sábado, setembro 26, 2020
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Fla foi o 7º que mais arrecadou com bilheterias no 1º turno.

ÉPOCA
ESPORTE CLUBE – A renda do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, aquela que
aparece no telão do estádio no segundo tempo, é bonita: R$ 120 milhões. Mas nem
tudo disso fica com os clubes. Deste valor são descontados impostos, taxas de
federações, despesas da partida, penhoras… No fim do cálculo, sobraram cerca de
R$ 65 milhões para os 20 times da primeira divisão nacional. E o Palmeiras, que
demorou a engrenar em campo e ocupa “só” a quinta posição na tabela,
lidera com folga o ranking de bilheterias. Com muita folga.

É o
“efeito Allianz Parque”. A média de público aumentou de 14.920 no
primeiro turno de 2014 para 34.276 no de 2015. Subiu também o preço do
ingresso. Se há mais gente na arquibancada, pagando mais para estar lá, a
receita líquida dispara. Os R$ 2,2 milhões lucrados nesta fase da temporada
passada, quando o time, desabrigado, teve de ir a Pacaembu, Fonte Luminosa
(Araraquara) e Prudentão (Presidente Prudente), foram para cerca de R$ 15
milhões.
O
vice-campeão de bilheterias, antes acostumado a encabeçar a lista, é o
Corinthians. O clube paulista conseguiu R$ 8,3 milhões, contra R$ 11 milhões da
mesma etapa em 2014. Caiu? Caiu, mas não é estranho que isso aconteça. Estádio
de futebol atrai mais público logo após a estreia porque há o fator
“novidade”. Como uma casa de shows. O sujeito vai até lá para conferir
como é. Se não for um corintiano engajado, demora a voltar. Mesmo com um time
que lidera o primeiro turno, a média de público caiu de 28.803 em 2014 para
27.592 em 2014. Só a estreia, no ano passado, rendeu R$ 2,3 milhões. O
Palmeiras ainda aproveita este “doping”. O Corinthians, não.
O
terceiro lugar é do Grêmio. O Gre-Nal, disputado na Arena do Grêmio no primeiro
turno deste ano, contou bastante, com receita líquida de R$ 1,46 milhão. O
terceiro lugar na tabela, com a equipe treinada por Roger, também ajuda a
empolgar a torcida. O Atlético-MG, em quarto, passou a jogar mais vezes no
Mineirão e menos no Independência, e isso pesa muito no bolso. O São Paulo se
beneficia de ter um estádio próprio, ainda que ultrapassado e com média de
público a desejar, e completa a lista dos cinco primeiros.
O Palmeiras ganha mesmo tudo isso?
Nem
tudo o que aparece no borderô que o Palmeiras entrega à Confederação Brasileira
de Futebol (CBF), fonte do levantamento para esta reportagem, é dinheiro de
verdade. Hein? Vamos por partes.
No
boletim financeiro acima, da última rodada que os palmeirenses jogaram em casa,
há os seguintes itens: qual é a arquibancada, quantos ingressos estavam à
venda, quantos foram devolvidos, quantos foram vendidos, qual era o preço e
qual foi a arrecadação. Note que o preço está zerado para determinados setores,
aqueles ocupados por sócios-torcedores do Avanti, mas há uma receita.
O
preço do ingresso está zerado porque, na mesma arquibancada, entraram
associados com descontos de 25%, 50%, 75% e 100%, a depender do plano que ele
possui, além de descontos dados a clientes de parceiros do Avanti, como o Itaú.
Em vez de gerar um borderô com várias páginas e uma linha para cada tipo de
torcedor em cada setor, o Palmeiras agrupa todos na mesma linha e zera o valor
do ingresso.
Só que
o Palmeiras coloca na “arrecadação” o valor cheio, como se tíquetes
tivessem sido comprados sem desconto. Um fulano que tenha 50% paga só metade do
bilhete, mas o clube coloca o preço inteiro no documento para que seja
tributado pelas autoridades. É um número meramente contábil, e não há nada de
errado nisso. Só muda a receita que o time efetivamente tem. Ela não pode ser
calculada tendo como base somente os boletins financeiros da CBF.
Luciano
Paciello, diretor financeiro palmeirense, informou à reportagem que um caminho
para chegar à receita líquida “real” é descontar, do total, 10%. Esta
é a média, grosso modo, que o clube dá em descontos aos sócios-torcedores que
compram ingressos. Como a soma das receitas no primeiro turno deu R$ 16,8
milhões, basta subtrair 10% para chegar ao valor aproximado, R$ 15 milhões.
O
Corinthians também zera os preços de ingressos por causa dos diferentes tipos
de sócio-torcedor que frequentam cerca arquibancada, mas a arrecadação exibida
no borderô é efetivamente a que entrou em caixa, conforme informou a Arena
Corinthians a ÉPOCA. Já Atlético-MG e Cruzeiro não zeram valores de associados
no documento, mas usam valores “contábeis” para efeito de tributação
que não entraram em caixa. Como os mineiros mostram, no término do boletim
financeiro, quanto é dinheiro “de verdade” e quanto é dinheiro
“contábil”, os valores de ambos são precisos.

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