sábado, setembro 19, 2020
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Fla entra no modo desespero e perde outra final.

Flamengo de Reinaldo Rueda sofreu, levantou, se machucou e se curou em uma aventura de quatro meses que, apesar de todas as emoções, termina frustrante sob os comandos do vitorioso técnico colombiano. Em um Maracanã lotado por mais de 60 mil pessoas, a história se repetiu. Como em 1995 na Supercopa, o Independiente fez a festa e comemorou no Maracanã..
O time rubro-negro lutou muito, saiu na frente com Lucas Paquetá, mas sofreu gol de empate – Barco converteu pênalti marcado com o auxílio do árbitro de vídeo – e viu o Independiente comemorar de novo com o 1 a 1 no Rio.
O segundo vice-campeonato de 2017 – que termina apenas com a conquista do Carioca e a segunda colocação da Copa do Brasil e da Sul-Americana – marca um ano de expectativas altas e frustrações muito maiores. Foram três finais na temporada de mais de 80 jogos e um título – depois de não conseguir virar placar adverso de 2 a 1 para o “Rojo” em Buenos Aires.

Rueda perdeu duas finais com o Flamengo (Foto: André Durão)Rueda perdeu duas finais com o Flamengo (Foto: André Durão)

Rueda perdeu duas finais com o Flamengo (Foto: André Durão)
A derrota em outra decisão dói, mas também cria casca fundamental contra nova eliminação precoce na Libertadores de 2018. Se passou longe de montar uma grande equipe, o técnico colombiano buscou caminhos e soluções que o Fla não parecia encontrar mais em 2017. Cabe à diretoria dar condições para que o colombiano molde esse Rubro-Negro que “pelea” mais do que “baila” ou encanta.
Depois de um cenário de caos e guerra do lado de fora do Maracanã, a bola rolou para jogo tenso na final da Sul-Americana. O Flamengo tomou a iniciativa, mas encontrou argentinos organizados e com paciência em dia para esperar o passe certo e não desperdiçar a bola. Não faltou raça, mas um pouco mais de futebol. O time argentino foi o melhor do confronto e mereceu mais um título continental.
Confira os destaques de Flamengo e Independiente:
Paquetá é o melhor
Mais uma vez, o garoto Paquetá chamou a responsabilidade. Foi dele o gol que abriu o placar. Era na canhota do camisa 29 que o Flamengo desacelerava e acelerava, saindo da marcação do Independiente. O camisa 29 marcou aos 29 minutos e conseguia segurar a bola e atrair a marcação de até três jogadores. No início do segundo tempo impressionou ao arrancar com a bola desde o meio de campo e, mesmo perseguido, girar e chutar, no chão, para defesa de Campaña.

Lucas Paquetá comemora gol (Foto: André Durão)Lucas Paquetá comemora gol (Foto: André Durão)

Lucas Paquetá comemora gol (Foto: André Durão)
Bola parada, de novo, a arma do Fla
Em duas faltas, dois lances de perigo do Flamengo. Tal qual em Buenos Aires, o jogo aéreo do Rubro-Negro assustou o Independiente. Primeiro, Juan colocou por cima. Depois, o veterano desviou no segundo pau e encontrou Réver – em jogada ensaiada do Fla -, que colocou para o meio da área. Paquetá marcou. No fim, Réver quase desempatou de cabeça.

Réver levou vantagem pelo alto (Foto: André Durão)Réver levou vantagem pelo alto (Foto: André Durão)

Réver levou vantagem pelo alto (Foto: André Durão)
Avenida Trauco, esquina com Rua Everton Cuéllar
Como aconteceu no primeiro jogo, em Buenos Aires, o time de Ariel Holan explorava os lados do campo – principalmente nas costas de Trauco. Cuéllar tentava ajudar e chegou a impedir uma enfiada de bola. Mas, na segunda, em cima de Meza, um leve puxão e um trançar de pernas deu o pênalti do empate para Barco marcar – no lance, o árbitro de vídeo foi acionado e Wilmar Roldan, da Colômbia, assinalou a penalidade máxima. Trauco saiu no início da segunda etapa para a entrada de Vinicius Junior.
Apesar de acertar lindo passe para Everton no início do jogo, o colombiano não viveu a melhor noite. Perdeu depois na corrida para o grandalhão Gigliotti, que quase marcou um golaço. No segundo tempo, não encontrava a marcação dos argentinos. Levou lindo drible entre as pernas de Barco e ficou no chão. Everton, na lateral no fim do jogo, também foi facilmente envolvido.

Diego não teve boa atuação (Foto: Estadão Conteúdo)Diego não teve boa atuação (Foto: Estadão Conteúdo)

Diego não teve boa atuação (Foto: Estadão Conteúdo)
Diego não aguenta
Em jogo que Diego mostrou muita raça e conseguiu achar alguns bons passes no primeiro tempo – como em boa enfiada de bola para Willian Arão, que cruzou mal -, o segundo tempo mostrou que a maratona cobrou caro para o camisa 10, estrela do time. O melhor lance de meia do Flamengo saiu dos pés de Felipe Vizeu. O centroavante recuou e deixou Everton na cara do gol, mas ele chutou fraco, nas mãos de Campaña. Diego foi superado na marcação e pareceu sem forças na segunda etapa.
Fla para, e Independiente aproveita
Aplaudido ao entrar, Vinicius finalizou no primeiro lance. Mas fez pouco. Esteve bem marcado e só conseguiu encontrar espaços para finalizar no lance que Paquetá criou e chutou para desvio de Arão. A bola saiu por pouco. Rueda ainda colocou Éverton Ribeiro na vaga de Cuéllar e Lincoln, em Paquetá, para os últimos 15 minutos. A melhor chance foi na cabeça enfaixada de Réver, saltando muito alto e colocando perto da trave direita de Campaña. O zagueiro ainda tentou de perna esquerda, mas chutou por cima nos acréscimos.

Comemoração gringa no Maracanã (Foto: André Durão)Comemoração gringa no Maracanã (Foto: André Durão)

Comemoração gringa no Maracanã (Foto: André Durão)
O Independiente poderia ter vencido o jogo, tamanho espaço que teve no segundo tempo. O Flamengo entrou em desespero e se desorganizou completamente. O terreno ficou livre e o jogo até controlado pelo Independiente. Barco fez o que quis pelos lados e Gigliotti perdeu na cara do gol.
Fonte: GE

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