domingo, setembro 27, 2020
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Estatísticas de Flamengo e Bauru. Quem é o melhor?

João Pires/LNB

LNB: Para
chegar a uma Final e ser campeão não basta apenas ter cinco jogadores, uma bola
e uma cesta. Para se obter sucesso, ainda mais em um jogo tão rico em
informação, é preciso muito estudo, cálculos e leitura mais do que apurada do
adversário. É assim que Flamengo e Paschoalotto/Bauru estão lidando com mais
uma decisão de NBB CAIXA, e alguns números podem provar este cenário.

O NBB
CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete (LNB), em
parceria com a NBA, e conta com o patrocínio master da CAIXA, o patrocínio da
SKY e o apoio do Ministério do Esporte, Avianca e Spalding.
– Jogo coletivo:
Tratando-se
de dois elencos poderosíssimos, a coletividade é uma das forças de ambas as
equipes e foi um dos fatores cruciais para a definição dos vencedores das
partidas da Final até então.
No
Jogo 1, o Flamengo ganhou, por 83 a 77, em Marília (SP), tendo quatro atletas
anotando mais de dez pontos: Olivinha (16), Ronald Ramon (15), JP Batista (13)
e Marcelinho (11). Enquanto isso o Bauru foi derrotado tendo apenas dois.
Os
dois atletas que pontuaram no time paulista foram Hettsheimeir e Jefferson, que
fizeram 25 e 24 pontos, respectivamente, e registraram mais da metade dos
tentos da equipe bauruense no duelo (63,6%). Em contrapartida, no duelo no Rio
de Janeiro, somente Marquinhos destoou no Flamengo e fez quase um terço dos
pontos do time, com 26 (32,5%).
Ainda
para o Jogo 2, o Dragão tratou de melhorar seu jogo coletivo, dividir mais a
pontuação e assim mudar sua postura na Arena Carioca 2. Paulinho Boracini (17),
Alex Garcia (13), Léo Meindl (13), Hettsheimeir (12), Murilo Becker (11), e
Jefferson (10) contribuíram de maneira efetiva no comando do ataque e ajudaram
o Bauru a empatar a série.
“Conversamos
bastante depois do Jogo 1, ficamos estáticos nas trocas de defesa deles. No
Jogo 1 sobramos muitas vezes no miss match, mas ficávamos procurando muito os
pivôs. Tem horas do jogo que não dá pra ficar só isso, pois o outro time se
ajusta. No último jogo os caras de fora foram mais agressivos e por isso
conseguimos distribuir melhor a pontuação”, analisou Paulinho Boracini, do
Bauru.
Outro
fator é o banco. Os rubro-negros tiveram nada menos que 32 pontos dos atletas
vindos do banco no Jogo 1, enquanto os donos da casa contaram com apenas seis
tentos dos reservas. No confronto em solo carioca, a história foi diferente, e
os bauruenses tiveram 28 pontos dos suplentes e os flamenguistas 22.
Uma
das provas da má apresentação rubro-negra no Jogo 2 é que a equipe é líder em
assistências da temporada, com média de 19,1 por partida, e distribuiu apenas
nove na partida, sendo que no Jogo 1 tinha servido 15 – ainda sim inferior à
sua média. Já Bauru, que dá em média 17,8 assistências por jogo, deu 16 em
ambas as partidas.
– Volume:
Bola
na cesta. Quem conseguir mais, ganha. E disso, Flamengo e Bauru entendem muito.
A equipe paulista é dona do melhor ataque do campeonato, com média de 87,3
pontos por jogo, enquanto os cariocas têm o terceiro, com 84,4 por duelo. Mas
apesar de saberem, os aproveitamentos foram cruciais na definição das equipes
vencedoras até aqui nestas Finais.
Na
primeira partida, os comandados de José Neto tentaram 163 pontos e converteram
83, o que gera um aproveitamento de 50,9%. Já no jogo de volta, em que perdeu,
o time do Rio de Janeiro teve um volume ainda maior e chutou para 209 pontos,
mas seu aproveitamento de apenas 38,3% resultou em apenas 80 pontos.
“Tivemos
bastante volume, mas eles (Bauru) tiveram um aproveitamento muito bom. É só
olhar as eficiências: uma muito alta de Bauru e uma muito baixa nossa. Não me
lembro de nenhuma partida que tivemos com 69 de eficiência. Precisamos ver o
que erramos para ter esse aproveitamento baixo e vir preparados para o próximo
jogo”, declarou José Neto, técnico do Flamengo.
Por
sua vez, o Bauru apresentou um aproveitamento de apenas 43,8% na derrota no
Jogo 1 em Marília (SP) ao fazer 77 dos 176 pontos possíveis. No duelo na Arena
Carioca 2, o time do técnico Demétrius tentou quase a mesma coisa de pontos,
172, mas fez 85, aproveitamento de 49,4%, o que é bom e suficiente para lhe dar
a vitória.
“Para
diminuir a força ofensiva do Bauru precisamos manter a concentração defensiva
que tivemos no primeiro jogo. Saber onde está a principal qualidade ofensiva
deles, quais jogadores vão puxar mais o jogo e tentar diminuir esse volume de
jogo deles. Se fizermos isso teremos grandes chances de vencer de novo”,
comentou o armador Rafa Luz, do Flamengo.
“Lá em
Marília fizemos 77 pontos e nos playoffs vínhamos com uma média de 93,5 pontos
nos playoffs. E tivemos um volume menor no Jogo 1 também, então entramos no
Jogo 2 para ter mais volume, atacar mais rápido e chegar com confiança.
Sabíamos que se fizéssemos isso poderíamos vencer e foi isso que aconteceu no
último jogo”, completou Paulinho Boracini, do Bauru.
– Garrafão:
Os
dois finalistas possuem, certamente, dois dos melhores garrafões do NBB CAIXA.
Os rubro-negros com Meyinsse, Olivinha, JP Batista e Rafael Mineiro. Os
bauruenses com Rafael Hettsheimeir, Jefferson William, Murilo Becker e o jovem
Wesley Sena.
Por
fazerem parte de uma rotação muito mais frequente em relação ao adversário, os
homens de garrafão do Flamengo não se destacam tanto na pontuação e juntos
somam em média apenas 28,3 pontos por jogo na temporada: JP Batista (11,1),
Olivinha (10,7), Meyinsse (8,6), Rafael Mineiro (7,9).
Do
outro lado, os pivôs do Bauru assumem mais a pontuação e são responsáveis por
nada menos que 41,3 pontos da equipe, quase a metade da pontuação geral
bauruense na competição (47,3%): Hettsheimeir (16,2), Jefferson (13,2), Murilo
Becker (7,5), Wesley Sena (4,4).
No
Jogo 1 da Final, o garrafão do Flamengo foi responsável por 39 dos 83 pontos da
equipe (47,9%): Olivinha (16), JP Batista (13), Rafael Mineiro (8) e Meyinsse
(2). Já no segundo, o Bauru tratou de reforçar sua defesa embaixo e sofreu
apenas 27 pontos dos gigantes do Mengão: Meyinsse (11), Olivinha (8), JP
Batista (6) e Rafael Mineiro (2).  Neste,
a pontuação se concentrou em Marquinhos, autor de 26 pontos.
“Não
acho que estamos usando mal o garrafão, mas erramos muito. Nossa porcentagem de
acerto foi muito baixa em relação aos outros jogos. Não foi normal. Mas tenho
certeza que as bolas vão cair como antes no jogo de sábado e estamos confiantes
que sairemos de quadra vitoriosos”, concluiu o rubro-negro Rafa Luz.
Do
outro lado, os comandados de Demétrius Ferracciú concentraram em Marília todo
seu jogo na dupla de garrafão titular, que somou 49 pontos (25 de Hettsheimeir
e 24 de Jefferson), mais da metade dos pontos da equipe no duelo (63,6%).
No Rio
de Janeiro, a história foi outra, pois a dupla totalizou somente 22 pontos (12
de Hettsheiimeir e 10 de Jefferson) e, somado com os 13 de Murilo, totalizou ao
garrafão bauruense 35 pontos. Assim, o restante do time dividiu bem a pontuação
e teve mais três atletas com dígitos duplos na pontuação: Paulinho Boracini
(17), Alex Garcia (13), Léo Meindl (13).
– Jogo interno:
Uma
das características do Flamengo sempre foi a de escolher a melhor bola e optar
pela cesta fácil. Líder em bolas de 2 pontos na atual temporada, com média de
22,3 convertidas por partida, o clube da Gávea teve como termômetro o
aproveitamento neste quesito nos dois primeiros jogos das Finais.
Primeiro,
em Marília (SP), a equipe contou com um melhor rendimento perto da cesta e teve
aproveitamento de 57,1% nos tiros curtos (23 certos em 40 tentados). Já no
confronto na Arena Carioca, nada deu certo, pois os rubro-negros tentaram mais
e acertaram menos: 18 certas em 48 tentadas – 37,1% de aproveitamento, quase
20% a menos em relação ao Jogo 1.
“Essa
Final está sendo a Final das defesas. Os dois times tentaram tirar os pontos
fortes do outro. Os dois se estudam muito e por isso sabemos onde cada jogador
joga mais confortável. Eles estão tirando a gente do conforto e nós também
estamos tirando eles, e por isso o jogo acaba ficando um pouco mais amarrado.
Mas dentro da quadra estamos em uma guerra de xadrez bem bacana”, comentou
Paulinho Boracini, do Bauru.
Equipe
que mais acerta bolas de 3 na competição, com média de 11,1 convertidas por
confronto, o Bauru não costuma concentrar muito seus pontos dentro do garrafão,
tendo em vista que é apenas o 10º colocado em tiros de 2 no campeonato (18,7
por jogo).
No
primeiro jogo, o time de Demétrius fez 34 pontos em bolas de 2, com
aproveitamento de 53,1% (17 certas em 32 tentadas). Por outro lado, na vitória
em solo carioca, o rendimento melhorou e a equipe visitante apresentou um
aproveitamento de 62,5% nos tiros de dentro da linha de 3 (20 certas em 32 tentadas).
“Eles
(Flamengo) não tiveram um bom aproveitamento e sabemos que não foi só fruto da
nossa defesa. Eles são um time de aproveitamento bom e uma hora a bola vai
voltar a cair. Mas para isso temos que estar preparados e acreditar que se
marcarmos e tirarmos eles do conforto podemos defender bem de novo, para vencer
esse Jogo 3 e virar a série”, disse Paulinho.

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