Flamengo crê que Arena Multiuso será votada em breve.

Arena Mc Donald’s do Flamengo – Foto: Reprodução

GARRAFÃO RUBRO-NEGRO: Por Enéas Lima

Faltando
poucos jogos para o final da fase de classificação do NBB 9, o blog Garrafão
Rubro-Negro realizou uma entrevista exclusiva com Alexandre Póvoa,
vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, que abordou a questão do uso
de ginásios durante o torneio, Arena na Gávea, público baixo no Tijuca,
avaliação do elenco, entre outros assuntos. Confira a entrevista na integra
abaixo:
Jogos em Manaus na fase de classificação.
“São
jogos com situações diferentes. Contra o Vasco, o Rio de Janeiro não tem
ginásio para o clássico, o Rio está um caos total. E no último jogo que foi
marcado contra o Vasco na cidade, na última hora a polícia não deu garantias de
efetivo. E não queríamos ter mais problemas em relação a esse jogo, fomos para
Manaus, com tudo pago por eles. Já Brasília foi diferente. O ginásio do Tijuca
já estava com a data marcada antes para o playoff da Superliga Feminina de
vôlei e tinha a opção da Arena da Barra, mas também tem show marcado para lá
nessa data. E não poderíamos jogar em outro dia contra o Brasília, pois na
última rodada do NBB todos os jogos tem que ser no mesmo horário e dia. E a
rodada foi antecipada pela ausência dos brasileiros na Liga das Américas. Eu
como vice-presidente jamais iria abrir mão de jogar no Rio de Janeiro uma
partida que vale a primeira colocação na classificação, mas são situações que
fogem do nosso controle. ”
Tijuca como prioridade até a semifinal do
playoff e uma possível final com lugar indefinido.
“Hoje,
a Arena Carioca 1 é carta fora do baralho. Eu sinceramente não acredito que
possa ocorrer mudanças até lá, mas se ocorrer alguma novidade, vamos analisar.
O Maracanãzinho só seria possível se alguma empresa assumisse a administração e
resolvesse as pendencias do ginásio.  Se
chegarmos até a semifinal do NBB, os jogos devem ser realizados no Tijuca. E
uma possível final, a ideia é a Arena da Barra, mas iremos avaliar. ”
Público baixo no Tijuca na temporada do
NBB 9.
“Naquele
jogo contra o Vaco, pelo Estadual, estávamos com o ginásio lotado, e logo
depois acabou ocorrendo briga que foi marcada do lado de fora do ginásio, isso
acabou contribuindo para que os torcedores se afastassem do ginásio.”
A questão do Flapasse e a cobrança dos
torcedores.
“No
primeiro ano, tivemos 100 Flapasses vendidos, nessa temporada foram 135
vendidos. É uma marca bem baixa, eu gostaria que fossem 500 vendidos. Mas
esporte olímpico é diferente.  Com
ginásio próprio, de alto nível, teremos a chance de lucrar. Sobre as críticas,
elas foram contundentes, mas é uma situação que foge do nosso controle, não
temos ginásios no Rio, e tivemos que atuar fora. E foi nessa temporada que
tivemos que tomar essa decisão, mas sempre demos prioridade em jogar no
Rio.  Não quero tirar o direito de
ninguém, eu sou muito agradecido a quem comprou o Flapasse e, nós, da
diretoria, estamos sempre buscando o melhor em prol do Flamengo.”
Possível ação do Flamengo contra a FIBA
pela ausência na Liga das Américas.
“A
gente está estudando isso, mas não é fácil entrar com um tipo de recurso
jurídico em um tribunal internacional. Já conversamos com alguns advogados que
nos informaram que teríamos poucas chances de êxito, mas estamos estudando
ainda essa possibilidade. ”
Arena
Multiuso na Gávea e a expectativa pela votação no Conselho Deliberativo.

“As
conversas estão acontecendo. A negociação com o MC Donalds já está encerrada.
Eles terão o direito de usufruir do espaço da loja que terá no ginásio. O que
eles pedem no momento é uma garantia do Flamengo e um ressarcimento caso a obra
seja embargada ou tenha alguma liminar. Mas acredito que tudo será decidido em
breve para ir à votação no Conselho Deliberativo do clube.  No Conselho Deliberativo tudo é possível,
sempre vai ter alguém que será contra a tirada de uma árvore ou alguma outra
mudança, mas será uma obra que será muito boa para o Flamengo.”
A ausência de patrocínio máster na
temporada.
“Foram
tentados patrocínios mais longos, que envolvesse essa e a outra temporada. E
também foi se tentado patrocínio para essa temporada.  Mas tem a questão da crise. Surgiram
patrocinadores com o número muito baixo, iremos tentar algo para o playoff, mas
o quadro não é animador.”
Eleição da CBB e o novo presidente Guy
Peixoto.
“Eu
não conheço o Guy Peixoto, mas enviamos uma mensagem parabenizando pelo
resultado. O Flamengo como protagonista do basquete brasileiro sempre estará
disposto a ajudar. E a gente não abre mão que a LNB continue organizando o
campeonato entre os clubes e a CBB fique responsável pelas seleções adultas e
de base. A CBB tem que resolver esse problema da punição, pagar suas dívidas, o
discurso do Guy Peixoto foi bom, tem coisas a fluir. E não foi nossa culpa a
punição sofrida pela CBB. ”
Expectativa para o playoff do NBB 9.
“Essa
foi uma temporada diferente. Foi preciso renovar o time, vieram jogadores novos
e a ideia era colocar os jogadores novos para jogarem a LDB. E usar esses
jogadores para atuarem no Estadual. Com os jogadores mais experientes entrando
aos poucos e os mais novos voando em quadra. Mas deu tudo errado.  Rafael Mineiro se apresentou machucado,
depois tiveram as lesões do Lelê, do Pedrinho e do Humberto. O Ricardo Fischer
que demorou a se recuperar. A LDB acabou sendo ruim para o Flamengo. Tivemos
problemas nessa temporada. E o time só conseguiu treinar completo há 5 jogos
para cá, a destacar ainda a ausência do Humberto. Se você me perguntar sobre o
potencial do time, eu diria que está ainda muito abaixo do que pode render,
principalmente defensivamente.  Estamos
tomando muitos pontos, mas o time irá evoluir na defesa. O Ricardo Fischer está
evoluindo aos poucos, visto a atuação dele contra o Vasco, na qual tivemos
lampejos do Fischer, ele que é um jogador de alto nível.  E a volta do Humberto, que é um jogador forte
fisicamente, será importante também para a defesa. Esse time tem potencial de
marcar 90 pontos e sofrer menos de 80 pontos, 
que seria o ideal. Atualmente todos querem ganhar do Flamengo e acabam
entrando nos jogos com o dobro da vontade contra o nosso time e nós precisamos
ter a consciência que não teremos boa vontade dos adversários, dos árbitros, de
ninguém. Não podemos nos acomodar em momento algum, temos um bom time, bons
jogadores, mas sabemos que o time somente no papel não ganha jogo e por isso é
sempre necessário o alerta para as atuações em quadra. No final , todas as
contusões que aconteceram , tiveram um fator positivo – jogadores jovens como o
Lelê, Pedrinho, Danilo e até o João Victor ganharam tempo de quadra e evoluíram
. Com o time completo , serão muito importantes na rotação nos playoffs. Enfim
, acho que o planejamento de mesclar jogadores jovens e experientes vai nos
levar a mais um título.”
Futuro de Alexandre Póvoa no clube.
“Hoje
se me perguntassem eu diria que estou como vice-presidente de esportes
olímpicos do Flamengo, sempre tive e estarei disposto a ajudar. Tivemos a saída
do Flavio Godinho. Eu sigo como vice-presidente e irei ajudar dando o meu
máximo, a minha garra pelo esporte olímpico do Flamengo.  Tudo na vida são ciclos.”

Por: FlaHoje

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