sexta-feira, setembro 18, 2020
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Fisiologista do Flamengo vê Ederson perto da forma ideal.

Globo
Esporte – Ederson chegou ao Flamengo com status de titular e ganhando a famosa
camisa 10. A expectativa da torcida era – e ainda é – grande em cima dele, mas
a realidade é um pouco diferente disso. O meia-atacante vem tendo dificuldade
de readaptação ao futebol brasileiro, após anos na Europa, e voltou a sofrer,
mesmo que em proporção bem menor, com os problemas físicos que o atormentaram
principalmente na última temporada.
Em
2014/15, pelo Lazio-ITA, Ederson fez apenas cinco jogos, quatro saindo do banco
de reservas. Mesmo com pouco tempo de Rubro-Negro, já fez mais do que isso.
Foram nove partidas, quatro como titular. Mas ele teve um estiramento na coxa
esquerda e, no último jogo, uma contusão joelho direito por conta de pancada do
adversário. Como ainda não treinou com o grupo nesta semana, a chance de ser
relacionado para enfrentar o Joinville no domingo é remota.
Ainda
assim, pelo que o atleta apresentou até agora, o fisiologista do Flamengo,
Cláudio Pavanelli, acredita que Ederson está perto da forma física que
considera ideal.
– Ele
está com uma musculatura bem equilibrada em relação a quando chegou. Isso me dá
uma segurança maior, então fica mais fácil de atuar. A gente fica atento pelo
passado dele, e não porque está demonstrando característica diferente. Até
agora só posso falar que tem coisa boa – disse o fisiologista, em entrevista ao
GloboEsporte.com.
O
técnico Oswaldo de Oliveira já disse que imagina Ederson como titular em seu
time ideal, desde que ele esteja 100% fisicamente. Mas Pavanelli prefere não
dar previsão para o jogador estar em sua condição plena.
O
trabalho que o fisiologista tem realizado com o jogador é de prevenção. Como
Ederson já tem no Flamengo uma sequência de jogos superior à da última
temporada, Pavanelli considera que esse tratamento preventivo está sendo
efetivo e o resultado, satisfatório.

Quando ele chegou, fizemos uma bateria de avaliações e vimos o que ele
precisava, que era um reforço específico para uma questão preventiva. Não é uma
questão curativa, pois ele já chegou treinando. O objetivo era fazer um
trabalho preventivo e preparativo para que ele tivesse condições de ser
submetido aos jogos e minimizar esses problemas que eram de rotina dele.
Perguntado
se considera Ederson um caso à parte, Pavanelli disse que todo atleta é um caso
à parte, pois cada um tem sua necessidade específica. E ele fez uma análise
específica do 10.
– É um
atleta que passou muito tempo lá fora, com característica de treinamento e de
jogos muito diferentes das que a gente encontra no Brasil. E ele teve um número
de lesões lá muito grande. Não é um atleta recém-formado. Então, a gente
precisa colocar tudo isso no nosso planejamento.

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