quinta-feira, outubro 1, 2020
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FIFA 16 vs PES 2016 – Quem vence essa partida?

Meiobit
– Começou nessa semana oficialmente a peleja entre os jogos de futebol da
Konami e da EA e eu não poderia deixar de testar, certo? Mas aí? Times
escalados, esquema tático pronto e bola no mato: quem ganha esse jogo?

Pois
é, pois é, pois é, meus amigos. Acontece que essa é uma resposta muito
complicada de se dar assim, de sopetão, o que me obrigou a testar os dois jogos
por algum tempo antes de soltar esse comparativo.
Esse
texto não tem como objetivo dizer qual game você deve jogar de forma exclusiva,
mas ajudar os indecisos a dar o primeiro passo, usando como parâmetros o que
eu, pessoalmente, considero fatores mais importantes em um jogo como esse. Como
diversão e entretenimento, usabilidade, fidelidade a detalhes do mundo real,
times brasileiros, gráficos e sensação de recompensa. Regras na mesa, vamos lá.
Autoriza o árbitro
A
primeira coisa a ser dita aqui é que mais que uma disputa com o FIFA, a Konami
tinha uma batalha a vencer contra si mesma, já que as críticas ao PES 2015
foram duríssimas e alguma coisa precisava ser feita. E foi feita.
Ao
contrário da versão anterior, jogar PES 2016 é divertido e você não vê a hora
passar. Dentro de campo, durante o jogo, é bem comum se pegar soltando frases
como “Nossa, que legal isso!”, como em momentos onde jogadores disputam uma
bola (como eu expliquei neste post durante a E3 deste ano).
Situações
de combate 1 a 1 são muito realistas e permitem que a gente faça só o
acompanhamento da jogada do atacante enquanto a cobertura não chega, e dê o
bote no momento certo. E isso foi programado de uma maneira que se assemelha
muito a uma situação de jogo, usando para isso apenas um ou 2 botões. O que não
podemos dizer do FIFA, que exige toda uma combinação de jockey + botão
direcional + botão de roubar a bola minuciosamente executada, no momento exato,
senão o atacante sai livre na cara do gol, o que é muito frustrante.
Convenhamos:
por mais que essa combinação permita uma liberdade de criação e expansão de
habilidades de defesa, é ridículo ver um zagueiro excepcional sendo dibrado*
com uma facilidade infantil, vendo o atacante tomar a sua frente do nada, como
se ele fosse o The Flash, ou vendo o zagueiro correndo para um lado bizarro e
tentando dar um totó numa bola que não existe.
O
equivalente numa situação de ataque é deixar o passe livre para que o gamer
escolha a força e a direção. Mas isso, neste caso, pode ser determinado por ele
mesmo. Se ele quiser jogar assim no ataque, ele configura seus controles desta
forma. Para defesa, no FIFA, não existe esse ajuste fino, ficando entre a
defesa clássica (antiga, e não disponível em partidas onlines rankeadas), e a
defesa tática.
O
novo sistema de defesa do PES 2016, com sua nova análise de colisão e mais
liberdade nos controles é exatamente o meio termo entre o Legacy e o Tactical
defending, o que traz uma sensação de recompensa muito maior.
Outra
coisa legal da nova versão da Konami é a variação dinâmica da situação
climática do jogo, que muda a forma do time jogar. E o gráfico dos rostos dos
jogadores mais conhecidos, que estão muito semelhantes aos atletas na vida
real.
Porém,
infelizmente nem tudo são flores no PES 2016. Uma das críticas que eu fiz
durante a E3 foi em relação aos menus. E eles infelizmente continuam confusos.
Os tutoriais que a equipe da Konami inseriu pra nos ensinar a mexer nos menus
são intermináveis e meio enfadonhos, numa sequência
next»next»next»next»next»finish que no final das contas não ensina nada.
“Ah
Toad, mas a culpa é sua que não tem paciência pra assistir tudo”
Não,
nobre Padawan. Preceitos de usabilidade: se o usuário não sabe usar, a culpa é
sua, não dele. É pra isso que existem os testes de usabilidade e pra isso que
existem adaptações de personas, que personaliza essa experiência de acordo com
a forma que o gamer acessa os menus. Deveria ser possível sair de um tutorial
antes dele chegar ao fim, por exemplo. Uma melhoria na interface seria muito
bem vinda. Uma pena.
Outra
coisa que incomoda muito são as telas de gerenciamento do time e esquema
tático, que são… feias. São muito feias, quadradas, não existe prazer algum em
se mexer nas configurações táticas e melhorias do time, o que tira um pouco o
prazer de se jogar um título assim.
No
FIFA 16, por sua vez, os menus são bem intuitivos, praticamente não existe a
necessidade de um tutorial. A interface continua bem parecida com a da versão
anterior, então não tem muito segredo aqui.
Movimentação dos Jogadores
Podemos
notar um avanço absurdo no PES 2016 em relação à versão anterior. Quem não está
jogando, se passar de relance tem a sensação de estar assistindo a um jogo de
futebol de verdade. A gente já via isso acontecendo no FIFA há alguns anos, o
que torna essa disputa mais equilibrada a partir deste momento.
No
FIFA 15, alguns times como Real Madrid e Bayern de Munique tinham jogadores
muito rápidos, o que criava partidas com chutões no vazio para a corrida destes
velocistas. Isso tá muito mais difícil de acontecer no FIFA, exigindo do
jogador maior troca de passes e rigor tático.
A
mesma coisa pode ser percebida no PES 2016, no qual esses passes são os fatores
que decidem as chances de gol. Gols, aliás, que estão muito mais fáceis de
acontecer nesta versão da Konami, mas não de uma forma ruim. Poucos goleiros
são verdadeiros gatos (ai, lindos!) que fecham o gol, logo faz sentido um chute
cruzado entrar no gol e o arqueiro não alcançar. O reflexo dos goleiros tá
muito mais apurado.
De
forma geral, a movimentação dos jogadores (tirando o sistema de defesa) ainda é
muito mais realista no FIFA. Desde a cobrança de um escanteio, uma falta, até
nos dribles e comemorações.
P.S.: o PES 2016 traz
“easter eggs” nas comemorações. Explore o cenário, corra com seu jogador para
falar com uma câmera, ou pular as placas publicitárias, use sua imaginação.
Times Brasileiros
O
FIFA tem times brasileiros, mas não todos. E eles não estão em uma liga
propriamente dita, estão no “Resto do Mundo”. Sem Campeonato Brasileiro, sem
Copa do Brasil, sem Copa Sul-Americana, sem Libertadores. O que existe é uma
chamada Copa da América Latina, e ainda assim sem equipes como Corinthians e
Flamengo, detentoras das maiores torcidas do Brasil.
No
PES estas competições foram licenciadas e estão presentes, assim como os dois
times citados acima, de forma exclusiva. Até que forma isso influencia na
imersão? Bom, pessoalmente posso dizer que nos modos carreira isso fica
evidente.
No
FIFA eu sou praticamente obrigado a jogar em times da Europa, o que nunca me
agradou. No PES 2016 eu comecei o modo Rumo ao Estrelato, fui alocado na Ponte
Preta e, conforme meu time foi vencendo, fomos subindo na tabela. E, assim como
acontece na vida real, os quatro primeiro colocados garantem vaga na
Libertadores. Abaixo disso existe a zona de classificação para a Sul-Americana
e, ao menos psicologicamente, isso muda completamente o seu incentivo de jogar,
já que existe agora a gana de disputar uma Libertadores pelo seu time.
Ainda
não fui campeão, então não sei se o primeiro da Libertadores disputa um torneio
mundial entre clubes do mundo, o que seria bem legal. Se você souber dessa
informação, deixe aqui embaixo na área de comentários.
“Então
o PES é melhor, Toad?”
Ainda
não. Isso por causa de algumas bizarrices em alguns times, nos quais estão
faltando alguns jogadores, ou no caso de jogadores como o Fred do Fluminense,
que está loiro e recebeu o nome de D. Soares, de uma forma genérica. O mesmo
acontece com Fernando Prass e Valdivia.
No
Flamengo, não estão presentes o Guerrero (que tá na seleção do Peru), nem o
Emerson Sheik. O Rogério Ceni também foi aposentado no São Paulo, uma atitude
que deveria ser copiada na vida real.
Então…
não tá perfeito em nenhum dos jogos, infelizmente. Como eu disse recentemente
no Twitter:
Times femininos

existem no FIFA 16 e tá muito legal de jogar. A Marta está na seleção
brasileira e ficou até parecida.
É
legal perceber que a EA manteve as características físicas e técnicas das
jogadoras de cada uma das seleções. Se você acompanha o futebol feminino, vai
notar a semelhança na forma de correr de algumas jogadoras, por exemplo, além
da diferença do tempo de bola entre elas e os jogadores homens.

fiquei um pouco decepcionado porque não dá pra jogar homens contra mulheres.
Apesar da perceptível diferença física, seria legal deixar aberto para quem
quiser escolher. Talvez no futuro.
Konami,
olha aí uma oportunidade de ter mais um diferencial.
Fim de Jogo
Se
no ano passado eu fui taxativo ao dizer que não iria jogar PES 2015, hoje dou o
braço a torcer e faço exatamente o contrário: com certeza vou continuar jogando
PES 2016.
Ele
é melhor que o FIFA 16? Não, não é. No conjunto da obra, o FIFA ainda é um game
mais completo. Por isso, esse aqui é meu plano em relação aos dois títulos:
Jogar
FIFA 16 para partidas online com meus amigos, com equipes cada vez melhores;
Jogar partidas usando o novo recurso Draft, onde podemos criar um time
temporário com os melhores jogadores do mundo, numa pegada futebol de rua
quando escolhíamos a molecada pro nosso time em turnos; Além de poder jogar com
equipes femininas.
Jogar
PES 2016 no modo carreira em times brasileiros, além de disputar campeonatos
que fazem parte do nosso dia a dia, como o Campeonato Brasileiro, Copa do
Brasil e Libertadores.
Espero
poder ter ajudado de alguma forma na sua escolha inicial, dado uma visão mais
completa destes dois jogos e mostrado as vantagens e desvantagens de cada um.
E
aí? Vai começar por onde? Qual é o melhor jogo entre os dois na sua opinião?
Deixe seu recado aqui embaixo na área de comentários.
Abraços!

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