sexta-feira, setembro 18, 2020
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Finais dos Estaduais de Rio-SP têm inversão de forças.

Rodrigo
Mattos – As finais dos Estaduais do Rio de Janeiro e de São Paulo têm uma
inversão de forças entre os seus oito times grandes em relação ao que ocorreu
no Brasileiro-2014. Quem esteve mal no Nacional chegou às decisões. Quem fez
boas campanhas ou pelo menos razoáveis foi eliminado nas semifinais do final de
semana.

No
Paulistão, classificaram-se à final Palmeiras e Santos contra Corinthians e São
Paulo, respectivamente. No ano passado, o time palmeirense lutou para não cair
no Brasileiro: ficou em 16o lugar; e a equipe santista terminou em 9o. Já os
eliminados corintianos e são-paulinos classificaram-se para a Libertadores, com
a quarta e a segunda posições.
Como
se explica essa inversão? No caso do duelo na Vila Belmiro, o São Paulo teve
uma queda de desempenho considerável, perdido apesar de reforços. Já o Santos
se reconstruiu das cinzas com seus garotos mesmo enfrentando uma crise
financeira que lhe fez perder parte do elenco.
O
dérbi foi equilibrado e tanto corintianos como palmeirenses poderiam sair
vitoriosos dos penais. Mas isso é uma demonstração da recuperação do time
alviverde que contratou uma série de jogadores e conseguiu aumentar sua fonte
de receitas, o que o elevou a patamar pelo menos similar ao rival.
No Rio
de Janeiro, os finalistas são o Botafogo, rebaixado para a Série B, e o Vasco,
que é oriundo da Segundona. Deixaram para trás o Fluminense (6o colocado) e o
Flamengo (10o), que podem não ter feito campanhas brilhantes, mas estavam à
frente dos rivais.
Por
que a troca de posições? Quebrados e com novos presidentes, botafoguenses e
vascaínos tiveram uma trajetória similar com elencos modestos, uma tentativa de
arrumar a casa financeiramente e a aliança com a Ferj (Federação de Futebol do
Rio). Seus elencos foram o suficiente para ter jogos equilibrados contra os
adversários, e derrotá-los sem sobras.
No
caso tricolor, isso pode ser explicado pelas perdas do time após o rompimento
com a Unimed: tornou-se uma equipe de garotos. O Flamengo deveria ter vantagem
sobre os rivais pelo seu maior investimento, mas seu técnico Vanderlei
Luxemburgo não foi capaz de traduzir isso em campo. Somado a isso, ambas as
equipes foram prejudicadas por árbitros e pela Justiça Desportiva, no caso do
Flu.
Essa
inversão de forças nas finais dos Estaduais não significa que isso vai se
repetir nas competições mais importantes como Brasileiro, Copa do Brasil e
Libertadores. Até porque o desempenho nos regionais, em boa parte das vezes,
tem tido pouca relevância para se projetar o que acontecerá no restante da
temporada.

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