terça-feira, setembro 29, 2020
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Fla-Flu Truncado.

Imagem: Reprodução / Internet

BUTECO
DO FLAMENGO
: Salve Buteco! O Fla-Flu de ontem, no Pacaembu, foi muito ruim, uma
injustiça para a vibrante e fiel torcida rubro-negra paulista. Com um público
semelhante ao Fla-Flu disputado em Brasília há quase um mês atrás, o clássico
dos clássicos brasileiros dessa vez deixou muito a desejar no aspecto técnico
por ambas as equipes, o que talvez seja fruto da exaustiva maratona de jogos a
que ambas vêm sendo submetidas. O Fluminense me pareceu ter começado melhor em
ambas as etapas; no primeiro tempo, com o nosso Cuéllar tendo dificuldades para
marcar Diego Souza e no segundo tempo errando alguns passes, fugindo do seu
correto padrão técnico. Todavia, pareceu-me que a tônica do jogo foi o Flamengo
no campo do Fluminense, porém com sua segunda linha de quatro funcionando mal,
sejam os pontas, sejam os meias internos. Os passes não saíram e o jogo foi
muito truncado, resultando em mais uma atuação com Guerrero isolado na frente.
O Fluminense ameaçou em contra-ataques rápidos e na bola aérea, quando Cícero
quase abriu o placar no primeiro tempo em um lance de indecisão de Willian Arão
e Wallace. Em linhas gerais, achei que o sistema defensivo funcionou melhor do
que no último Fla-Flu, tendo Paulo Victor feito uma boa partida, assim como
Diego Cavalieri pelo lado tricolor, em um Fla-Flu no qual o Mais Querido finalizou
um maior número de vezes.

Houve
reclamações no estádio em relação a Marcelo Cirino, segundo informou a
transmissão da Rede Globo, e nas redes sociais em relação a Emerson Sheik.
Todavia, observo que os pontas, em que pese terem irritado mais a torcida pela
quantidade de lances perdidos, foram mais voluntariosos e participativos em um
jogo truncado e de baixo nível técnico. Emerson Sheik, por exemplo, sofreu duas
faltas importantes não assinaladas pelo árbitro Rodrigo Carvalhaes. Vários
torcedores esperavam que Ederson permanecesse em campo, mas deve-se ponderar
que foi menos participativo que os pontas e também errou passes, apesar de ter
sido importante na bola parada. Como se não bastasse, ainda segundo a
transmissão da Rede Globo, permaneceu em campo exatos cinco minutos a mais do
que na partida contra o Confiança, o que permite imaginar que a sua volta está
obedecendo um cronograma planejado, dentro da cuidadosa filosofia implantada
pela Comissão Técnica, que vem tendo inegável sucesso na prevenção de
contusões. Calculo que cuidado semelhante esteja sendo tomado com Alan Patrick.
Por
outro lado, os torcedores não deixam de ter razão quando indagam ao treinador
Muricy Ramalho por que não utilizou todas as substituições, dado que a maratona
é exaustiva e quarta-feira o time disputará uma partida decisiva contra o
Atlético/PR pela semifinal da Primeira Liga. A torcida deveria levar em conta,
em contrapartida, que o normal é o treinador escalar os jogadores em melhores
condições e tentar acertar o time.
Enfim,
acho muito cedo para condenar o esquema (4-1-4-1 e não 4-3-3!) e mesmo os
jogadores. O time já jogou bem com esse esquema tático. Ainda que algumas
críticas, como a do amigo @bittencourt23, sejam pertinentes, no sentido de que
há muitos jogadores “carregadores de bola” no time e poucos
“pensantes”, o trabalho deve ser julgado a longo prazo, até porque as
circunstâncias são bastante difíceis e nem todos os jogadores estão no mesmo
patamar em nível de condições físicas, o que certamente influi na escalação. Ao
menos temos um time organizado dentro de campo, em que pese não ter apresentado
um bom futebol nas últimas partidas.
***
O
Pacaembu mostrou que pode ser uma ótima alternativa para o Flamengo durante o
ano de 2016. Comparando com Brasília, São Paulo talvez perca no quesito número
de sócios-torcedores, mas ainda assim é uma região com enorme número de
torcedores rubro-negros, certamente de alto poder aquisitivo, e de localização
central, considerando o eixo sudeste, e de logística incomparável, em razão da
infra-estrutura aeroviária e rodoviária. O custo operacional tende a ser mais
barato e o desgaste das viagens também tende a ser minimizado.
É
claro que isso não significa que Brasília não deva ser utilizada, assim como
Juiz-de-Fora, por exemplo. Todavia, por razões óbvias, inclusive porque o
Flamengo não terá a concorrência dos grandes paulistas para utilizá-lo, o
Pacembu aparece como uma solução bem mais racional, especialmente pelas
constantes viagens que parecem estar aumentando o desgaste físico do elenco.
Salvo outro ataque de venalidade da CBF e da FFERJ, bastaria a Diretoria se
acertar com as autoridades paulistas de segurança pública com base no
calendário dos grandes locais.
***
Independentemente
da solução para 2016, acredito que já passou do momento de aceitar o fato de
que o Maracanã jamais será “do Flamengo” e nem por ele administrado.
É mais do que necessário partir para a aquisição de um terreno e a construção
de um estádio próprio, adquirindo a tão sonhada independência e atingindo um
novo patamar na história do clube. É importante ocasionalmente atender algumas
praças e prestigiar a Nação espalhada por todo o Brasil de dimensões
continentais, o que é bem diferente de termos um Flamengo cigano, como vem
ocorrendo.
***
Maratona
de jogos, multiplicidade de estádios, contusões e recuperação de importantes
jogadores, viagens constantes, arbitragens desfavoráveis, briga política com a
FFERJ e a CBF, tudo isso forma um contexto extremamente negativo. À medida em
que o time enfrenta a parte mais difícil do calendário no primeiro semestre e a
qualidade das apresentações diminui, o treinador expõe o problema e começa a
ser criticado pela torcida, curiosamente após três meses de trabalho, média
histórica de duração dos treinadores no clube há muitos anos, inclusive na
gestão Eduardo Bandeira de Melo.
Bem ou
mal, é o melhor treinador que o Flamengo tem em anos. Voltar para a ciranda
tri/quadrimestral seria um retrocesso desastroso. Cabe à Diretoria resolver o
problema apontado por Muricy ou, mudando a postura do último triênio,
efetivamente prestigiá-lo e trabalhar a longo prazo, sendo coerente com o
discurso e suportando a pressão de sua exausta e impaciente torcida.
***
Como
sempre, gostaria de ler as ponderações [email protected] [email protected] quanto aos temas que abordei
e, especialmente, as perspectivas para a partida de quarta-feira contra o
Atlético/PR pela Primeira Liga, em Juiz-de-Fora, as 21:45h.
Bom
dia e SRN a [email protected]
Gustavo
Brasília

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