quarta-feira, setembro 23, 2020
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Executivo negociou propina para gerir Maracanã, aponta delação.

Foto: Divulgação

RODRIGO
MATTOS
: O ex-presidente da Maracanã S/A João Borba Filho participou do
pagamento de propinas para liberar a concessão do estádio e pelas obras do
complexo. Essa informação consta do inquérito revelado no STF (Supremo Tribunal
Federal) sobre o Maracanã – essa investigação deve ir para o STJ. Borba
negociava questões da gestão do estádio justamente com os políticos com quem
tinha acertado pagamentos ilícitos.

O
inquérito sobre obras e concessão do Maracanã tem base em oito depoimentos de
cinco ex-executivos da Odebrecht. São eles: Benedicto Junior, Leandro Azevedo
Soares, Luiz Eduardo Soares, Marcos Vidigal Amaral e João Borba.
Depoimentos
de Benedicto Junior e João Borba apontam o pagamento de propina para o
ex-governador do Rio Sergio Cabral pela obra do Maracanã. Inicialmente, ele
teria pedido 5%, mas foram feitos pagamentos menores e que também se relacionavam
a outras obras.
Em uma
de suas delações, Benedicto Junior afirmou que houve propina de R$ 4 milhões em
relação à obra do estádio. Outro ex-executivo da Odebrecht Marcos Vidigal
Amaral apontou que Cabral recebeu vantagem indevida para ”restringir a
competitividade da licitação da obra da Maracanã”. Ou seja, pagou para armar a
concorrência e depois na realização da obra.
Esses
pagamentos por obras, em parte, foram feitos por meio de João Borba, o gestor
do Maracanã. Em outro depoimento, ele afirmou que acertou com Wilson Carlos,
então secretário do governo do Rio, o pagamento da propina a Cabral. Depois, os
dois negociavam questões da concessão do Maracanã.
”No
período em que eu estava no Maracanã, quando a concessão deu problema, muitas
vezes tinha reunião com ele. Totalmente republicana”, afirmou Borba em sua
delação, alegando que não havia irregularidades nestas conversas posteriores.
Ele era o presidente da Maracanã SA, empresa da Odebrecht, neste momento.
Além
disso, o próprio João Borba Filho admitiu participação no pagamento de propina
ao Tribunal de Contas do Estado para liberar a concessão do Maracanã.

”No
Termo de Depoimento no 7 de JOÃO BORBA FILHO há a afirmação de que WILSON
CARLOS CORDEIRO DA SILVA CARVALHO, então Secretário do Governo de SERGIO CABRAL
FILHO, avisou-lhe que a Odebrecht precisaria ”acertar” a quantia acordada com
o Tribunal de Contas no rio de Janeiro (TCE-RJ) para a liberação do edital.”,
diz trecho do inquérito sobre o Maracanã.
Em
seguida, há o depoimento de Leandro Azevedo Soares sobre a solicitação de
vantagem indevida por parte do conselheiro Jonas Lopes relacionada a obras do
Maracanã.
Como
gestor do Maracanã, Borba negociou contratos com clubes para a utilização do
estádio, além de conversas com o governo do Estado.
Atualmente,
a Odebrecht fechou um acordo com a Lagardère para repassar a concessão do
estádio com recebimento de cerca de R$ 20 milhões, fora despesas. O negócio
depende do aval do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, também envolvido em
delações da Odebrecht.

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