Flamengo busca motivos de falhas e tabela vira “salvação”.

Réver comemorando gol pelo Flamengo com Everton – Foto: Gilvan de Souza

UOL: O
departamento de futebol do Flamengo estuda os motivos de o time não engrenar no
Campeonato Brasileiro. Desde a eliminação na Copa Libertadores, o Rubro-negro
apresenta um futebol “engessado”, incapaz de somar vitórias e subir
na tabela da competição. Apesar de apenas oito rodadas disputadas, existe
pressa nos bastidores para que o elenco se reencontre, já que discurso e
investimento contemplam a disputa do título e a distância para o topo da tabela
é de pelo menos nove pontos.

Diretoria
e técnico Zé Ricardo entendem que o time estacionou e não desenvolve mais o
jogo como nos melhores momentos de 2016 e até mesmo durante a atual temporada.
Jogadores caíram de produção, os responsáveis pela criação não vivem o melhor
momento e a pressão por resultados tem contribuição decisiva na performance.
Trabalhar o psicológico do grupo é dever diário, mas a questão técnica passa
por uma transição envolvendo o próprio comandante e os atletas mais
questionados.
Em
cima disso, a comissão trabalha para equilibrar o setor de meio de campo, o
principal obstáculo no momento. A dificuldade em organizar jogadas é flagrante.
Em quase todas as partidas recentes foram observados diversos cruzamentos ainda
da intermediária. Aos atacantes, sobra apenas disputar a bola com os defensores
adversários ou torcer por um erro para chegar ao gol.
Mudanças
no setor que dita o ritmo de uma equipe estão nos planos. O contestado Márcio
Araújo pode perder a vaga para que a saída de bola melhore. Outras alterações
esperadas são as entradas de Everton Ribeiro na vaga de Vinicius Júnior,
enquanto o zagueiro Rhodolfo formará dupla com Réver.
Tabela desequilibrada é
“salvação”
Se a
evolução nos aspectos técnico e psicológico é considerada inadiável, por outro
lado a tabela do Campeonato Brasileiro é vista como aliada, ao menos no que
envolve uma subida de produção imediata. Até aqui, o Flamengo somou cinco
empates em oito jogos – quase a metade de toda a competição em 2016 (11). Foram
cinco partidas como visitante. Nas próximas oito rodadas, no entanto, o
Rubro-negro fará seis jogos no Rio de Janeiro – cinco como mandante e o
clássico contra o Vasco, em São Januário. Os compromissos serão contra
Chapecoense, São Paulo, Grêmio, Palmeiras e Coritiba. Como visitante, Bahia e
Cruzeiro.
Apesar
de contar com adversários mais fortes – ao menos na teoria -, a sequência é
considerada positiva para quem almeja terminar o turno do Brasileirão no G-4 e
na briga pelo título. Caso não engrene agora, o Flamengo terá apenas a segunda
metade do campeonato para tentar manter o sonho vivo, o que pelo retrospecto
das edições anteriores se mostra cada vez mais difícil de acontecer.
“Empatamos
cinco vezes, mas acredito que a tendência é a de que as coisas melhorem. O
empate com o Fluminense [2 a 2, nos acréscimos] nos deu um ânimo bom. Temos a
oportunidade de diminuir a diferença em relação ao pessoal de cima. Creio que a
confiança está voltando. Existe uma sequência de jogos no Rio a partir de
agora. É o momento de aproveitar bem e subir na tabela”, encerrou Zé
Ricardo.

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