Faltou qualidade e sobrou decepção no clássico do Rio.

Por: Fla hoje

O
Fluminense – Vamos começar concordando que o futebol brasileiro vive uma crise
interminável, incluindo a arbitragem. Concordamos também, que nossos apitadores
precisam ser profissionalizados o quanto antes e que “nossa querida”
Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deveria investir um pouco mais nesse
quesito, mesmo que a entidade entenda que faz o suficiente. O ápice deste longo
e delicado assunto, pelo menos em 2015, foi evidenciado neste domingo, no
clássico entre Vasco e Flamengo no Maracanã, pelo 1° jogo da semifinal do
Carioca, onde os erros de arbitragem foram destacados – com certa razão – muito
mais que a própria partida, pífia tecnicamente, mas que sobrou
“vontade”, se é assim que podemos chamar os atos violentos de ambos
os lados.

O erro
crucial da partida foi a não expulsão do estabanado volante rubro-negro Jonas,
que levantou o pé demais e acabou acertando o atacante do Vasco (Gilberto) no
peito/rosto. Uma entrada criminosa, mesmo que sem a intenção clara de ferir o
companheiro de profissão – prefiro pensar assim. Nesse momento, o árbitro da
partida, João Batista de Arruda, se perdeu completamente em seus poderes: se o
lance entre Jonas e Gilberto não era pra cartão vermelho, o que seria? Mais a
frente, deixou de expulsar Marcelo Cirino, em entrada violenta contra o também “ignorante”
Guiñazu, assim como o atacante Dagoberto, do Vasco, que agrediu o zagueiro
Bressan, sem bola. Sem contar o lance no final da partida em que Luan (levou
amarelo) puxa Cirino, que partia em direção ao gol cruzmaltino – lance
discutível, já que não era o último homem.
Os
lances aconteceram de acordo com as permissões dadas pelo apitador, que deixou
a impressão de que o cartão vermelho tinha sido esquecido no vestiário, tudo
isso alinhado ao visível nervosismo tanto do árbitro quanto dos jogadores em
campo, que pareciam estar em uma guerra pessoal, como lembrou o atacante
Everton, do Flamengo, no final do 1° tempo. Aliás, muito preocupa a próxima
partida entre ambos os times. O “clima de guerra” alimentado pela
torcida e iniciado pelo lado cruzmaltino (Eurico) poderá ser prejudicial ao
espetáculo, principalmente ao juiz do jogo.
Me
colocando na pele do árbitro (peço que faça o mesmo), teria dificuldade para
apitar esse jogo por toda sua dimensão. Os erros de Arruda talvez não sejam
justificáveis, mas seria no mínimo, covardia de nossa parte não pontuar a
pressão sofrida pelo árbitro desde o dia em que foi escalado para o duelo.
Teorias de que o bom relacionamento de Eurico Miranda com a FERJ poderia
favorecer o Vasco, outra ainda de que o Flamengo poderia pressionar cobrando
posição, 15 câmeras HDs espalhadas pelo Maracanã, os replays dos televisores
que nada servem a não ser para criminalizar o erro alheio. Tanto que em 2014,
na final do Carioca, Márcio Araújo marcou o gol do título, impedido, contra o
mesmo Vasco, porém completamente imperceptível a olho nu, assim como a falta de
Everton Costa no até então goleiro Felipe, no gol vascaíno, no 1° jogo daquela
final. Malditas TV´s que tiram o brilho do futebol.
Sim,
os nervos estão a flor da pele. Há três anos o Flamengo não perde para o Vasco
e essa média pode aumentar ou ter um fim no próximo domingo. Mas para que o
jogo seja bem dirigido, além da escolha de um bom árbitro é preciso ter
tranquilidade para que o trabalho seja feito em paz – o que acredito não
acontecer. O resultado do clássico poderia ser outro se as expulsões tivessem
acontecido, ou não. É improvável.
O
certo é que faltou tranquilidade e qualidade a todos envolvidos no maior
clássico do Rio de Janeiro – uma verdadeira pelada. Aliás, o miserável público
(24.747) presente no Maracanã evidenciou ainda mais que muita coisa ainda
precisa mudar.
David
Tavares

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