sábado, setembro 26, 2020
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Ex-treinadores do Flamengo vivem situação delicada na China.

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

COSME
RIMOLI
: Mano Menezes e Vanderlei Luxemburgo estão conseguindo manchar ainda
mais a imagem do treinador de futebol brasileiro no Exterior. Os dois só não
foram demitidos na China por causa de multas milionárias. Os dois ex-técnicos
da Seleção passam vexame do outro lado do mundo. Decadentes, estão conseguindo
a façanha de fechar um mercado milionário e promissor.

Mano
Menezes está fazendo um papelão. O bicampeão da Segunda Divisão, só acumulou
fracassos depois que chegou à Seleção Brasileira. Levado graças à amizade de
Andrés Sanchez e Ricardo Teixeira. Decepcionou, não teve estrutura psicológica,
técnica ou tática nem para comandar o time principal ou o Olímpico. No Flamengo
era odiado pelos jogadores, por sua arrogância. Pagou do próprio bolso multa
para ir embora. Os atletas festejaram e em seguida ganharam a Copa do Brasil.
Voltou
ao Corinthians onde havia vencido a Copa do Brasil, a Segunda Divisão, e um
Campeonato Paulista. Ficou todo 2014. Não conseguiu um título. Não teve seu
contrato renovado. Só depois de nove meses parado, voltou a trabalhar. Garantiu
ter estudado, se reciclado na Europa. Mas nada de prático foi perceptível.
No
Cruzeiro. Nada de útil. Nem sequer uma vaga à Libertadores. Dizia que renovaria
a equipe para 2016. Os dirigentes acreditaram.
Foi
procurado por empresários chineses, representavam o Shandong Luneng. Ofereceram
R$ 2 milhões mensais. Mano negou, disse ser especulação. Mas ao mesmo tempo
fechou contrato de dois anos. E com multa rescisória. Se demitido, receberia
seu salário até janeiro de 2018. Nada menos do que R$ 48 milhões. Os chineses
aceitaram.
E o
técnico virou as costas ao planejamento no Cruzeiro. Com a triste constatação.
Suas entrevistas não devem ser levadas tão a sério. Afinal, ele havia sido
muito claro ao chegar na Toca da Raposa. Perguntado sobre trabalhar em mercados
periféricos do futebol, esta foi sua resposta.
“Nunca
fui um técnico que acha que tem de sair a qualquer custo. Não acho que
acrescente ao técnico brasileiro ir para qualquer lugar. Se for para um nível
muito baixo, receberá excelente salário, mas não terá condições de fazer um
trabalho que te projete como técnico no mundo, que acho que é o mais
importante.”
Três
meses depois estava fazendo as malas. Deixou Gilvan Tavares na mão. O máximo
que fez foi indicar o seu auxiliar Deivid como treinador. Sua indicação fez o
Cruzeiro perder o semestre.
Mano
chegou com status de estrela do futebol brasileiro. O time milionário está
descobrindo que, se for estrela, é cadente. Ele se cercou de jogadores que
conhece. O volante Jucilei, o armador Montillo e os atacantes Diego Tardelli e
Aloísio. Mandou contratar Gil. E deixou tudo adiantado com Elias. Pela cota de
estrangeiros, Montillo deverá ser descartado. E poderá voltar ao futebol
brasileiro.
Isso
se Mano continuar. A campanha que faz é vexatória. Em dez jogos: cinco
derrotas, três empates e duas vitórias. O time tem nove pontos. E é penúltimo
colocado, ocupa a zona do rebaixamento. Está a 18 pontos do líder Guangzhou
Evergrande.
O
objetivo da direção do Shandong é ser campeão chinês. Ou, no mínimo, disputar a
Copa dos Campeões da Ásia, reservada aos três primeiros dos 16 times que
disputam o Chinês. A distância já é de 11 pontos. Pela prepotência de Mano, a
situação é caótica. O descontentamento com seu fraco trabalho é imenso.
O
clube está nas oitavas de final da Copa dos Campeões da Ásia. Empatou em casa
com o Sidney FC em 1 a 1. A partida decisiva será na Austrália. Se houver a
eliminação, a situação de Mano deverá ficar insustentável no comando do time.
Seu maior escudo é a multa rescisória.
Pior
só Vanderlei Luxemburgo. Esse já estava assumidamente decadente no país. Só
acumulava vexames e demissões. Oito demissões seguidas e fracassos desde 2008.
Estava com as portas dos grandes clubes fechadas. Foi quando caiu do céu uma
proposta coerente com seu atual potencial. A Segunda Divisão Chinesa.
Os
desavisados dirigentes do Tianjin Quanjiang não conheciam as promessas vazias
de Luxemburgo. As que tem coragem de batizar como ‘projetos’. O plano, óbvio,
subir para a Primeira Divisão nesta temporada. Depois, o céu seria o limite.
Vencer a Liga principal e Copa dos Campeões da Ásia, disputar o Mundial de
Clubes…
Mas a
direção do Tianjin Quanjiang não foi tão ingênua. Condiciou o contrato de três
anos à subida de divisão ainda em 2016. Só que o início de temporada já mostrou
a decadência de Vanderlei.
De
acordo com o site Transfer Markt, o Tianjin Quanjian gastou 40,60 milhões de
euros na janela de transferência (cerca de R$ 160 milhões). Geuvânio foi a
contratação mais cara. Atrás dele aparecem Lu Zhang (goleiro), Ke Sun (meia) e
Jadson. A lista ainda conta com o volante Xuri Chao, do Guangzhou Evergrande,
que custou 4,2 milhões de euros.
O time
não vence há cinco partidas. É o nono colocado entre 16 equipes. Venceu quatro
partidas, empatou três e perdeu três. De muito pouco tem adiantado as
contratações de Jadson, Luís Fabiano e Geuvânio. O clube tem apenas 15 pontos.
O líder Qingdao Huanghai tem 24 pontos. E o vice, Guizhou Zhicheng, 23.
Os
chineses que levaram Luxemburgo ficaram revoltados. Estão descobrindo que
erraram em acreditar nas suas promessas. Mas há uma multa altíssima para
mandá-lo de volta ao Brasil: R$ 40 milhões. Trataram então de desmoralizá-lo.
Afastaram seis membros de sua imensa Comissão Técnica de 11 pessoas.
Foram
dispensados o gerente de futebol Gabriel Skinner, o fisiologista Cláudio
Pavanelli, o preparador físico Daniel Félix, o fisioterapeuta Tarson, o médico
Flávio e o massagista Mumu.
Wagner
Miranda, o preparador físico Diogo Linhares, o fisioterapeuta Fabiano Bastos, o
auxiliar Maurício e próprio Luxemburgo ficaram. O treinador sabe que está sendo
minado, forçado a ir embora. Só que não vai virar as costas para R$ 40 milhões.
Se os chineses quiserem mandá-lo embora, que paguem.
Jadson,
Luís Fabiano e Geuvânio estão apavorados.
Esta é
a constrangedora situação de Mano e Luxemburgo.
Dois
ex-técnicos da Seleção Brasileira.
Decadentes.
E que
estão conseguindo o que parecia impossível.
Fechar
o mercado para treinadores brasileiros na China.
Felipão,
o técnico dos 7 a 1, se tornou mera exceção…

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