quinta-feira, setembro 24, 2020
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Eu ponho fé é na fé da moçada.

Foto: Divulgação

REPÚBLICA PAZ E AMOR: Essa semana durou minha vida toda. Desde o anúncio da volta do
Maracanã meu mundo é quando. Queria contar isso para o Zé Ricardo. Chamar
Guerrero num canto. Me reunir com Jorge e Arão. Tinha vontade de tomar um café
com Réver. Uma gelada com Patrick e Pará. Almoçar com Muralha. Passar a noite
com Diego, com licença poética, claro. Contar para eles da nossa história,
nossa gente. Queria partilhar que a vida vira do avesso por causa do Flamengo.
Explicar pra eles que não dizemos o Flamengo joga domingo, mas, “NÓS jogamos
domingo”. Narrar, com riqueza de detalhes, que voltei daquela partida em São
Paulo contra ELES, depois de tomar de quatro, pensando no jogo seguinte, na
viagem seguinte, nos ingressos seguintes, e na devolução desse resultado meses
depois no Maracanã. E esse dia “chegou”. Queria segurar a mão do Márcio Araújo,
olhar dentro dos olhos dele e dizer bem do fundo da minha alma: “Me rendo,
estou entregue.” Contar pra eles que a Pherusa naufragou, que o Joaquim Bahia
conseguiu nadar até uma ilha, sozinho, informou o ocorrido, a embarcação foi
resgatada e então fomos marcados pela RAÇA, a BRAVURA, o AMOR e a PAIXÃO. Lá
pelos idos de 1895. São as lutas dessa nossa vida que eu estou cantando.

Essa
semana durou minha vida toda. Ouço coisas lindas de rubro-negros no Maracanã.
São homens, mulheres, torcedores, torcedoras, contando histórias de amor. E
agora já não importa se ele sofreu alterações, se a arquibancada não é mais
como antes, se não cabem mais de cem mil, se as coisas não são como sonhamos.
Agora só importa que ele estará lá. E nós também. Tenho vontade de ligar para o
Maracanã, ofegante, e deixar confissões de tantos jogos, tantas decisões, no
gravador. Estou ansiosa para domingo. É desconcertante rever um grande amor.
Essa
semana durou minha vida toda. E não estou segura se Muralha, Pará, Réver,
Rafael Vaz, Jorge; Márcio Araújo, Willian Arão, Mancuello, Diego; Fernandinho e
Guerrero sabem disso. Defendo um mundo onde eu, e meus 11 leitores, possamos
ter o direito de fazer uma preleção para eles antes de um jogo tão decisivo
quanto esse. Se cada um de nós contasse a angústia que antecede a compra de um
ingresso. Se eu pudesse falar com o coração que já tive sensações de desmaio em
gols decisivos. Que vi pontinhos pretos (e vermelhos) em jogos do Flamengo, que
já cai quase 3 degraus da arquibancada comemorando um gol, que me perdi do meu
irmão por isso, que reencontrei ele pós catarse e ouvi um: QUASE APAGUEI. E
pensei: “Coitada da minha mãe, ía perder dois filhos na arquibancada. Felizes.”
Que já quase atravessei uma parede, de tão grudada que fiquei nela, porque a
polícia estava tentando organizar uma fila na entrada do Bellini montada e com
“espadas” colocando ordem na rapaziada. Eu queria poder falar para os jogadores
que quando eles estão com a bola nos pés, meu corpo responde, tenho reflexos,
chuto o nada. E quando meu pai estava vivo, ele também tinha, e o sofá virava
um campo de futebol. Quantos vasos da minha mãe derrubamos por conta desse
“reflexo”.  Mas  que tenho a TOTAL convicção que já meti muita
bola para dentro do gol e tirei outras tantas.
Essa
semana durou minha vida toda. E durou o tempo da vida daqueles que amo também.
Gente que largou família, trabalho, compromissos, responsabilidades, para fazer
do domingo um mosaico de amor pelo Flamengo. Gente que lutou por liberações,
que fez reuniões, que conseguiu transporte, que conseguiu voluntários, que deu
ideias. Gente da torcida, das Organizadas, gente do Clube, gente que leva Fé no
Hepta. Essa gente que ama o Flamengo, que não foge da fera e enfrenta o leão.
Essa gente que me mostra que esse amor pelo Flamengo é SUBLIME. Gente que vem
de Boston, de Curitiba, do Maranhão, de Aracaju, de São Paulo, gente que vem de
todos os cantos do MUNDO para o nosso Mundo ver o Flamengo jogar. Eu vou à luta
com essa juventude. Que não corre da raia a troco de nada. Gente que vai levar
o HEPTA. Na Marra.
Essa
semana durou minha vida toda. Domingo é mais que um EU VOU AO MARACANÃ. Domingo
o Maracanã vem pra gente. Ele é NOSSO. Dos que estarão lá. Dos que estarão de
longe, mas com o coração bem perto. É o Flamengo daqueles que sabem que é
rubro-negro o coro da gente. Daqueles que seguram a batida da vida o campeonato
inteiro. Daqueles que sabem o sufoco de um jogo tão duro. Domingo eu vou lutar.
Eu vou viver a glória do Flamengo. Eu vou ser feliz. Com vocês. De perto. De
longe. Do real. Do virtual. Da arquibancada. Do coração. Do grito. Da torcida
do Flamengo. Eu acredito é na rapaziada. Como é que não?
Pra
vocês,
Paz,
Amor e Fé na Moçada.
Vivi
Mariano

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