FERJ lucra mais com a torcida do Flamengo que o próprio Clube.

Torcida do Flamengo no Raulino de Oliveira – Foto: Gilvan de Souza

ESPN: Em
um Campeonato Carioca cada vez mais minguado, com 2.780 pagantes por jogo e 23%
de ocupação nos estádios nesta temporada, só a Ferj (Federação de Futebol do
Estado do Rio de Janeiro) vem conseguindo lucrar com bilheterias no torneio.

Nesta
edição, a Federação faturou mais até do que o time de maior torcida do Rio, o
Flamengo.
Até
agora, o órgão ganhou, só nos jogos do Fla, através da cobrança de taxa, R$ 347
mil. O clube rubro-negro, por sua vez, lucrou “apenas” R$ 327 mil com
bilheteria no Estadual.
No
jogo de maior público envolvendo a equipe da Gávea (a final da Taça Guanabara,
contra o Fluminense), por exemplo, a renda foi de R$ 1.258.830,00, mas a
despesa também foi gigantesca: R$ 892.113,89 – R$ 121.377,00 só na taxa da
Ferj.
Por
este jogo, o Flamengo embolsou apenas R$ 149.174,35 (já que ainda pagou R$
27.503,71 em penhoras e R$ 6.680,00 em antidoping), ou seja, só R$ 28 mil a
mais que a Federação.
Já em
seu jogo de pior bilheteria até agora, contra a Portuguesa-RJ, pela 1ª rodada
da Taça Rio, o Rubro-Negro tomou prejuízo, enquanto a entidade que rege o
campeonato lucrou.
Neste
jogo, a renda total foi de apenas R$ 30.980,00, enquanto as despesas foram de
R$ 108.950,00.
Quem
bancou a diferença do bolso foi o Flamengo, que pagou o prejuízo de R$ 77.970,00,
mais o antidoping de R$ 7.430,00, e saiu com R$ 85.400,00 a menos na conta.
A
Ferj, por sua vez, terminou essa partida recebendo R$ 2.572,00 em taxa.
Vale
lembrar que, no Rio de Janeiro, a renda dos clássicos é dividida igualmente,
independentemente do mandante.
Em
Botafogo x Flamengo, por exemplo, houve receita de R$ 867.160,00 e despesas de
R$ 747.146,44 – incluindo a taxa de R$ 83.462,00 da Ferj.
No
final, os R$ 120.013,56 restantes foram divididos em dois, sobrando R$
60.006,78 para cada clube. Portnato, R$ 23 mil a menos que o que a Federação
conseguiu.
A taxa
da Ferj, aliás, é uma das mais altas do país: 10%. Muito maior, por exemplo, do
que a da FPF (Federação Paulista de Futebol), que é de 5%.
O desinteresse
da torcida do Flamengo no atual Carioca, aliás, é notório.
No
último jogo, contra o Resende, por exemplo, foram só 2.667 pessoas presentes,
sendo 1.553 pagantes.
Isso
gerou uma renda de R$ 38.230,00 e despesas de R$ 106.560,45, ou seja, prejuízo
de R$ 68.330,45.
No fim
das contas, o time da Gávea terminou o duelo com R$ 34.762,18 a menos no bolso,
enquanto a Federação levou R$ 3.473,00 de taxa.

Por: FlaHoje

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