segunda-feira, setembro 28, 2020
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Entre a cruz e a espada.

Foto: Divulgação

FALANDO DE FLAMENGO: @alextriplex: torço do meu jeito . E se alguém vier (ou tentar)
ensinar a torcer, eu provavelmente mandarei essa pessoa que quer me ensinar a
torcer tomar em algum lugar aí.

Para
chegar no ponto nevrálgico do jogo de amanhã, relembrarei uma decisão de Copa
do Brasil, entre nosso vice e o Coritiba. À época, o time paranaense vinha
atropelando geral, jogando muita bola, e chegou à decisão da CB contra as
bigodudas. Amargou uma derrota lá na pocilga, e voltou pra casa dependendo de
uma vitória simples. E então o professor Marcelo de Oliveira resolveu mexer no
que estava certo.
O Coxa
jogava com praticamente 4 meias, um esquema altamente ofensivo (vide um 6×0 nos
porcos), e, no dia da decisão, Marcelo resolveu tirar um meia pra escalar um
volante. De forma resumida e prática, chamou o vasco pro jogo, ao invés de
abafar, de sufocar. Matemática futebolística simples.
Ao ver
a escalação do Flamengo, “até” consigo entender a intenção do Zé Ricardo. Ele
sabe que a defesa atleticana é muito forte (Thiago Heleno e Paulo André), além
de bem protegida. Está na cara que o Autuori vai se proteger bem – não jogar
pra empatar – para segurar os 15 minutos iniciais. E depois vai soltar o time, pois
tem alguns moleques da base que entendem do riscado.
E
antes de lerem as linhas abaixo, entendam: não estou defendendo o Márcio.
Cuellar, Ronaldo? Sim, why not? Mas
vejamos, e aí eu peço que sejam sinceros: Cuellar jogou pra cacete alguma vez
esse ano? Ronaldo tem cancha pra aguentar um jogo de Libertadores contra um
time que é muito cascudo? Vale a pela jogar o moleque numa parada dessas assim,
sob a possibilidade da torcida crucificá-lo por um erro (e todos sabem que a
nossa torcida FAZ ISSO SIM)?
Então,
o Zé olha pro elenco e vê o Márcio. 145% de acerto de passes laterais de 2
metros, amigo da rapaziada, jogador de grupo. É complicado. É a cruz ou a
espada. E o Zé vai de Márcio.
Li
alguns detonando a opção pelo Gabriel. Para mim, parece simples. Ele quer
alguém que jogue aberto e encoste no Guerrero, além do Diego. Quer alguém que
use menos o músculo cerebral e mais os das pernas. Pra encarar uma possível
retranca, tem que abrir o jogo, fazer triangulação, o diabo que for. Se não,
vai ser um festival de cruzamento pro Guerrero brigar sozinho com os zagueiros
atleticanos, e o risco de nos tornarmos óbvios e previsíveis é muito grande.
Com o
que temos, não achei uma grande merda a escalação. É o que temos. E, cá pra
nós, se Cuellar não se criou no Carioca, podemos exigir que ele encare a
Libertadores? Sim, eu sei. Sobra o Márcio. Então é melhor entrar com 11 com
cara de um a menos do que, efetivamente, entrar com 10 em campo.
Hoje
temos que lembrar de uma única coisa: 3 pontos são fundamentais. Terminar o
turno na liderança. Se for de meio a zero, foda-se. Eu quero os 3 pontos. E nós
seremos o combustível dessa vitória.
E
Flamengo, um pedido pessoal: na quinta, eu quero buscar minha filha na escola
com o Manto. E encontrar os pais atleticanos que azucrinam minhas ideias com um
cínico sorriso de canto de boca.
Pode
ser?
E nada
mais digo.

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