quarta-feira, setembro 30, 2020
Início Notícias Everton relembra início no Paraná e passagem pelo Atlético-PR.

Everton relembra início no Paraná e passagem pelo Atlético-PR.

Foto: Divulgação

GLOBO
ESPORTE
: Um filme sempre passa na cabeça de Everton ao voltar para Curitiba. Na
história, ele é o personagem principal, e a capital paranaense o cenário onde
sua trajetória improvável no futebol se tornou realidade. Remete a algumas boas
lembranças antigas e a outras difíceis e recentes. Peça fundamental no elenco
do Flamengo, ele estará em campo na partida chave desta quarta-feira, pela fase
de grupos da Libertadores, diante do Atlético-PR. O jogo é às 21h45, na Arena
da Baixada.

Everton
foi ”descoberto” por um olheiro chamado Godoy, do Paraná Clube. Tinha 11 anos
e morava na pequena cidade de Nortelândia, no Mato Grosso. Mesmo muito novo,
seguiu o caminho de muitos meninos do Brasil e deixou a casa dos pais antes
mesmo da adolescência. De lá, ganhou notoriedade justamente ao deixar Curitiba
para o Flamengo. E ele lembrou esse caminho antes de voltar a atuar em sua
”cidade do coração”. Veja essa trajetória contada pelo jogador:
Paraná: o berço
“Foi
onde começou tudo. Entrei com 11 anos, fiz minha base inteira no Paraná Clube,
me tornei profissional e depois fui para o Flamengo. Lá (Paraná) me formei como
jogador, atleta e homem. Se cheguei aqui é graças ao Paraná Clube.”
“Não deixaria meu filho ir embora com
11 anos”
“É
loucura. Sou pai hoje. E eu não deixaria meu filho ir embora com 11 anos com
uma pessoa, até então, desconhecida. Eu fui para Curitiba e fiquei indo na
minha cidade de ano em ano. Olho para trás e penso, deu tudo certo. A gente vê
casos de crianças que acabam acontecendo um monte de coisas.”
Zetti, o primeiro treinador profissional
“Em
2007, o treinador era Zetti (ex-goleiro do São Paulo e da seleção brasileira),
auxiliar era o Silas (ex-Seleção e com passagem como treinador do Flamengo).
Não cheguei a jogar a Libertadores daquele ano porque subi e teve uma
convocação para a seleção sub-20. Na época eu tive que escolher. Eu acabei
optando pela Seleção. Faz muito tempo que não vejo o Zetti. Foi ele que deu minha
primeira oportunidade.”
Caio Júnior: o técnico que fez Everton
valer por cinco
    “Quem me trouxe para o Rio e para o
Flamengo foi o Caio. Ele me conhecia da base do Paraná Clube. Eu era jovem e
tinha uma pressão muito grande. Na época, foi difícil. Os jogadores do na
época, no vestiário, ficaram me olhando. Pensavam: ”Não é possível que esse
menino está indo sozinho e vindo cinco do Flamengo no lugar”.
Nota da redação: Na época que contratou
Everton, em 2008, o Flamengo emprestou ao Paraná os jogadores Fabrício, Rômulo,
Camacho, Vinícius Pacheco e Éder. A insistência de Caio Júnior foi determinante
para que ele tivesse a primeira grande oportunidade de sua carreira.
Emoção ao falar de Caio
“É
ruim demais até ficar falando. É trágico. Um cara trabalhador. Era como o Zé
Ricardo, estudava muito. Adorava futebol bem jogado. Uma tragédia que até hoje
é difícil engolir. A gente vive viajando. Eu, falando por mim, tenho medo.
Tenho certeza que ele está olhando pela gente. Era do bem.”
O que Caio Júnior viu no Everton magrinho
e franzino do Paraná?
“Queria
que ele estivesse aqui para responder. Mas tenho certeza de que via algo
diferente, porque ele insistiu muito para eu vir para o Flamengo. Tenho muita
gratidão. Foi uma cara que acreditou em mim na época do Paraná, falou que me
queria no time de qualquer jeito. Era um cara dez.”
Velhos tempos do Paraná e Dinelson como
espelho
“Dinelson
estava no profissional, era o craque do time na época que eu estava na base. Na
posição que eu jogava. Ele era minha inspiração. Eu era até banco dele quando
fui para o profissional. Ele voltou para o Corinthians e me disse: ‘Agora é com
você, você tem essa capacidade de jogar aqui.’ É um cara especial. Acredito que
se não tivesse machucado o (ligamento) cruzado algumas vezes, hoje estaria em
outro patamar.”
Depois de México, Botafogo e Coreia…
Curitiba de novo
“Tive
três anos difíceis, de ser emprestado. Isso para o jogador é horrível, muito
ruim. No Atlético me encontrei de novo, em 2013. Em Curitiba, cidade que eu
gosto muito. E que minha esposa e meus filhos adoram também. A estrutura que o
Atlético-PR me deu, time jovem, foi um ano muito bom.”
Carinho da torcida do Furacão? Nem
tanto…
“Poderiam
me tratar um pouquinho melhor (risos). Na época que vim para o Flamengo, o
presidente acabou falando algumas coisas que não aconteceram. Não foi o que ele
disse (que aconteceu). Mas o torcedor acredita. Mas acredito que vai ser muito
difícil. O Atlético é complicado. Lá na Arena da Baixada é muito difícil, um
campo que eles têm costume de jogar, com grama sintética. Jogo fica mais
rápido.”

MAIS LIDOS

Com novidades: Escalação do Flamengo contra o Del Valle

O Flamengo entra em campo na noite desta quarta-feira em jogo válido pela Libertadores da América. O confronto colocará frente a frente o atual...

Flamengo x Del Valle ao vivo no SBT

O torcedor Rubro-negro verá na noite desta quarta-feira Flamengo x Del Valle ao vivo no SBT. O Rubro-negro carioca vem de um empate fora de casa com o Palmeiras,...

Flamengo pode se classificar ainda hoje para as oitavas

O Flamengo joga na noite desta quarta-feira diante do Independiente del Valle, em jogo válido pela quinta rodada da fase de grupos a Libertadores da América. Mesmo...

Fla vai perder hoje, aposta Milton Neves

O Flamengo joga nesta quarta-feira contra o Independiente del Valle, em jogo válido pela Libertadores da América. O Rubro-negro tem pela frente o Independiente,...