Flamengo dá salto em investimentos no Futebol, mas avalia saídas.

Rodrigo Caetano ao lado de Geuvânio e Éverton Ribeiro, reforços do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

GLOBO
ESPORTE
: Os dois jogadores mais caros do elenco decidiram a partida contra a
Chapecoense. Guerrero, com três gols e passe para outro, e Diego, dois e uma
assistência, são símbolo do Flamengo que tenta voltar ao topo do futebol
brasileiro – apesar dos tropeços, como a nova eliminação precoce na primeira
fase da Libertadores – com regra simples: quanto mais dinheiro e mais
investimento no futebol, mais forte fica o elenco rubro-negro, com tantas
opções para usar de 11 a 14 jogadores por partida.

A
compra de Éverton Ribeiro, uma das transações mais caras da história do clube
da Gávea, é o símbolo de um levantamento inédito obtido pelo GloboEsporte.com.
De R$ 9 milhões em 2013, no primeiro ano da gestão Bandeira, até R$ 58 milhões
em 2017 há um salto impressionante de 544% em cinco anos na aquisição de
direitos econômicos de jogadores de futebol – mais de seis vezes o empenhado em
contratações no primeiro ano de gestão. Ao todo, em cinco anos, são 61 atletas
contratados – nem todos em compras de direitos econômicos, conforme lista que
você confere no fim da reportagem com todos nomes contratados pelo Flamengo na
gestão Bandeira.
Abaixo,
observe o gráfico com informações de maneira resumida do aumento de aporte do
clube na contratação de jogadores. Hoje, o Flamengo administra uma folha
salarial de R$ 9 milhões. Outro salto dos últimos tempos no clube. O avanço é
gradual. No fim do ano passado o futebol tinha vencimentos na casa de R$ 7,5
milhões.
A
mudança de patamar do Flamengo se deu, principalmente, a partir de 2015, embora
naquele ano o investimento na compra de direitos econômicos tenha sido o menor
da série histórica – de R$ 8,5 milhões. Naquela temporada, o clube contou com a
Doyen para comprar Marcelo Cirino (sem gastar um tostão) e investiu em compras
de menor expressão, como foi o caso de Jonas, que veio do Sampaio Correa (MA).
Os mais altos investimentos foram nas chegadas de Guerrero, que não envolveu
compra de direitos econômicos, mas luvas milionárias ao camisa 9 do Flamengo.
Outros casos do tipo foram de Ederson, Sheik e Alan Patrick. Este último, por
empréstimo.

As
perguntas da reportagem foram enviadas ao Flamengo logo depois da confirmação
da contratação de Éverton Ribeiro – no dia 6 de junho. O departamento de
finanças, através do vice-presidente Claudio Pracownik, enviou as respostas em
19 de junho, com detalhamento de alguns investimentos. Confira abaixo.
GloboEsporte.com: A contratação de Everton
Ribeiro é a mais cara da história do clube?
Claudio
Pracownik: Se não foi a maior, certamente foi uma das maiores. Teríamos que
fazer uma pesquisa histórica com conversão de câmbio à época para poder afirmar
isso.
Qual evolução do investimento – falando em
contratações de ativos (direitos econômicos de jogadores) – que o clube vem
tendo desde 2013, primeiro ano da gestão Bandeira?
Em
valores aproximados e históricos, seguem os valores investidos em direitos
econômicos de jogadores:

2013: R$9 milhões

2014: R$15 milhões

2015: R$ 8,5 milhões

2016: R$ 25 milhões

2017: R$ 58 milhões
Havia previsão no orçamento de 2017 do
clube de atingir folha salarial de cerca de R$ 8,5 milhões a R$ 9 milhões.
Hoje, com as novas contratações chegando, está nesse patamar?
Sim,
estamos dentro desse patamar, que pode vir a ser revisto conforme novo
orçamento a ser apresentado ao Conselho de Administração.
Há necessidade – ou seria recomendável, ao
menos – do Flamengo negociar ou emprestar jogadores neste momento para encaixar
as novas contratações?
Estamos
definindo a revisão orçamentária a ser apresentada ao Conselho de Administração
do Clube. Uma revisão de Usos e Fontes de recursos está, portanto, em andamento
e será submetida para tal aprovação. A venda ou empréstimo de jogadores será
avaliada dentro deste contexto.
Quanto o Flamengo ainda tem para pagar dos
últimos reforços, incluindo a operação por Éverton Ribeiro e Rhodolfo?
Incluindo
o Marcelo Cirino e sem contar com o Éverton Ribeiro e Rhodolfo, temos a pagar
R$32 milhões em reforços ainda.
(Nota
da redação: incluindo Cirino, caso este não seja negociado ao fim do contrato
com o Fla (em dezembro deste ano) ou não haja entendimento com a Doyen, o
Flamengo paga 3,5 milhões de euros (R$ 13 milhões pela cotação desta
sexta-feira) pelo percentual dos direitos do atacante, além de juros de 10% ao
ano, ao parceiro. O que significa mais de R$ 15 milhões. Somando Éverton e
Rhodolfo, o Fla ainda tem mais R$ 27 milhões nesta conta. Ao todo, mais R$ 40
milhões.)
O presidente Bandeira disse que a venda do
Vinicius obrigava o Fla a rever o orçamento 2017. O Flamengo já tem definido
onde vai investir a grana da venda? Servirá para pagamento de empréstimos,
como, por exemplo da obra da Ilha, para compra do Everton Ribeiro?
Estamos
definindo a revisão orçamentária a ser apresentada ao Conselho de Administração
do Clube. Uma revisão de Usos e Fontes de recursos está, portanto, em andamento
e será submetida para esta necessária aprovação. Dentro da proposta que estamos
elaborando, uma parte importante dos valores arrecadados com a venda do
Vinicius Júnior será destinada ao Departamento de Futebol, seja na compra de
novos jogadores (para o time principal e para a base), seja para investimento
em equipamentos, infraestrutura e sistemas julgados importantes para o citado
Departamento.
As vendas do Jorge e do Vinicius devem ter
aumentado e muito a previsão de receitas do ano. Com as receitas
extraordinárias qual a previsão total de receitas?
São
superiores a R$ 600 milhões.

Todas as contratações do Flamengo na era Eduardo Bandeira de Mello – Foto: Reprodução
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