quarta-feira, setembro 23, 2020
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Filha de Coutinho fala de local que pai morreu afogado.

SPORTV
– Campos de futebol e as águas do mar. Esses eram os ambientes mais
frequentados por Claudio Coutinho quando o assunto era esporte. Preparador
físico por formação, com experiência nessa função por clubes e seleção
brasileira, Coutinho também foi treinador do Flamengo, do Brasil, do Vasco e do
Botafogo. Adepto do mergulho, o ex-técnico que ajudou a montar o time
Rubro-Negro campeão da Libertadores e do mundo em 1981 veio a falecer em
novembro daquele ano fazendo o que mais gostava nos tempos livres: a pesca submarina.
Sua
filha Claudia Coutinho, que já o acompanhou quando criança nos mergulhos,
revelou a emoção de já ter retornado as Ilhas Cagarras, local onde seu pai
morreu. Médica e também apaixonada por esportes aquáticos, ela afirmou que
estar no arquipélago próximo a praia de Ipanema significa estar em um local
“muito sagrado”.
– Já
voltei várias vezes. Inclusive já nadei das Cagarras até Ipanema numa
travessia. Na verdade a dor está dentro de mim. Não está naquele lugar. E a dor
vai ficar aí. Do momento que eu soube da notícia até agora, é igual. Muda a
forma de lidar com ela. Você acostuma com essa dor. Estar nas Cagarras
significa estar num lugar muito bonito, muito especial, muito sagrado, que não
tem nenhuma culpa do que aconteceu – revelou.
Claudia
tinha 16 anos quando perdeu seu pai. Ao longo desses 33 anos, a Dra. Claudia
Coutinho amadureceu, tornou-se médica, passou a integrar o departamento médico
da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Ela também virou mãe
e um dia convidou seu filho Gabriel para visitar um lugar que o vovô adorava. E
foi surpreendida com um gesto que seu pai fazia quando a levava para o
mergulho.

Botei o Gabriel de máscara e respirador e fui mostrar a cidade dos peixes (como
Claudio Coutinho se referia a Ilha de Carragos). Fui de mão dada com ele. Foi
muito emocinante. Teve uma hora que ele apertou a minha mão e apontou
igualzinho meu pai fazia comigo. Fiquei tão emocionada que dentro da máscara
fiquei com os olhos cheios d’água. Você vê que a coisa continua, não acaba. Eu
tenho esse carinho muito grande pelo mar. O que aconteceu com meu pai não mudou
isso. Continuo apaixonada pelo mar. Ele me ensinou isso – contou.
Coutinho
teve duas passagens pelo Flamengo. A primeira foi de 1976 à 1977, sendo
interrompida para assumir a seleção brasileira. Ele retornou à Gávea em 78,
logo após a Copa, e ficou até 1980. Quando faleceu, em 1981, Cláudio Coutinho
era treinador do Los Angeles Aztecs, dos Estados Unidos. Outros clubes da
carreira foram Vasco e Botafogo. Preparador físico por formação, ele integrou a
comissão técnica da seleção brasileira durante a Copa de 1970 nessa função, a
mesma que desempenhou no Olympique de Marselha em 1975 e no time olímpico da
Seleção em 1976.

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