terça-feira, setembro 29, 2020
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Filho de Fernando Collor comanda a NBA no Brasil.

EXTRA
GLOBO – Desde 2013, o universo da NBA se aproximou ainda mais do Brasil,
principalmente com a realização de jogos da pré-temporada da principal
competição de basquete do mundo. No sábado, o Rio recebe a terceira edição do
NBA Global Games no país, com a partida entre Orlando Magic e Flamengo, na HSBC
Arena, na Barra da Tijuca. À frente dos planos da liga americana em solo
brasileiro está o economista Arnon de Mello. O sobrenome é conhecido, herdou do
pai, Fernando Collor de Mello, ex-presidente da república e atual senador pelo
PTB-AL.

Nos
eventos esportivos, o diretor-executivo da NBA no Brasil não faz comentários
sobre o pai e nem sobre suas escolhas políticas. Mas reconhece que o país passa
por uma grave crise financeira e, mesmo assim, isso não estraga os planos da
liga americana para o mercado brasileiro, considerado muito importante para os
americanos.
O Brasil atingiu a expectativa da NBA nos
últimos três anos?
Mais
do que esperávamos. Antes, eram dois jogos por semana sendo transmitidos pela
TV fechada. Hoje, temos 15 partidas. Isso é um aumento enorme de exposição dos
nossos jogos, com os torcedores tendo mais oportunidade para acompanhar. Além
disso, temos a loja virtual, com o Brasil tendo o maior crescimento de venda de
produtos da NBA do mundo. O formato da parceria com o Brasil é única no mundo e
está virando exemplos para outros países.
Há o crescimento no número de fãs no país?
Vimos
numa pesquisa que o número de superfãs, que é a pessoa que vê todos os jogos e
compra produtos, aumentou em 1,5 milhão. Assim, conseguimos ultrapassar o MMA e
estamos atrás apenas do futebol e do vôlei. Com o provável sucesso da seleção
brasileira nas Olimpíadas do ano que vem, voltaremos a ser o segundo esporte no
coração do brasileiro.
Existe a vontade de levar a NBA para a TV
aberta?
Nunca
foi um projeto nosso. Alguns esportes, como o basquete e o tênis, são
complicados para a TV aberta. As partidas não têm hora para acabar, pois não há
empate. Por isso, vemos que é muito difícil entrar numa grade de TV aberta, que
é engessada e restrita. Na TV aberta, nosso objetivo é aparecer na pauta
esportiva, com a cobertura dos resultados e dos eventos.
A crise econômica que atinge o Brasil
afeta os planos da NBA no país?
Para o
próximo jogo, conseguimos mais parceiros, o que fez com que o valor do ingresso
diminuísse em relação ao do ano passado. Com isso, acredito que os torcedores
lotem as arquibancadas. É obvio que o momento difícil atrapalha em muitos
lados, mas não atinge o nosso planejamento a longo prazo. A visão da NBA
continua a mesma.
A NBA vê que falta ginásios com boa
estrutura no país?
Conversamos
bastante, mas essa discussão atinge muita gente, até o pode público e a
iniciativa privada. E, pelo que passamos atualmente, não é o melhor momento
para conversar sobre isso. O Brasil não precisa de grandes arenas, com
capacidade para 15 mil pessoas, como a Arena da Barra. É necessário investir em
ginásios menores, com capacidade de sete a nove mil lugares. Digo isso não para
receber jogos da NBA, pois nesses casos um, ou duas arenas grandes, são o
suficientes.
Para a Rio-2016, a seleção brasileira terá
a participação dos jogadores que atuam na NBA?
Todos
os grandes jogadores querem participar das Olimpíadas e a NBA vê isso com bons
olhos. Vamos começar essa temporada com o número recorde de brasileiros na liga
(nove), tornando o país o terceiro com mais representantes. Dos nove, a maioria
deve ser convocada para fazer parte de um grupo de 12 jogadores. A base da
seleção está na NBA, assim como acontece com outros países.
Mas a torcida fica desconfiada com alguns
nomes, que já pediram dispensa em outros anos…
A
formação do calendário passa por melhorias nos últimos anos. Na Copa do Mundo
de 2012, na Espanha, todos os jogadores foram, não só os brasileiros. Mas temos
que entender os motivos da dispensa. Há alguns anos, o Nenê (pivô do Washington
Wizards) enfrentou um câncer e não pôde jogar. Além disso, a temporada da NBA é
muito cansativa, com até quatro jogos por semana. Acredito que deveria ter uma
rotação na hora de convocar os jogadores da NBA e todos serem chamados juntos
apenas nas competições mais importantes, como Copa do Mundo e Olimpíadas. Isso
é importante até mesmo para dar chance a nova geração. Em 2015, o Brasil mandou
uma equipe reserva para o Pan-Americano e ganhou a medalha de ouro.
Em 2016, o Rio será a “capital
mundial” da NBA?
Sem
dúvidas. Mais de 80% dos jogadores que irão atuar nas Olimpíadas são da NBA. É
uma concentração de talentos muito grande, diferente até do futebol, que
dificilmente terá os seus grandes astros, como o argentino Messi, na Rio-2016.
Por isso, o basquete se torna o esporte coletivo de mais visibilidade dois
Jogos.
Antes de ser dirigente da NBA, sua única
experiência no esporte foi na presidência do CSA de Alagoas, entre 1999 e 2001.
Qual é a diferença?
A NBA
é um exemplo de estrutura e organização. Na minha época, o futebol era confuso
e amador. Infelizmente, pelo que vejo, pouca coisa mudou. A NBA não responde a
confederações e federações. São 30 times, com seus donos, que se reúnem e fazem
a competição acontecer. O futebol ainda é muito confuso com essa questão de
federações e confederações.

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