terça-feira, setembro 29, 2020
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Espinha dorsal.

FOLHA
DE SÃO PAULO – O São Paulo tem o maior índice de posse de bola do Campeonato
Brasileiro, mas é o décimo segundo em finalizações. A Ponte Preta está em
quinto em finalizações, décimo em controle da bola.
Por
que alguém, em juízo perfeito, pode julgar Doriva o técnico ideal para
prosseguir o trabalho de Juan Carlos Osorio?
Nem o
Ituano nem o Vasco nem a Ponte Preta de Doriva tinham características
semelhantes às do São Paulo. Para dar certo, vai ser preciso mudar o jeito de
jogar. Trabalhar, dar tempo ao tempo.
Depois,
ninguém entende por que clubes importantes oscilam nessa maratona de
regularidade que é o Brasileirão.

quem não sobe e desce são os dois líderes. O Corinthians posicionou-se bem na
defesa, foi veloz e insinuante nas subidas ao ataque e abriu oito pontos de
vantagem para o segundo colocado com a goleada por 4 a 1 sobre o Atlético
Paranaense. Falta só marcar a data para levantar o troféu.
Esqueça
por um instante que o técnico é o mesmo desde janeiro. Analise outro fator: dos
11 titulares, dez estavam no elenco em 2014 (Vagner Love é a exceção).
No
Atlético Mineiro, oito titulares foram campeões da Copa do Brasil em 2014.
Faltavam Lucas Pratto, Thiago Ribeiro e Giovanni Augusto.

quem cobre o fim da supervalorização dos técnicos e, ao mesmo tempo, exige
resultados rápidos de quem foi contratado com pompa.
O ônus
de ter feito um bom trabalho no passado é ter de fazer milagre no presente.
Marcelo
Oliveira é o terceiro técnico do Palmeiras em um ano e o clube contratou 25
jogadores.
Sua
equipe titular entrará em campo contra o Fluminense, pela Copa do Brasil, com
apenas um remanescente de um ano atrás –só o goleiro Fernando Prass!
Oswaldo
de Oliveira foi exaltado nas seis vitórias logo depois da chegada. Hoje,
cobram-se algumas de suas decisões erradas como razão de se afastar da
Libertadores.
Oswaldo
dirigiu o Flamengo em 13 partidas, pegou a equipe em 13º e está em décimo.
Entre os titulares, há seis de 2014, mas veja quais: Paulo Victor, Samir,
Márcio Araújo, Canteros, Éverton e Paulinho.
O time
poderia estar mais pronto, sim. Mas alguns dos mais talentosos só entraram no
meio da campanha: Jorge, Guerrero, Alan Patrick e Emerson Sheik.
É um
dos fatores capazes de fazer entender por que o Flamengo vai bem numa rodada e
mal em outras três. Quando se planta uma semente, espera-se o tempo certo para
ter uma árvore.
E por
que o Santos chegou tão rápido à zona da Libertadores, então?
A
hipótese também tem a ver com manutenção. Em dois anos, quatro técnicos. Mas o
time joga com o mesmo sistema tático e a mesma espinha dorsal há dois anos:
David Braz, Gustavo Henrique, Zeca, Renato, Lucas Lima, Geuvânio e Gabriel. Não
garante a vaga. Mas ajuda.
PVC

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