segunda-feira, setembro 28, 2020
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Ex-Presidente do Flamengo detona Ferj e CBF: “Roubinho.”

Márcio Braga e Aldo Rabelo – Foto: Glauber Queiroz/ME

O
GLOBO
: A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Federação de Futebol do
Estado do Rio de Janeiro (Ferj) podem tomar decisões que prejudicam clubes e
torcedores? Com que direito nos roubam o sonho de um futebol melhor com uma
gestão mesquinha e desastrosa?

Como
explicar que os jogos da Primeira Liga, que CBF e Ferj tentaram impedir a
qualquer custo, tenham público 400% maior que o Campeonato Carioca? Qual a
razão de causarem prejuízo de R$ 10 milhões ao Flamengo proibindo que jogue em
Brasília neste período em que o Maracanã está fechado?
Como
explicar que a Ferj retenha dinheiro da televisão e confisque placas de
publicidade do Campeonato Carioca, em contratos a que os clubes não têm sequer
acesso? Qual a justificativa para que a Ferj lucre mais que os clubes com a
bilheteria do Campeonato Carioca?
Em
2014, 90% dos jogos organizados pela Ferj causaram prejuízos aos times. Apenas
quatro partidas levaram mais de 15 mil pessoas aos estádios, e mais da metade
dos jogos teve menos de 500 torcedores. Em 2015, nos 126 jogos do Estadual, a
Ferj tungou dos clubes R$ 2,5 milhões, extorquindo, como de hábito, 10% da
renda bruta de cada partida.
Esse
roubinho inclusive contraria o Regulamento Geral de Competições da CBF, que
limita a taxa das federações em 5% da renda bruta das partidas. E a Ferj não
para por aí, também quer tungar 10% nos jogos dos clubes do Rio em outros
estados, onde já pagam os 5% da federação local. Até nos impostos se evita a
bitributação mas na CBF se faz vista grossa. Afinal de contas, é cosa nostra,
não é mesmo?
O FBI
já enquadrou a Fifa. Quanto tempo ainda levará para que o japonês da PF abra os
olhos, e esse sistema anacrônico do esporte brasileiro também seja enquadrado?

muito tempo que CBF e Ferj não passam de entidades parasitas, que oprimem e se
aproveitam dos clubes para dividirem entre si as riquezas do futebol
brasileiro, empregando seus políticos, amigos e parentes. Já não é hora de
aplicar essa lei que recentemente definiu gestão temerária no esporte
brasileiro?
O
governo e o Congresso criaram e têm alimentado esse sistema autoritário. É
natural que se esperem do poder público soluções para os problemas que criou.
Só que
os clubes e suas torcidas não aguentam mais. Se não houver uma reforma urgente
do esporte nacional, é preciso coragem para romper com o atual status quo.
O
artigo 20 da Lei Pelé é claro ao garantir o direito dos clubes de criarem ligas
e determina que a CBF as reconheça. O artigo 21 já prevê a possibilidade de os
clubes serem filiados apenas à CBF, desfiliando-se das federações estaduais,
que os obrigam a jogar competições deficitárias e lhes extorquem em tudo o que
fazem.
A
Primeira Liga é prova de que os clubes podem se libertar dessa ditadura
CBF/federações, tomando as rédeas das suas competições e contribuindo
decisivamente para o desenvolvimento do esporte nacional.
Detalhe,
CBF e Ferj consideram os jogos da Primeira Liga como amistosos. Até têm certa
razão, considerando que os jogos que a Ferj organiza são hostis.
Chega
de roubinho!
Marcio Braga é ex-presidente do Flamengo

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