Fla Meritocracia.

Éverton Ribeiro e Dario Conca no Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

FALANDO DE FLAMENGO: Por Thiago Nascimento

Não é
novidade para ninguém que o Flamengo tem apresentado um futebol medíocre há um
bom tempo. Mas, acredito que para alguns, essa realidade seja uma novidade. Mas
para quem curte um futebol bem jogado, com certeza já vem reparando nas
atuações do time Rubro Negro há muito mais tempo.
Em
algumas partidas do Carioca desse ano, já era possível constatar atuações
individuais e/ou coletivas muito aquém do que esse elenco e comissão técnica
podem entregar para o torcedor do Flamengo.
Quem
acompanhou de forma mais atenta o campeonato conquistado pelo Flamengo em 2017,
com certeza observou que os adversários do Rubro Negro da Gávea, possuíam um
nível técnico muito inferior, se comparado com o elenco do Flamengo. Além
disso, é fato que, na maioria dos clássicos disputados o time jogou muito
abaixo do padrão exigido para uma equipe de futebol do Flamengo,
independentemente do resultado final: fosse uma derrota, fosse um empate ou até
mesmo na vitória que consagrou o clube campeão pela trigésima quarta vez.
Na
Copa do Brasil, a equipe foi sofrível. Conquistou um empate horroroso contra o
Atlético-GO em casa, e uma vitória fora de casa. Vitória essa que por pouco não
se transformou em mais uma trágica eliminação, devido a mais uma pavorosa
atuação naquela noite.
Na
Libertadores, o time atuou muito mal em todos os jogos fora de casa. O que
acarretou em mais um papelão em tal competição.
Sobre
a Primeira Liga… é melhor nem comentar. Afinal de contas, um campeonato curto e
que é disputado pelo time de reservas do Flamengo e times reservas de outros
clubes… não deve ser levado a sério, não é mesmo?
E
recentemente, observamos que o Flamengo está na décima quinta posição do
Campeonato Brasileiro, após 6 rodadas disputadas. Tal posição é horripilante,
se levarmos em consideração que a maior torcida do Brasil almeja ver o clube
campeão brasileiro novamente, após um longo tempo de reestruturação administrativa
e financeira.
Em
meio a todo esse cenário, eis que surge a palavra meritocracia no futebol Rubro
Negro. Ora meus amigos… tal palavra surge agora? No mês de Junho? Essa famosa e
tão corriqueira palavra no meio profissional surge apenas nesse momento? A
meritocracia não deve ser um item primário e permanente em qualquer ambiente de
trabalho?
Obviamente,
jogadores e técnico (principalmente) possuem as suas respectivas parcelas de
culpa no esdrúxulo futebol apresentado pelo time Flamengo. Porém, cabe uma
ressalva:

Aonde estava a meritocracia quando se escalou times reservas na Primeira Liga?

Aonde estava a meritocracia nos consecutivos clássicos que o Flamengo disputou
no Carioca e foi muito mal?

Aonde estava a meritocracia nas derrotas da Libertadores?

Aonde estava a meritocracia nas atuações patéticas, e que quase levaram o time
a eliminação na Copa do Brasil?

Aonde estava a meritocracia nas seis rodadas iniciais do Campeonato Brasileiro?
Essa
“tal da meritocracia” é tal difícil assim de se aplicar? Aliás, como é
mensurada essa meritocracia? Quais métodos são utilizados para tal? Como esse
item é permanentemente avaliado (ao menos deveria ser) no planejamento do
futebol do Flamengo em 2017?
Espero
que todos os responsáveis pelo departamento de futebol do clube, entendam o
mais rápido o conceito de meritocracia. Antes que seja mais um ano perdido para
o futebol do Flamengo.
Saudações
Rubro Negras.

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