sexta-feira, setembro 25, 2020
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Entre sonhos e devaneios, as expectativas do Flamengo.

Falando
de Flamengo – Com o começo da intertemporada cai por terra uma das maiores
criticas da torcida do Flamengo ao treinador Luxemburgo. O grande desagrado da
maioria da Nação era pela insistência na escalação de 03 volantes, mesmo contra
times ditos como “pequenos”. Felizmente a expectativa sobre a qual era o
pensamento do “treinero” não durou muito, no primeiro treino da intertemporada,
o “professor” já mostrou o que pensa do time. E pensa mais ou menos o que eu
defendia, só não conseguiu manter esse esquema de jogo, pois, o número de
contusões foi absurdo. Volto afirmar, esse grande número de jogadores no
estaleiro ainda não foi explicado, alguém tem que se manifestar, em que pese o
preparador físico Antônio Mello ter tomado para si essa responsabilidade.

Mas,
vamos lá… A primeira medida do Luxa foi barrar o “incansável” Márcio Araujo e
voltar ao bom e velho 4-3-3, com dois volantes, sabendo que os 4 zagueiros, são
mais ou menos os mesmos, com a mudança ou não de Bressan por Samir, e ainda
podendo ter a variação com entrada do Armero, e da ida (ou não), do Pico para a
lateral direita.
Vamos
ao meio campo que é o que interessa.
O meio
ao que parece vai ser montado com dois volantes, sendo Jonas o “cão de guarda”
e Canteros o da saída de bola, com Arthur Maia fazendo a armação do jogo. Esse
para mim é o pior setor do Flamengo. O Jonas na minha concepção é muito garoto,
precisamos ali de um “xerifão”. Cacéres é muito lento e Márcio Araújo é melhor
como segundo ou terceiro homem. Eu se tivesse todo dinheiro do mundo iria atrás
do Felipe Melo, pois, além de exercer bem essa função, seria um líder dentro de
campo, principalmente para a garotada. Duvido alguém fazer corpo mole ou dar
“migué” ao lado do Pitbull.
Canteros
hoje é o cara do meio campo. Consegue cadenciar bem o jogo, tirando o time da
correria desenfreada do restante do elenco. Dita o ritmo e vira o jogo quando é
necessário, mas mesmo assim não é um armador. Dito isso, agora vem nossa maior
dor de cabeça. O nosso armador é o Arthur Maia, que no Flamengo está na função
de camisa 10. Pelos jogos que pude observar ele não é aquele “10” autêntico.
Corre muito com a bola e não arma a equipe. Esse é o nosso grande problema.
Além de não ser o armador que precisamos, ainda falta “cancha” para ele, que
ainda é garoto e num campeonato extenso como o Brasileiro, provavelmente vai
sentir a pressão. Sendo assim, essa é a posição mais carente do elenco. Não
temos um jogador, para armar esse time, para segurar a bola e para colocar os
atacantes na cara do gol.
Precisamos
urgente dessa peça, e principalmente de um jogador que imponha respeito e tome
para si as rédeas da partida. Dos nomes que estão sendo ventilados, Macuello,
Alex, Diego e Ganso, na minha lista de prioridades seria Diego ou Alex.
Macuello não conheço, não posso dizer nada, e o Ganso, na minha opinião, seria
queimado com 15 minutos de jogo, pois não tem a disposição que a Nação cobra de
cada um que enverga o Manto Sagrado.
Acabando
com a dissertação sobre nossa maior dor de cabeça, vamos à nossa maior
qualidade, a velocidade do trio de ataque, Everton, Cirino e Paulinho (ou
Gabriel). É um ataque de uma rapidez incrível, e tendo alguém para colocar eles
na cara do gol seria sinônimo de um contra ataque poderosíssimo. Contudo, ainda
falta algo. Nenhum dos três é capaz de meter medo em zagueiro. Apesar de
habilidosos e fatais, ainda não impõe temor aos adversários. E na minha cabeça
esse é um fator que conta. Acho que precisamos de um 9, ou alguém para executar
o “falso 9” que meta medo no adversário, que a torcida levante quando pegue na
bola, alguém que dê frisson.
O
atacante do Santos Robinho comemora um gol contra o time equatoriano LDU em
partida da Copa Libertadores. Parece que a situação de Pato e Robinho estão sendo
avaliadas, mas, nesse caso, eu nem pensaria duas vezes e iria no Robson. Apesar
de algumas restrições, acho que é um dos poucos que vai conseguir fazer a
função e manter a velocidade do ataque. O Pato até seria uma opção, mas, se
quisesse algo com a bola. Ao que parece, desgostou cedo.
Vale
ressaltar que os nomes que especulei são os que estamos vendo na mídia todos os
dias. Felizmente a prospecção desses nomes não é função minha. É do Rodrigo
Caetano, Comissão Técnica e Diretoria. Eu posso apenas sonhar, e sonhando, meu
time ideal para o Brasileirão seria: Paulo Victor, Pará (Pico), Wallace, Samir
(Bressan), Armero, Felipe Melo, Canteros, Diego, Everton, Cirino e Robinho.
Lembrando,
esse é meu sonho. Quem vier será bem vindo, e mesmo se não vier ninguém,
“vestiu Rubro-Negro, não tem pra ninguém”.
Léo
Sardou

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