domingo, setembro 20, 2020
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Ex-Presidente do Grêmio prega coerência: “Flamengo venceu 87”

Paulo Odone, ex-Presidente do Grêmio – Foto: Guilherme Testa/PressDigital

LANCE:
A decisão da Primeira Turma do STF em manter o Sport como único campeão
brasileiro de 1987 continua a render uma repercussão negativa no mundo do
futebol. Ex-presidente do Grêmio na época da criação do Clube dos 13, Paulo
Odone declarou ao LANCE! que a determinação jurídica não interfere na certeza
de que o campeão nacional foi o Flamengo:


Talvez ao Sport interesse muito, mas nenhum fato jurídico muda o que nós
fizemos no Clube dos 13. O Flamengo é o campeão brasileiro de 1987 e o
Internacional, vice. Mesmo com o Inter sendo nosso rival, vou manter a
coerência com o que decidimos.
Odone
apontou que o veto à exigência do cruzamento de módulos para a Copa União
ocorreu em comum acordo entre todos os clubes:

Quando chegou a exigência da CBF, decidimos que iríamos manter nossa coerência
e recusar o cruzamento, é isso que importa. Houve unanimidade dentro dos clubes
dos 13 sim, está na ata! O Eurico Miranda foi à CBF e dialogou com eles. O que
aconteceu em 1987 não pode ser mudado por ninguém.
O
ex-dirigente destacou o impacto da Copa União, e lamentou que o movimento tenha
se dissolvido com o passar do tempo:
– O
que marcou a Copa União foi a rebeldia dos clubes em relação à CBF. Afinal,
antes era a entidade que negociava e repassava para cada clube as cotas de
transmissão. Nós mesmos criamos o Clube dos 13 e fizemos acordo com a Rede
Globo e a Coca-Cola. Infelizmente, só não se completou porque esta ideia de uma
liga foi minimizada. O Clube dos 13, depois, virou uma tesouraria da CBF –
lamentou.
O caso
saiu das quatro linhas e foi para a esfera jurídica ainda em 1988. E, há
décadas, segue a se arrastar em várias instâncias.
PAULO ODONE – Presidente do Grêmio em 1987
1 – Em que momento os clubes perceberam
que era a hora de fazer uma ruptura com a CBF e organizar sua própria
competição?
Os
clubes estavam irritados com a manipulação política que marcava Brasileiro.
Sempre víamos mais de 40, 60, chegamos a ter 94 clubes! Decidimos fazer uma
reunião em São Paulo, na sede do Palmeiras, e, ao lado de outras lideranças
como Carlos Miguel Aidar, Márcio Braga, Eurico Miranda, decidimos que faríamos
uma competição mais enxuta. Originalmente, seriam os 13, mas depois completou
para 16.
2 – Qual foi a reação de vocês quando, às
vésperas do início da Copa União, a CBF anunciou a tabela do Campeonato
Brasileiro feita por ela?
Aquela
atitude da CBF pegou todo mundo de surpresa. Afinal, meses antes eles não
teriam condições de organizar o Brasileiro, e agora estavam fazendo uma tabela?
O presidente do Atlético-MG me ligou: “Paulo, se eu não jogar no Olímpico,
vamos perder por WO?”. Eu disse para ele ficar tranquilo, que a tabela da
Copa União era a que valia. A CBF cedeu, na Copa União fizemos uma competição
com pontos corridos na primeira fase, seguido de mata-matas, e isto chamou um
grande público nos estádios. Aceitamos dividir entre os Módulos Verde e
Amarelo, com cada um tendo 16 clubes de maneira unânime.

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