sexta-feira, setembro 18, 2020
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Está bom para quem?

LINHA
DE FUNDO – Lá em agosto, quando o Flamengo começou a levar gols de escanteio em
todos os jogos, o zagueiro César Martins disse, mais de uma vez, que não era um
problema. Hoje, quando o time praticamente não entra em campo ou não consegue
colocar a bola no fundo da rede, outras peças do elenco se juntam ao jogador em
declarações de um mundo colorido que não existe. A atual realidade do
rubro-negro é, e provavelmente ficará mais, preocupante.
No
jogo contra o Figueirense, há duas rodadas, o time claramente não entrou em
campo. Já no duelo contra o Internacional, poucos minutos de consciência
mostraram que é possível sim voltar a ser metade do que aquela equipe que
venceu seis jogos seguidos foi. Mas o baixo controle emocional pesou depois do
gol e todas as tentativas foram em vão. Detalhe: são os mesmos jogadores em
todas as etapas do processo.
Contra
o Corinthians, jogo que muitos acreditaram que seria um massacre, o Flamengo
até conseguiu encaixar um bom jogo, mas, como não se ganha sem marcar gols, foi
impossível vencer. O que Oswaldo de Oliveira citou na coletiva, após a partida
contra o Inter, como “detalhes acabam decidindo as partidas a favor ou contra”
são detalhes que são exaustivamente repetitivos. Perdemos de apenas 1-0 do
líder do campeonato, fora de casa e com um a menos? Sim, mas não é motivo para
orgulho.
Do que
adianta arrumar os problemas antigos se novos acabam surgindo sempre? Como
elogiar a atuação de um time que se desestabiliza depois de levar gols, perde
peças importantes por puro descontrole emocional e não consegue fazer o básico
do futebol, que é marcar gols? Não há nada de elogiável nisso.
Hoje
faltam apenas 18 pontos para serem disputados no Campeonato Brasileiro. São
apenas seis jogos, sendo três fora e três – com possibilidade de virarem dois,
já que talvez o clube precise vender o mando de campo por conta de um show no
Maracanã – em casa:
Grêmio
– fora
Goiás
– casa
Santos
– fora
Ponte
Preta – casa
Atlético-PR
– fora
Palmeiras
– casa
Oswaldo
insiste em dizer que ainda dá pra sonhar com G4 e que o time está mentalmente e
numericamente capacitado para entrar na Libertadores. Olhando os confrontos,
quatro são contra equipes que estão acima da nossa colocação na tabela e dois
diante dos que estão próximos ou no Z4. Como confiar numa equipe que oscila tanto
e não consegue se encontrar mais em campo? Essa é a pergunta que fica para os
próximos jogos.
Mariana
Sá || @imastargirl

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