domingo, setembro 27, 2020
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Fla agiu certo, mas afastamentos costumam piorar situação.

UOL – O
Botafogo estava em 16o lugar, fora da zona de rebaixamento, quando o presidente
Maurício Assumpção anunciou o afastamento de Bolívar, Júlio César, Edílson e
Émerson Sheik. Terminou a campanha em 19o lugar, rebaixado irremediavelmente.

Faz
quase treze meses e o Flamengo repete o noticiário dos afastamentos, agora com
mais razão. Aqui se estava prestes a escrever “muito mais razão.” Não é tanto
assim. Se a festa foi em Vargem Grande, perto do local de treino, mas não no
horário da concentração nem de treino.

Então
era período sem compromisso com o clube.
Mas
não se vai discutir aqui se era justo ou não o afastamento. A punição aconteceu
por não entenderem a gravidade do momento e que a imagem deles como jogadores
do Flamengo precisa ser preservada. Representa também a imagem do clube.
Só que
eles estavam em hora de folga.
A
questão aqui a ser tratada não é se a punição é justa ou injusta. É a
conseqüência.
Não
são comuns as punições que resultam em reviravolta na campanha no mesmo campeonato.
No caso do Botafogo, ano passado, piorou o que já era ruim.
O
Corinthians, em 2001, afastou nove jogadores por decisão de Vanderlei
Luxemburgo, o técnico da época. Saíram Ávalos, Marcos Senna, Pereira, Gallo,
Índio, Fernando Baiano, Maurício, João Carlos e Fábio Luciano.
A
punição aconteceu 23 dias depois da derrota para o Grêmio na final da Copa do
Brasil e vinte dias antes da estreia no Campeonato Brasileiro. Naquela
campanha, o Corinthians ficou em 18o lugar num Brasileirão disputado por 28
clubes.
A
única lembrança boa de casos de afastamentos assim deu-se na Portuguesa de 1972
— e não naquele mesmo campeonato.
Em 13
de setembro de 1972, o presidente da Portuguesa, Oswaldo Teixeira Duarte,
dispensou seis jogadores importantes por falta de empenho. Os dispensados foram
Marinho Peres, Ratinho, Piau, Samarone, Héctor Silva e Lorico. A dispensa
aconteceu na mesma noite da derrota por 1 x 0 para o Santa Cruz, no Parque
Antártica. A Portuguesa havia vencido o jogo anterior contra o América Mineiro
por 1 x 0. Não ganhou nenhuma das onze partidas seguintes às dispensas.
Então,
também deu errado.
Só que
no ano seguinte, a Portuguesa foi campeã paulista, onze meses depois das
demissões.
O
único jeito de o episódio rubro-negro ser positivo é começar a montagem de um
time capaz de ser campeão brasileiro no ano que vem.
PVC

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