Especialista aponta dilema de clubes para serem empresas.

Por: Fla hoje

Lancenet
– O Senado, assim como a Câmara dos Deputados, aprovou o texto-base da Medida
Provisória (MP) 671 que trata da renegociação das dívidas dos clubes de futebol
com a União, que agora segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

Com a
aprovação da emenda, será criado o Programa de Modernização da Gestão e de
Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut).
Na
prática, cada clube terá de cumprir uma série de requisitos, alguns pontos
devem ser analisados sob o desígnio contábil. Como o estímulo à criação do
clube-empresa, em que os clubes que quiserem se tornar empresa passarão a pagar
PIS, COFINS, Imposto de Renda e outras taxas. Avaliações técnicas devem ser
elaboradas com o devido aprofundamento sobre a criação do clube-empresa.
Em
linhas gerais, a tributação para grandes clubes seria de 34% (15% + 10%
adicional para o Imposto de Renda + 9% de contribuição social), pois se
enquadrariam no lucro real. Essa consideração nos remete à reflexão sobre qual
o benefício dos clubes em se pagar imposto de renda e contribuição social.
Surge
a ideia de um clube-empresa com alíquota reduzida, criando-se um regime
especial não concedido às empresas no geral. Avaliando o custo-benefício do
regime tributário atual ou do regime especial sugerido, seria mais prático e
menos oneroso para os clubes sua manutenção como entidades sem fins lucrativos,
caso isso não fosse impedimento para a obtenção do financiamento da dívida
previsto na MP.
Alguns
clubes brasileiros já estão trabalhando com gestão profissional e suas
demonstrações financeiras começam a refletir a redução de passivos fiscais e
trabalhistas, bem como o crescimento das receitas. Todavia, no geral, a
interferência não profissional é grande e muitas vezes não está alinhada com os
objetivos de boa governança para os clubes, cujo interesse deveria ser único.
Assim, adicionalmente, medidas mais radicais como alterações nos estatutos que
aprimorem a governança e imponham obrigações mais severas aos dirigentes
eleitos contribuiriam nesse processo.
Agora,
como pensar em investidores que se interessarão por comprar ações de clubes que
não possuem governança corporativa? Tivemos dois exemplos de clubes que abriram
o capital no passado, como o Bahia e o Vitória, hoje na série B do Campeonato Brasileiro,
cujo fracasso foi verificado pelo mercado de capitais. Haja vista o grande
número de empresas brasileiras que recentemente fecharam o capital, se os
investidores não estão apostando nas empresas, por que o fariam pelos clubes?
CARLOS
ARAGAKI – Mestre em Contabilidade e Controladoria e Especialista em Análise
Financeira

MAIS LIDOS

Galhardo responde Gabigol após provocação

O Flamengo ganhou o titulo do Campeonato Brasileiro na última quinta-feira, em jogo válido pela ultima rodada do Campeoato Brasileiro. O Rubro-negro ganhou o...

Tudo normal: Diego Alves tira onda após mais um titulo do Mengão

O Flamengo foi campeão após uma temporada muito irregular. O Internacional chegou a ficar disparado na ponta da tabela do Brasileirão, entretanto, o Rubro-negro...

Denílson não deixou barato. Ele colocou uma máscara do Gabigol e aloprou a Renata Fan

O Flamengo jogou na noite desta quinta-feira diante do São Paulo, em jogo válido pela 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro. O Rubro-negro...

”Cabo, Flamengo é campeão”: Reação desesperada do torcida do Inter com titulo do Mengão

O Flamengo jogou na noite desta quinta-feira diante do São Paulo, em último jogo do Campeonato Brasileiro. O Rubro-negro carioca não jogou nada bem...