que não estava na hora da conversa, mas foi defendido pelos
companheiros por sua dedicação e profissionalismo.
Quem
saiu de fininho antes de o encontro acontecer foi o atacante Emerson Sheik, que
não vive boa fase pessoal, embora tenha identificação com o Flamengo. O jogador
deixou o treino assim que os jogadores desceram da academia para falar com os
torcedores. O técnico Muricy Ramalho não passou nem perto e disse que não se
sujeitaria a um encontro do tipo com torcedores no local de trabalho.
Depois
que os torcedores deixaram o Ninho do Urubu, a atividade foi aberta à imprensa,
mas em vez de um membro da diretoria se expor, Wallace foi obrigado a comentar
o episódio, que ficou mal explicado.

Ninguém gosta de ser intimidado. Se alguém da diretoria ou o Rodrigo Caetano
achou viável que os caras ficassem aqui, problema deles – contou Wallace,
narrando um encontro pacífico. O clube chegou a contatar a polícia, mas
desistiu.
Depois
de telefonar para o diretor executivo Rodrigo Caetano ainda do lado de fora do
CT e ouvir que não seriam recebidos, os torcedores decidiram caminhar para o
interior do local e foram apenas escoltados por um segurança, sem qualquer
resistência. Enquanto aguardavam próximo ao gramado, jogadores, comissão
técnica e Rodrigo Caetano se queixavam da falta de estrutura para garantir a
segurança. Famoso pelo seu discurso de profissionalismo, Caetano era o mais
transtornado.
Em
nota oficial, o Flamengo informou que a diretoria aceitou promover o encontro
dos jogadores com os torcedores para evitar transtornos maiores. Ou seja, que
houvesse qualquer ato hostil contra os atletas ou o patrimônio do clube.
Caetano se junto ao grupo invasor, disse que chamaria cinco atletas para
conversar com eles, mas que o técnico Muricy Ramalho não iria, pois não gosta
desse tipo de abertura com torcidas.
A
diretoria chegou a ter um diálogo com alguns membros de organizadas nos últimos
anos que inibiram ações do tipo, mas agora não adiantou.
– Como
eles não vieram com ferramenta para agredir a gente entendeu que houve
liberação. Ai sim teria sensação de ameaça. Soubemos depois que era invasão. A
gente estava treinando normalmente – lamentou Wallace, tratando o caso como
corriqueiro no Brasil e no Flamengo. – Aqui, é oito ou oitenta.

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