quarta-feira, setembro 30, 2020
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Flamengo comemora 10 anos do Bi da Copa do Brasil sobre Vasco.

LANCE:
O bicampeonato do Flamengo na Copa do Brasil completa dez anos, mas seu sabor
continua presente na alma de todos os rubro-negros. Em uma conquista marcada
pela superação, a equipe que trouxe nomes como Léo Moura, Jônatas, Renato
Augusto e a dupla Obina e Luizão foi encontrando seu espaço até voltar ao topo
do torneio em grande estilo: passando duas vezes pelo Vasco, seu maior rival,
na decisão.
Passo
a passo, o LANCE! relembra em fatos e fotos a história da conquista do
Rubro-Negro. Confira!
Primeira fase – ASA 
22/2/2006
– 1×1
8/3/2006
– 2×1
O
Flamengo iniciou sua trajetória sob certa desconfiança, devido à campanha fraca
no Campeonato Carioca. Na estreia da Copa do Brasil, em 22 de fevereiro, o ASA
abriu o placar com Denílson mas, no segundo tempo, Ronaldo Angelim garantiu o
empate em 1 a 1 no Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca (AL). A passagem de
fase veio, mas com requintes de drama: no Maracanã, Cascata abriu o placar para
os alagoanos e Renato Silva igualou ainda no primeiro tempo. Apenas a cinco
minutos do fim, Peralta garantiu a vitória flamenguista.
Segunda fase – ABC
22/3/2006
– 1×0
5/4/2006
– 4×0
A
pressão intensa do Flamengo marcou o primeiro jogo do confronto. De tanto
martelar no Frasqueirão, o gol finalmente saiu aos 33 minutos da etapa final
saiu com Ronaldo Angelim. Já a partida de volta veio com triunfo com
tranquilidade: Renato Abreu e Ramírez encaminharam o placar no primeiro tempo,
e Luizão e Renato Abreu decretaram a goleada por 4 a 0 do Rubro-Negro.
Oitavas de final – GUARANI
12/4/2006
– 5×1
19/4/2006
– 0x1
O
duelo das oitavas de final começou no Maracanã, e o Flamengo não titubeou.
Empurrado pela Nação, a equipe atropelou por 5 a 1, com gols de Luizão, Léo
Moura, Renato Abreu, Obina e Juan, enquanto Bilu fez o gol do Bugre. Nem mesmo
a derrota por 1 a 0, com gol de Juliano no Brinco de Ouro da Princesa foi
suficiente para tirar a vaga.
Quartas de final – ATLÉTICO-MG
26/4/2006
– 4×1
3/5/2006
– 0x0
Novamente
tendo o jogo de ida no Maracanã, o Flamengo superou seus erros no início de
partida e deu uma surra no Atlético-MG. Renato Abreu (2), Obina e Jônatas
marcaram para os flamenguistas (Marinho marcou o gol dos atleticanos). Jogar
com o regulamento debaixo de braço no Mineirão foi suficiente para garantir o
empate em 0 a 0 e seguir a caminhada.
Semifinal – IPATINGA
10/5/2006
– 1×1
​18/5/2006
– 2×1
Coube
ao Flamengo encarar a sensação do torneio: o Ipatinga comandado por Ney Franco
e contado com nomes como Rodrigo Arroz, Leandro Salino e Camanducaia. O
resultado do primeiro jogo deixou a torcida preocupada: após sair na frente no
Ipatingão com Obina, Camanducaia garantiu o 1 a 1 no último minuto. O risco de
nova zebra ficou maior no segundo jogo: Camanducaia abriu o placar no Maracanã.
Mas Ronaldo Angelim, ainda no primeiro tempo, e Renato Abreu, na etapa final,
garantiram o 2 a 1 e o fim do risco da “zebra” passar dois anos
depois do Santo André. A ida à final estava garantida!
OPA, MUDANÇA DE CARGO!
Por
mais que o Flamengo estivesse bem na Copa do Brasil, os resultados do Brasileirão
contrastaram e custaram caro a Waldemar Lemos. Em 22 de maio de 2006, o
treinador deixou o comando do clube. A cúpula rubro-negra, porém, apostou em um
nome que chamou atenção no início de temporada para se redimir no início do ano
e garantir o título sobre o Vasco: o promissor Ney Franco.
Final – VASCO
19/7/2006 – FLAMENGO 2×0 VASCO
Com
tempo para trabalhar durante a parada da Copa do Mundo,  Ney Franco escalou o Flamengo com trio de
zaga e apenas Luizão de atacante. Só que o título rubro-negra começou a se
desenhar em uma “cartada” do treinador: Renato Silva, machucado, deu
lugar a Obina. Em seu primeiro toque na bola, o atacante deixou o rótulo de
perseguido pela torcida para comemorar o primeiro gol, aos 14 minutos. Três
minutos depois, Léo Moura cruzou para Luizão garantir a vitória por 2 a 0, com
direito a gritos de “olé”.
26/7/2006 – VASCO 0x1 FLAMENGO
O
bicampeonato rubro-negro veio com nova vitória sobre o maior rival. A tentativa
cruz-maltina de reagir e vencer por três gols de diferença sofreu um duro golpe
aos 17 minutos: Valdir Papel deu um carrinho em Léo Moura e foi expulso. Coube
ao Flamengo administrar a vantagem e chegar ao gol do título aos 28 minutos, em
batida rasteira de Juan que parou na rede de Cássio. Mais determinada, a equipe
garantiu o seu título com direito a gritos de “olé”.

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