sábado, setembro 19, 2020
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Ex-Flamengo, Lucas volta a atuar após dois anos e chora.

Foto: Tiago Ferreira / Macaé

GLOBO
ESPORTE
: “Só Deus e eu sabemos o que passei” é a justificativa de
Lucas Souza para as lágrimas. O lance do qual ele havia acabado de participar –
foi dele o passe para o gol do Macaé no empate com o Botafogo-SP, no último
domingo – não valia título, não definiria acesso, não salvaria de rebaixamento…
Por que o choro, então?.

Atacante
de 24 anos que, certa vez, foi uma daquelas promessas lançadas pelo Flamengo,
Lucas não disputava uma partida oficial desde o dia 12 de novembro de 2014,
quando jogou a Copa Rio pelo Bangu. Há quase dois anos, portanto. Depois dali,
sofreu uma série devastadora de lesões: na coxa esquerda, coxa direita, dedo do
pé, tornozelo. Chegou a quebrar o nariz nesse meio tempo, inclusive.
Ser
autor de uma assistência seria rotina para o velho Lucas, destaque em todas as
categorias de base do Flamengo, campeão e artilheiro da Copinha em 2011 (com
cinco gols) e que chegou a receber algumas chances no profissional com
Vanderlei Luxemburgo. Para o novo Lucas, no entanto, trata-se de um passo
gigantesco.
As
lágrimas estão explicadas.
– Eu
costumo falar que a maioria da vida do jogador é sacrifício. O que eu passei
para poder estar jogando ali, poder estar em campo, poder retomar a minha
carreira… Porque eu sempre fui titular no Flamengo, na base, joguei
Libertadores no profissional, joguei no profissional do Flamengo. Mas minha
carreira deu uma desandada por conta de lesão e outras coisas. Para eu poder
voltar, poder estar ali jogando, só eu e Deus sabemos o que eu passei. Ali foi
como uma retribuição de todo o esforço, de todo o trabalho que eu tive para
estar ali. Aí no jogo, eu sabendo da importância daquele gol para o Macaé, a
gente precisava da vitória, somar pontos… Veio a emoção toda. Aquilo ali é
tipo um desabafo, porque o que eu passei foi complicado – relembra.
No
Macaé, por exemplo, a vida de Lucas não foi e nem está sendo fácil. Com o
histórico de lesões e o longo tempo de inatividade nas costas, ele precisou ser
avaliado com cuidado pela comissão técnica antes de assinar contrato. Nas oito
primeiras rodadas da Série C do Brasileirão, foi relacionado para algumas,
deixado de lado em outras e só recebeu a oportunidade no time titular quando
Deivison e Fabinho Cambalhota, os dois atacantes da equipe, se machucaram.

O
passe certeiro para a cabeçada de Juninho, aos 21 minutos do segundo tempo,
prova que ele não desaprendeu a jogar bola.
– Eu
gostei pra caramba, até todo mundo me elogiou. O preparador físico, todo mundo
me elogiou pra caramba. Eu estava há um tempo sem jogar, mas vinha treinando
direto, sabendo que, uma hora, ia pintar essa oportunidade. Infelizmente não
conseguimos sair com a vitória, que seria um resultado espetacular lá dentro da
casa dos caras e tudo. Mas, em parte, foi bom também, e eu gostei da minha
atuação. Estava sem ritmo de jogo, mas deu pra fazer uma jogada ali com o
Juninho, uma tabela bonita, e dei o passe para ele fazer o gol – comemora.
Penúltimo
colocado no Grupo B da Série C do Brasileirão, o Macaé volta a campo no próximo
sábado para enfrentar a Portuguesa, às 16h, no Estádio Moacyrzão.

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